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paquistão, cheias, inundações, monção, imagem retirada de vídeo da BBC

Cheias já fizeram 1500 mortos

230 mil euros de ajuda para o Paquistão

| 11/09/2022

paquistão, cheias, inundações, monção, imagem retirada de vídeo da BBC

Vai seguir ajuda de emergência para o Paquistão, 230 mil euros para 2 dioceses. Foto © imagem retirada de vídeo da BBC

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre vai enviar já o primeiro pacote de ajuda de emergência para o Paquistão, onde as piores inundações dos últimos 30 anos já provocaram 1500 mortos e 500 mil deslocados. “Calcula-se que mais de 33 milhões de paquistaneses foram afectados gravemente pelas chuvas torrenciais que durante os meses de Verão devastaram campos agrícolas, destruíram casas, pontes, estradas, fábricas, escolas e hospitais. Como consequência, teme-se já por situações de fome, com escassez de alimentos para serem distribuídos pelas populações mais carenciadas e problemas também ao nível da saúde pública”, escreve a organização em comunicado enviado ao 7MARGENS.

A província de SIndh tem sido a mais afetada pelas chuvas, e os bispos das duas dioceses que ficam nesta área geográfica – Hyderabad e Karachi, contactaram a organização para pedir ajuda. “Muitas pessoas perderam tudo o que tinham e dependem agora, exclusivamente, da caridade de instituições como a Igreja Católica. A Diocese de Hyderabad é um exemplo da tragédia em que se encontra o país. Todas as suas 19 paróquias estão inundadas, e muitas pessoas refugiaram-se nas igrejas depois de terem perdido todos os seus haveres”, pode ler-se no comunicado.

Samson Shukardin, bispo de Hyderabad, afirmou à Fundação AIS que “milhares de famílias estão rodeadas pelas águas das cheias e milhares estão sentadas à beira da estrada sem condições adequadas. Não têm comida, nem água potável, abrigo, casas de banho ou assistência médica”, descreve.

Em Karachi, D. Benny Travis fala em inundações que “provocaram uma onda de morte e de destruição que continua a ceifar vidas e a devastar o país”. “As inundações causadas pelas fortes chuvas continuaram a fazer estragos, destruindo meios de subsistência e arrasando comunidades inteiras, semeando a morte e o sofrimento no seu caminho”, diz, descrevendo um cenário de facto apocalíptico. “As pessoas vivem a Céu aberto, as suas casas estão danificadas; as cheias cortaram estradas, as cadeias de abastecimento de mercadorias foram afectadas; o risco de surto de doenças é iminente devido às águas estagnadas e à previsão de mais chuvas.”

Face a esta situação dramática, a Fundação AIS vai enviar “200 mil euros para ajuda de emergência para cerca de 5 mil famílias”. “O objectivo é fazer chegar cabazes alimentares durante um mês para as pessoas mais vulneráveis, mas também apoio na distribuição de redes mosquiteiras e repelentes, criação de unidades móveis de saúde, criação de abrigos temporários e auxílio na reparação das infraestruturas danificadas nas igrejas de forma a permitir que as paróquias possam acolher vítimas das cheias”.

Para a diocese de Karachi, seguem 30 mil euros para o fornecimento de cabazes alimentares e artigos de cozinha e de limpeza que permitam às famílias tornar as suas casas habitáveis de novo.

 

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