13 pessoas morreram num naufrágio ao largo de Lampedusa

| 9 Out 19

O naufrágio de uma embarcação que transportava 50 pessoas, nesta segunda-feira no Mar Mediterrâneo, ao largo da ilha de Lampedusa (Itália), provocou pelo menos 13 mortos, todas mulheres e crianças. De acordo com a Euronews, apenas 22 migrantes foram resgatados com vida pelas autoridades, durante o dia, mas os sobreviventes dizem que há mais pessoas desaparecidas. Num primeiro momento, tinha havido apenas o registo de dois mortos.

Flavio di Giacomo, coordenador da área do Mediterrâneo na Organização Internacional para as Migrações, adiantou na rede social Twitter que o barco era proveniente da Tunísia. Nos últimos anos, o Mediterrâneo tornou-se um verdadeiro cemitério para quem tenta chegar à Europa em busca de uma vida melhor. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (IOM, na sigla em inglês), cerca de 19 mil pessoas morreram afogadas no mar que separa a Europa, África e Médio Oriente, entre 2013 e 2019. Só neste ano já perderam a vida pelo menos 1041 migrantes. 2016 foi o ano com o pior registo: 5143 mortes.

De acordo com informações adiantadas pela Agência Lusa, a Organização Não-Governamental “Open Arms” transferiu 40 pessoas resgatadas no Mediterrâneo durante o dia para Malta. Entre elas, incluíam-se duas crianças e quatro mulheres.

A mesma fonte também divulgou ontem que o presidente da ONG, Òscar Camps, criticou a “inatividade” das autoridades após o naufrágio. “Possivelmente teríamos chegado ao local do incidente e assumido o controlo porque o nosso navio estava apenas a 20 milhas de distância”, disse Camps.

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