Relatório da Global Witness

227 ativistas ambientais assassinados em 2020

| 14 Set 2021

As empresas de exploração dos recursos naturais são comprovadamente responsáveis por mais de um terço das mortes: Colômbia, México, Filipinas e Brasil são os países em que foi possível comprovar maior número destes crimes. Na foto de arquivo, manifestação durante Acampamento Terra Livre de 2017. Foto © Guilherme Cavalli_Cimi

 

O número de ativistas ambientais assassinados que é possível documentar subiu no ano passado para 227, refere a Global Witness no seu relatório “A Última Linha de Defesa” publicado ontem, dia 13 de setembro. A organização contabiliza apenas os assassinatos de pessoas de quem conhece o nome e analisou as circunstâncias da morte. E não tem dúvidas de que apenas consegue documentar uma parte muito reduzida da violência praticada contra os ambientalistas. 

“À medida que a crise climática se intensifica, a violência contra aqueles que protegem as suas terras e nosso planeta também aumenta”, lê-se no relatório para cujos autores é claro que “a exploração irresponsável e a ganância que impulsionam a crise climática também geram a violência contra os defensores da terra e do meio ambiente.”

As empresas de exploração dos recursos naturais são comprovadamente responsáveis por mais de um terço das mortes e a Colômbia (65), México (30), Filipinas (29) e Brasil (20) são os países em que foi possível comprovar maior número destes crimes. No ano passado em média foram mortos todas as semanas quatro defensores da terra.

O relatório anual sobre os temas ambientais é divulgado desde 2012 e os ativistas são nele definidos como “pessoas que ousam tomar posições e desencadear ações pacíficas contra a exploração injusta, discriminatória, corrupta, ou prejudicial dos recursos naturais ou do ambiente.”

A Global Witness foi fundada em 1993 com o objetivo de defender “um planeta mais sustentável, justo e igualitário” e conseguir que “as florestas e a biodiversidade prosperem, os combustíveis fósseis permaneçam no solo e as empresas deem prioridade aos interesses das pessoas e do planeta.”

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“Seria grande caridade tratar do caso com urgência”

Cartas de Luiza Andaluz em livro

“Seria grande caridade tratar do caso com urgência” novidade

Preocupações com um homem que estava preso, com o funcionamento de uma oficina de costura para raparigas que não tinham trabalho, com a comida para uma casa de meninas órfãs. E também o relato pessoal de como sentiu nascer-lhe a vocação. Em várias cartas, escritas entre 1905 e 1971 e agora publicadas, Luiza Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima, dá conta das preocupações sociais que a nortearam ao longo do seu trabalho e na definição do carisma da sua congregação.

Agenda

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This