Liberdade religiosa

100 pessoas assassinadas por terroristas no Burquina Faso

| 8 Jun 21

Vista aérea sobre o mercado de Tiogo, no Burquina Faso. Foto © Climate Investment Funds

 

Na aldeia de Solhan, perto da fronteira com o Níger, pelo menos 100 pessoas foram mortas por terroristas, não muito longe do local onde o missionário italiano Pierluigi Maccalli foi sequestrado. O Papa Francisco, no Angelus deste domingo, expressou a sua consternação pelo facto. “Rezo pelas vítimas do massacre que ocorreu de sexta para sábado à noite numa pequena cidade do Burquina Faso. Estou perto das suas famílias e de todo o povo, que está a sofrer muito com esses ataques repetidos. A África precisa de paz e não de violência”, refere uma nota das Obras Missionárias Pontifícias, que cita o Papa Francisco.

Três dias de luto nacional foram decretados pelo que é considerado o pior ataque na ofensiva jihadista desde a implosão política do Burquina Faso em 2015. Embora o ataque tenha ocorrido na noite de sexta-feira, as primeiras notícias começaram a circular apenas muitas horas depois. Os relatos indicam que os terroristas, depois de atacarem polícias, começaram a matar civis. Acredita-se que os agressores tenham vindo do Mali, cruzando a fronteira com o Burquina Faso para regressar rapidamente às suas bases após o confronto.

A situação complicou-se no norte do Burquina Faso desde que o Governo apoiou milícias locais para começarem a defender-se, uma decisão que levantou polémica e levou a reclamações de organizações de direitos humanos.

Não muito longe da área deste último ataque, embora já no Níger, o padre Pierluigi Maccalli, missionário da Sociedade de Missões Africanas (SMA), foi sequestrado em 2018 e libertado em outubro passado. Foi também aqui que o missionário salesiano espanhol Antonio César Fernández foi assassinado, na fronteira com o Togo, a 15 de fevereiro de 2019.

 

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