Patriarca Bartolomeu otimista

2025 pode mesmo ser o ano em que católicos e ortodoxos passam a celebrar a Páscoa juntos

| 3 Abr 2024

Papa Francisco, Patriarca Bartolomeu, Comunidade de Sant'Egídio

Papa Francisco e patriarca Bartolomeu (esqª), no final do encontro inter-religioso promovido pela Comunidade de Santo Egídio, em Roma, 7 Outubro 2021. Foto © Comunidade de Santo Egídio

Ao contrário do que é habitual, no próximo ano a Páscoa calha no mesmo dia para católicos (que seguem o calendário gregoriano) e ortodoxos (que usam o calendário juliano). E o Patriarca Ecuménico Bartolomeu, de Constantinopla, acredita que não se trata de uma coincidência, mas sim de um sinal de que, precisamente no ano em que irá assinalar-se o 1700º aniversário do Concílio de Niceia, haverá finalmente acordo para uma data que unifique todos os cristãos na celebração da ressurreição de Jesus.

Enviando “uma sincera saudação de amor a todos os cristãos de todo o mundo” que já estão a celebrar  o tempo pascal, Bartolomeu expressou, durante a homilia que proferiu no passado domingo, estar “otimista” quanto à definição dessa data para breve.

“Esta aspiração é particularmente significativa à luz do próximo 1700º aniversário em 2025, marcando a convocação do Primeiro Sínodo Ecuménico em Niceia [que então juntou perto de 300 responsáveis do cristianismo]. Entre as suas discussões fundamentais, estava a questão do estabelecimento de um calendário comum para as festividades da Páscoa. Estamos otimistas, pois há boa vontade de ambos os lados. Porque, de facto, é um escândalo celebrar separadamente o acontecimento único da única ressurreição do único Senhor”, afirmou o líder da Igreja Ortodoxa Oriental, citado pelo Orthodox Times.

A sugestão de uma celebração da Páscoa na mesma data surgiu através de um convite formulado pelo patriarca da Igreja Assíria do Oriente, Catolicós Mar Awa III, numa audiência com o Papa, em novembro de 2022. Na resposta, Francisco exprimiu a posição do lado católico: “Agradeço a Vossa Santidade por ter manifestado o desejo de encontrar uma data comum para os cristãos se juntarem na celebração da Páscoa. Quero repetir o que São Paulo VI disse no seu tempo: estamos prontos a aceitar qualquer proposta que seja feita em conjunto.” E até acrescentou, com o seu típico bom humor: “Tenhamos a coragem de pôr fim a esta divisão que, por vezes, nos faz rir: ‘Quando é que o vosso Cristo ressuscita?’”.

Mas apesar de tanto a Igreja Católica como a Copta já terem feito saber que apoiam a iniciativa, as fraturas dentro da Igreja Ortodoxa Oriental, acentuadas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, levam a que muitos não estejam tão otimistas quanto o patriarca Bartolomeu.

 

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