Krystal não gostava dos muçulmanos, mas apaixonou-se por um afegão

Foto © Krystal Ashley/Daily Mail.
Krystal Ashley tem 30 anos e nasceu nos Estados Unidos. Católica desde pequena, foi criada no seio de uma família muito tradicionalista, algo que a tornou muito intolerante ao islão, especialmente após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
A sua intolerância começou a vergar quando entrou para a faculdade, algo que ela atribuí a uma aula que teve sobre religiões no mundo. Mas foi ao apaixonar-se por um refugiado afegão que a sua perspetiva de vida mudou drasticamente, como a própria contou ao Daily Mail.
Em Junho de 2016, a professora do estado da Virgínia estava em Paris a trabalhar numa organização sem-fins lucrativos, quando conheceu o muçulmano Rayi Khan, de 31 anos, num jogo de futebol: “Depois dos atentados fiz parte da onda anti-islão que estava a varrer os Estados Unidos. Nunca nos meus sonhos pensei que iria apaixonar-me por alguém do Afeganistão.”
O jovem tinha fugido de Kabul em 2012, por ter sido ameaçado por talibãs, o mesmo grupo responsável por assassinar os seus pais: “Eu tinha uma boa vida no Afeganistão mas, como tive tantos problemas com os talibãs, tive que deixar tudo para trás.”
Para Krystal Ashley, o que a atraiu em Khan foi a sua gentileza e maneira de ser, algo que a surpreendeu. Apesar das diferenças culturais e religiosas, a professora afirma que ambos têm uma mente muito aberta, o que os permite ter muitas conversas acerca das suas crenças.
Inicialmente, o casal manteve a sua relação em segredo por causa da família cristã de Krystal e ao facto de Rayi ser casado no Afeganistão. Hoje o afegão, que foi forçado a casar aos 16 anos, ainda não contou à sua família, pois sabe que a relação não será aceite. Segundo o Código Civil do Afeganistão, a idade legal para casamento é aos 16 anos para as mulheres e 18 anos para os homens, o que anula o casamento arranjado de Rayi Khan.
O casal conta que a guerra entre as nações de ambos, os EUA e o Afeganistão, também não ajuda à percepção que as famílias poderão criar da cara-metade. Mas Krystal brinca com a situação: “Somos Romeo e Julieta da vida real.”
Não sabem o que o futuro lhes reserva no que toca a filhos e casamento, mas a norte-americana acha que as pessoas ficarão surpreendidas pela história do casal. E diz: “Espero que isto faça muita gente mudar de ideias acerca de pessoas de diferentes religiões.”
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