25 Abril 50 anos

Como os média religiosos viveram a nova liberdade de imprensa pós-25 de Abril

7MARGENS é co-organizador

Como os média religiosos viveram a nova liberdade de imprensa pós-25 de Abril

“Liberdade de imprensa: revolução e democracia em Portugal” é o tema do colóquio que, no dia 22 de Outubro, colocará em debate, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa, investigadores e protagonistas do período pós-25 de Abril de 1974, para aprofundar questões relacionadas com a imprensa – incluindo a religiosa – durante a revolução democrática.

António Correia (1938-2026): uma vida com as pessoas

Antigo padre morreu em Palmela

António Correia (1938-2026): uma vida com as pessoas

António Correia morreu há dias, com 88 anos. Aqui se evoca o percurso do antigo padre, que contestava a Guerra Colonial e deu dormida a Zeca Afonso, fugido da PIDE, acabando a guardar malas que pensava que tinham armas. Publicamos ainda um vídeo com uma entrevista do próprio António Correia e testemunhos dos filhos e do próprio, escrito na Páscoa.

Joana Lopes (1938-2026), as guerras à volta da paz e a intervenção cidadã

A morte aos 87 anos

Joana Lopes (1938-2026), as guerras à volta da paz e a intervenção cidadã

Panfletos em Fátima contra a guerra colonial, uma carta entregue a um ex-secretário do Papa João XXIII, padres angolanos a pensar “ocupar” a nunciatura do Vaticano em Lisboa… A então activista católica Joana Lopes desiludiu-se do catolicismo, prosseguiu a intervenção cívica. Autora do blogue Entre as Brumas da Memória, morreu quinta-feira, 5 de Fevereiro.

D. Eurico Dias Nogueira, um bispo vigiado pela PIDE

Pré-publicação

D. Eurico Dias Nogueira, um bispo vigiado pela PIDE

O então bispo de Vila Cabral (atual Lichinga, Moçambique), Eurico Dias Nogueira, foi submetido a constante vigilância por parte da polícia política do Estado Novo. Este é um dos casos tratados no novo livro do jornalista José Pedro Castanheira, que recolhe várias “Histórias da PIDE” e que serºa posto à venda na quinta, dia 23, e apresentação pública dia 6 de novembro.

Quando o mundo olhou para a Revolução dos Cravos

Exposição e livro

Quando o mundo olhou para a Revolução dos Cravos

A Revolução de Abril tem sido amplamente narrada por quem a viveu por dentro e por quem a estudou: historiadores, políticos, artistas, testemunhos orais, livros escolares. Mas há outras formas de ver e de nos vermos. O livro Venham Mais Cinco: O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa 1974-1975 recorda-nos que a Revolução também foi profundamente observada a partir de fora. [Texto de Maria Inácia Rezola].

A sexta-feira-santa dos Capitães de Abril

[Crónica da Europa]

A sexta-feira-santa dos Capitães de Abril

Entre 1971 e 1973, Salgueiro Maia comandou a Companhia de Cavalaria 3420, na Guiné e assinava no jornal de caserna. Como escreve no n.º 26: “Vem isto a propósito da palavra cidadão; é minha intenção ao escrever estas palavras, contribuir para que ela seja vivida na plenitude, isto é, que cada um de nós seja um verdadeiro cidadão no cumprimento dos deveres e na vivência dos direitos”.

O padre que foi soldado desconhecido das conquistas dos trabalhadores

Jardim Gonçalves no "Vidas Com História"

O padre que foi soldado desconhecido das conquistas dos trabalhadores

“Todas as conquistas sociais que os trabalhadores portugueses obtiveram com o 25 de Abril são indissociáveis do trabalho do padre Jardim Gonçalves e da LOC”, considera o sindicalista José Luís Judas, fundador da CGTP-Intersindical. A afirmação aparece no primeiro episódio do novo programa Vidas Com História, que passa na TSF e tem a colaboração do 7MARGENS.

Padre Jardim Gonçalves “abre” novo programa da TSF com colaboração do 7MARGENS

Vidas Com História, um domingo por mês

Padre Jardim Gonçalves “abre” novo programa da TSF com colaboração do 7MARGENS

O padre Agostinho Jardim Gonçalves foi por mais de meio século líder nacional e internacional da Pastoral Operária da Igreja Católica. E é o seu retrato de personalidade multifacetada e interventiva, que abre o novo programa da TSF, Vidas Com História, que passará uma vez por mês aos domingos depois das 13h, e que tem a colaboração do 7MARGENS.

1971, um ano de excecional colheita

“Revolução antes da Revolução”

1971, um ano de excecional colheita

Há uma banda sonora improvável para o ano de 1971, três anos antes do 25 de Abril que antecipa na música a revolução que aconteceu no país. História de liberdade e criação contada num livro essencial de Luís de Freitas Branco. Onde se fala de Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, José Mário Branco e Sérgio Godinho, entre tantos outros.

Visite o andar-modelo. Há muitos e bons livros para lembrar Abril

Três obras para ler

Visite o andar-modelo. Há muitos e bons livros para lembrar Abril

Abril, livros mil é o cliché óbvio, e até preguiçoso, para o manancial de edições no mercado livreiro português sobre os 50 anos do 25 de Abril ou que, aproveitando a efeméride redonda da Revolução dos Cravos, se inscrevem na história da ditadura do Estado Novo e da democracia nascida em 1974. O 7MARGENS traz três (breves) propostas. Abril é sinónimo de diversidade e as férias podem ser ocasião para descobrir mais como se fez a democracia que vivemos há cinco décadas.

Metanoia propõe “viver na liberdade”

Encontro de Reflexão Teológica

Metanoia propõe “viver na liberdade”

“Uma reflexão histórica, teológica e filosófica” sobre “Viver na liberdade” é a proposta do Metanoia – Movimento Católico de Profissionais para a edição de 2024 do seu Encontro de Reflexão Teológica. A iniciativa decorre entre os dias 27 a 30 de Julho, no Seminário Diocesano de Leiria.

Maio depois de Abril – o impacto da Revolução em Fátima

Reportagem na TVI

Maio depois de Abril – o impacto da Revolução em Fátima

Numa reportagem especial da autoria do jornalista Joaquim Franco e emitida na TVI na noite do dia 13, reveem-se os dias da revolução no santuário de Fátima. Se as consequências na rotina dos crentes foram pouco significativas, as lideranças católicas e os responsáveis do santuário fizeram do local de devoção um púlpito para expor o olhar e as preocupações da Igreja.

Mais dinheiro, mais saúde, mais educação. Os 50 anos de democracia em 19 gráficos

Por oposição à mortalidade e analfabetismo antes de 1974

Mais dinheiro, mais saúde, mais educação. Os 50 anos de democracia em 19 gráficos

Com os dados dos Censos ao longo das décadas e do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Renascença compara o nível de vida que o país tinha antes da revolução de 1974 com os números atuais, traça a evolução em áreas nevrálgicas como a saúde ou a educação – e que nem sempre batem certo com a perceção que os portugueses têm entre o país que viviam e aquele em que vivem agora.

Bíblia, Revolução e música de intervenção

Uma leitura de Alfredo Teixeira

Bíblia, Revolução e música de intervenção

«A canção, uma ‘casa comum’ para a memória da Revolução dos Cravos» é a proposta do compositor e antropólogo político Alfredo Teixeira para, musicalmente, reconhecermos o lugar da intervenção, encontrarmos cruzamentos com os textos bíblicos, e perceber como a revolução de 1974 teve a sua génese musical em 1971.

A resistência dos sindicalistas católicos ao Estado Novo

7MARGENS/Antena 1

A resistência dos sindicalistas católicos ao Estado Novo

Esteve na Base-FUT, na Ação Católica operária e, como jornalista, foi também sindicalista. A propósito do 1º de Maio, Cesário Borga fala da resistência dos sindicalistas cristãos à ditadura e das razões que os moviam; explica o pensamento autogestionário que se desenvolveu nas correntes católicas e as diferenças com várias correntes políticas, ao mesmo tempo que recorda nomes importantes em movimentos como a Liga Operária Católica, a Juventude Operária Católica, a Base-FUT, os Círculos de Cultura Operária e outros.

O diálogo entre cristianismo e marxismo antes do 25 de Abril

José Pedro Castanheira

O diálogo entre cristianismo e marxismo antes do 25 de Abril

Era um jovem militante da Juventude Universitária Católica e esteve presente no debate entre o filósofo Mário Sottomayor Cardia e o padre João Resina, meses antes do 25 de abril de 1974 e sem ainda sonhar que o seu futuro passaria pelo jornalismo. A 24 de abril frequentou a última cadeira do curso de Economia, na véspera da sociedade portuguesa mudar e, com ela, a vida de José Pedro Castanheira.

É o 25 de Abril e isso nos basta!

É o 25 de Abril e isso nos basta!

O 25 de Abril anda escondido por detrás dos balanços que dele fazemos. Daquilo que depois dele conseguimos concretizar e do que não fomos capazes de realizar. Incluindo o que ainda hoje continua por resolver na nossa sociedade ou nela emerge para nossa desgraça.

Uma experiência na construção da democracia:  O Serviço Médico na Periferia (1975-1982)

Uma experiência na construção da democracia: O Serviço Médico na Periferia (1975-1982)

Este ano, celebram-se os 50 anos do 25 de abril de 1974, data que assinala o fim da ditadura em Portugal.  Ao som da melodia da música “Liberdade”, de Sérgio Godinho, o país testemunhou uma série de conquistas democráticas que moldaram sua história. Nessa época, uma das prementes necessidades básicas da população portuguesa, a que era essencial responder, foi o direito de aceder a cuidados de saúde. Em linha com esta necessidade foi criado, em 1975, o Serviço Médico na Periferia (SMP). [Texto de Marta Cerqueira]

Ilustrar Abril e desfilar com os cartazes

Iniciativa da Amnistia

Ilustrar Abril e desfilar com os cartazes

Cinco ilustradores foram desafiados pela Amnistia Internacional para realizarem uma oficina de cartazes relativos ao 25 de Abril, e que podem depois ser usados no desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Bina Tangerina, Catarina Sobral, João Fazenda, Marcos Martos e Susana Carvalhinhos dão o mote ao tema “Protege a Liberdade”.

Os católicos que “salvaram” a Igreja

Redes, episódios e rostos

Os católicos que “salvaram” a Igreja

O empenhamento corajoso de muitos católicos favoreceu a Igreja no pós-25 de Abril, que deve a esses grupos e redes o facto de se ter diluído a conivência ou o silêncio cúmplice de parte da hierarquia com o regime do Estado Novo. Na altura da revolução, era uma Igreja em tensão e erosão aquela que se descobre.

Comissão Nacional Justiça e Paz alerta para extremismos

Na Mensagem sobre o 25 de abril

Comissão Nacional Justiça e Paz alerta para extremismos

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) alertou, em nota enviada às redações, para a persistência de “fenómenos de ausência de liberdade”, nos 50 anos da democracia em Portugal, alertando para o aumento da intolerância. “Das redes sociais ao espaço público, os silos ideológicos em que nos encerramos contribuem para o fechamento ao outro, para o aumento de discursos racistas, xenófobos ou de intolerância, e para o aumento de vozes pedindo políticas de muros”, refere o organismo católico, numa nota intitulada ‘Juntos, construímos os próximos 50 anos de Democracia e Liberdade’.

Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74

“Para que a memória não se apague”

Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74

A “Revolução dos Cravos”, apesar de pacífica, ceifou a vida a quatro jovens que, no dia 25 de abril de 1974, foram mortos pela PIDE/DGS, à porta da sede da polícia política do Estado Novo, em Lisboa, depois de cercada pela multidão. 50 anos passados, recordamos a mais jovem vítima da “revolução sem sangue”, de apenas 18 anos, que era natural de Trás-os-Montes.

O que faz falta é ler poesia, malta!

[O papel das estórias]

O que faz falta é ler poesia, malta!

“Quem disse que Abril é um mês?” A pergunta fá-la Nuno Higino no título de um dos 25 poemas que preenchem o seu mais recente livro, abril. E a resposta que apetece dar, ao lê-los, corre o risco de soar a cliché, mas cá vai: Abril é muito mais do que um mês – Abril é poesia.

A “afinidade” entre a música de intervenção e a mensagem de libertação cristã

Alfredo Teixeira em conferência dia 16

A “afinidade” entre a música de intervenção e a mensagem de libertação cristã

Podem algumas canções de intervenção ligadas à Revolução de 25 de Abril de 1974 relacionar-se com o catolicismo? O compositor e antropólogo Alfredo Teixeira vai procurar mostrar que há uma “afinidade” que une linguagem bíblica e cristã à música de Zeca, José Mário Branco, Lopes-Graça, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho e outros.

Qual foi o crime do “padre vermelho”?

7Margens/Antena 1

Qual foi o crime do “padre vermelho”?

Deputado “vermelho” e autarca, o padre José Martins Júnior foi suspenso durante 44 anos das suas funções na Igreja. Mas insiste em que o seu “crime” foi, depois do 25 de Abril, ajudar as populações. Readmitido em Julho de 2019, Martins Júnior conta, nesta entrevista, como foi suspenso e diz como olha para a política e a Igreja neste momento.

José Carlos Cantante: “A libertação era o tema que me mobilizava na música”

7MARGENS/Antena 1

José Carlos Cantante: “A libertação era o tema que me mobilizava na música”

“O tema que me marcou mais desde o início foi o da libertação: tinha a ver com o problema da falta de liberdade que havia na altura até 1974 e que eu percebi que era um tema fundamental, que me mobilizava.” A afirmação é de José Carlos Cantante, arquitecto de formação, compositor por vocação, autor de algumas dezenas de músicas para a liturgia católica, que aliam a sua experiência de vida e os temas que encontra na realidade à experiência crente e à reflexão sobre a Bíblia.

Tinha 73 anos

[Olhar de teóloga]

Tinha 73 anos novidade

Decidi que, sempre que, infelizmente, escrever sobre o suicídio de um padre, vou intitular o artigo com a idade daquele que não encontrou outra saída.
Bernard Card, da diocese de Dijon, em França, suicidou-se na casa paroquial. Ao que parece, era um padre activo, envolvido em várias atividades diocesanas e de trato fácil e próximo. [Texto de Cristina Inogés Sanz]

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Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas

[Entre o quadro e o mundo (32)]

Menos grelhas para preencher, mais pensamento em conjunto? O desafio da colaboração nas escolas novidade

Ter reuniões marcadas, tempo reservado nos horários e instrumentos para registar o trabalho conjunto não significa necessariamente que exista colaboração entre professores. No novo episódio do podcast “Entre o Quadro e o Mundo”, Luís Francisco Marques questiona uma escola cada vez mais capaz de organizar e medir o que é feito por todos, mas nem sempre capaz de criar uma cultura em que os professores pensem verdadeiramente em conjunto.

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