7MARGENS é co-organizador
Como os média religiosos viveram a nova liberdade de imprensa pós-25 de Abril
“Liberdade de imprensa: revolução e democracia em Portugal” é o tema do colóquio que, no dia 22 de Outubro, colocará em debate, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), em Lisboa, investigadores e protagonistas do período pós-25 de Abril de 1974, para aprofundar questões relacionadas com a imprensa – incluindo a religiosa – durante a revolução democrática.
Antigo padre morreu em Palmela
António Correia (1938-2026): uma vida com as pessoas
António Correia morreu há dias, com 88 anos. Aqui se evoca o percurso do antigo padre, que contestava a Guerra Colonial e deu dormida a Zeca Afonso, fugido da PIDE, acabando a guardar malas que pensava que tinham armas. Publicamos ainda um vídeo com uma entrevista do próprio António Correia e testemunhos dos filhos e do próprio, escrito na Páscoa.
Narana Coissoró (1931-2026)
O “democrata-hindu” que foi cúmplice de estudantes em luta contra o fascismo
Quem diria que Narana foi cúmplice da luta estudantil contra o fascismo, hoje quase desconhecida, travada numa instituição que lhe servia de suporte? A verdade é que foi.
Resistência ao Estado Novo no Brasil
Nos 70 anos do “Portugal Democrático”
Amanhã, 7 de julho, o Portugal Democrático faz 70 anos que foi lançado (7 de julho 1956). Constituindo-se como um pilar de resistência ao Estado Novo, fundado por exilados portugueses no Brasil, reuniu à sua volta intelectuais e activistas de correntes diversas. [Texto de Edgar Silva].
50 anos depois do atentado
Padre Max assassinado à bomba: afinal quem era ele? – um testemunho
As mortes e vidas do padre Max e Maria de Lurdes, que aparentemente dizem pouco ou nada dizem à Igreja Católica a que pertenciam, são aqui recordadas por quem estava para viajar naquele carro. Só não o fez, ele e um outro companheiro da JEC, por um acaso de última hora. Memórias dos últimos momentos do padre Max, por Manuel Pinto.
Assassinato foi há 50 anos
Crime contra um padre e uma estudante: o CDS, a extrema-direita e o cónego
Na noite de 2 de Abril de 1976, há 50 anos, um atentado vitimou o padre Maximino de Sousa e a estudante Maria de Lurdes. Novos dados revelam confissões e acusações de mandantes de um crime pelo qual nunca ninguém foi condenado.
A morte aos 87 anos
Joana Lopes (1938-2026), as guerras à volta da paz e a intervenção cidadã
Panfletos em Fátima contra a guerra colonial, uma carta entregue a um ex-secretário do Papa João XXIII, padres angolanos a pensar “ocupar” a nunciatura do Vaticano em Lisboa… A então activista católica Joana Lopes desiludiu-se do catolicismo, prosseguiu a intervenção cívica. Autora do blogue Entre as Brumas da Memória, morreu quinta-feira, 5 de Fevereiro.
João da Cruz Nunes (1935-2025)
Morreu um dos “padres do Pombal”, atacado no Funchal com duas bombas
João da Cruz Nunes, um dos então “padres do Pombal” atacados com uma bomba que explodiu na sua casa no Funchal, morreu na madrugada desta segunda-feira, 3 de Novembro, em Oeiras, onde vivia há mais de 50 anos. A notícia foi inicialmente dada por António Henrique Sampaio no Funchal Notícias.
Luís Martins Ferreira no “Rostos e Rumos”
O padre-operário que rodou a sua vida entre o torno e o altar, e que fez uma bomba
Na década de 1980, o padre Luís Martins Ferreira foi chamado a construir um obus que seria vendido ao Iraque ou ao Irão, que se confrontavam numa guerra. “Foi a primeira vez que comecei a pensar o que é isto das guerras”, conta, em entrevista ao programa “Rostos e Rumos”, parceria entre a TSF e o 7MARGENS.
Pré-publicação
D. Eurico Dias Nogueira, um bispo vigiado pela PIDE
O então bispo de Vila Cabral (atual Lichinga, Moçambique), Eurico Dias Nogueira, foi submetido a constante vigilância por parte da polícia política do Estado Novo. Este é um dos casos tratados no novo livro do jornalista José Pedro Castanheira, que recolhe várias “Histórias da PIDE” e que serºa posto à venda na quinta, dia 23, e apresentação pública dia 6 de novembro.
Entrevista "Rostos e Rumos", do 7MARGENS e TSF
Domingos Silva Araújo, um padre jornalista no furacão do PREC em Braga
Há “decisões que se tomam no país que não estão condizentes com a doutrina da Igreja”, diz o padre Domingos Silva Araújo, antigo director do Diário do Minho, da arquidiocese de Braga, na última entrevista ao programa Rostos e Rumos, do 7MARGENS e da TSF.
Exposição e livro
Quando o mundo olhou para a Revolução dos Cravos
A Revolução de Abril tem sido amplamente narrada por quem a viveu por dentro e por quem a estudou: historiadores, políticos, artistas, testemunhos orais, livros escolares. Mas há outras formas de ver e de nos vermos. O livro Venham Mais Cinco: O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa 1974-1975 recorda-nos que a Revolução também foi profundamente observada a partir de fora. [Texto de Maria Inácia Rezola].
[Crónica da Europa]
A sexta-feira-santa dos Capitães de Abril
Entre 1971 e 1973, Salgueiro Maia comandou a Companhia de Cavalaria 3420, na Guiné e assinava no jornal de caserna. Como escreve no n.º 26: “Vem isto a propósito da palavra cidadão; é minha intenção ao escrever estas palavras, contribuir para que ela seja vivida na plenitude, isto é, que cada um de nós seja um verdadeiro cidadão no cumprimento dos deveres e na vivência dos direitos”.
Apresentado dia 1 de abril
“Anónimos de Abril” salta do palco para a tipografia sonora
Doze curtas biografias, oito poemas, muitos retratos e oito temas musicais – tudo isto num pequeno livro dedicado aos “homens e mulheres que lutaram pela Liberdade, mas que são pouco conhecidos para a maioria dos portugueses, principalmente para as gerações que nasceram depois de 1974.
O bispo e o seminário ocupado
Funchal e católicos divididos: as salas de aula da discórdia no pós-25 de Abril
Em 30 de Outubro de 1974, após uma reunião no ginásio do Liceu do Funchal, os estudantes decidem dirigir-se para o Seminário Menor e proceder à sua ocupação. Em causa estava o início das aulas, num edifício sem utilização, por não haver salas suficientes na escola pública. O caso dividiu os católicos e a sociedade madeirenses.
Livros para contar a Revolução
As memórias guardadas de Abril
Deixamos uma sugestão de seis livros obrigatórios para melhor conhecer as memórias guardadas destes 50 anos em liberdade e melhor entender a diversidade que nos trouxe Abril
Jardim Gonçalves no "Vidas Com História"
O padre que foi soldado desconhecido das conquistas dos trabalhadores
“Todas as conquistas sociais que os trabalhadores portugueses obtiveram com o 25 de Abril são indissociáveis do trabalho do padre Jardim Gonçalves e da LOC”, considera o sindicalista José Luís Judas, fundador da CGTP-Intersindical. A afirmação aparece no primeiro episódio do novo programa Vidas Com História, que passa na TSF e tem a colaboração do 7MARGENS.
Vidas Com História, um domingo por mês
Padre Jardim Gonçalves “abre” novo programa da TSF com colaboração do 7MARGENS
O padre Agostinho Jardim Gonçalves foi por mais de meio século líder nacional e internacional da Pastoral Operária da Igreja Católica. E é o seu retrato de personalidade multifacetada e interventiva, que abre o novo programa da TSF, Vidas Com História, que passará uma vez por mês aos domingos depois das 13h, e que tem a colaboração do 7MARGENS.
No dia em que faria 93 anos
Sessão em Lisboa evoca memória do padre Jardim Gonçalves
O padre Agostinho Jardim Gonçalves, que morreu no dia 22 de Dezembro e foi chefe de gabinete do então patriarca de Lisboa, José Policarpo, estará no centro de uma sessão evocativa no próximo dia 27, data em que completaria 93 anos. A sessão decorrerá na Casa da Imprensa, em Lisboa.
Lage Raposo, antigo presidente
Papel da Cáritas nos anos quentes da Revolução foi determinante
O papel da Cáritas Portuguesa foi determinante nos anos quentes que se seguiram à Revolução dos Cravos, diz o então presidente daquela instituição católica. O livro Mudar Vidas. A Igreja em Ação recorda o mandato de Lage Raposo à frente da Cáritas entre 1976 e 1982.
Livro de Luís Martins Ferreira
O padre que construiu bombas, foi despedido e teve salários em atraso
Um relevante livro de memórias de um dos poucos padres-operários portugueses, grupo que tentava “aliar a sua fé à actividade política” e que se movia por ideias como “a dignidade do trabalho ou da procura de uma sociedade mais justa”.
Jornada na Católica
Teologia prática e evangelho: desinstalar os cristãos em nome da liberdade
“A ousadia do evangelho continua hoje a ser necessária para nos desinstalar não só ao nível social, como também ao nível eclesial.” A afirmação é do teólogo Juan Ambrosio, professor de Teologia na Universidade Católica Portuguesa
Livro “Vendaval de Utopias”, de Edgar Silva
Quando comunistas e católicos deram as mãos pela justiça e a democracia
Na antevéspera da noite de Natal de 1941, por carta, o padre Abel Varzim deu conta de uma reunião absolutamente extraordinária (e secreta) que ele e o padre Joaquim Alves Correia tinham tido com militantes do PCP.
“Vendaval de Utopias”, de Edgar Silva
Livro sobre católicos e comunistas apresentado em Braga
O livro “Vendaval de utopias”. Os católicos da Revolução e o PCP será objecto de uma apresentação pública em Braga, nesta sexta-feira, 20 de Setembro, a partir das 21h15, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. A sessão conta com a presença do autor, Edgar Silva, Manuel Pinto e Raquel Gallego.
Semana Inter-Religiosa
Exposição sobre Liberdade Religiosa em Portugal torna-se itinerante e está até domingo em Odivelas
A exposição Os Caminhos da Liberdade Religiosa em Portugal, que evoca as duas décadas da Lei 6/2001, e que esteve patente no Parlamento, pode agora ser vista, até domingo, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, naquela que é a primeira saída na itinerância prevista.
“Revolução antes da Revolução”
1971, um ano de excecional colheita
Há uma banda sonora improvável para o ano de 1971, três anos antes do 25 de Abril que antecipa na música a revolução que aconteceu no país. História de liberdade e criação contada num livro essencial de Luís de Freitas Branco. Onde se fala de Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, José Mário Branco e Sérgio Godinho, entre tantos outros.
Três obras para ler
Visite o andar-modelo. Há muitos e bons livros para lembrar Abril
Abril, livros mil é o cliché óbvio, e até preguiçoso, para o manancial de edições no mercado livreiro português sobre os 50 anos do 25 de Abril ou que, aproveitando a efeméride redonda da Revolução dos Cravos, se inscrevem na história da ditadura do Estado Novo e da democracia nascida em 1974. O 7MARGENS traz três (breves) propostas. Abril é sinónimo de diversidade e as férias podem ser ocasião para descobrir mais como se fez a democracia que vivemos há cinco décadas.
[O papel das estórias]
Uma coleção de livros infanto-juvenis que é uma missão para estas férias… e para o resto da vida
Miúdos de férias rima com leituras sérias. O objetivo era rimar, não assustar! Os livros sobre os quais vos venho falar são, de facto, sobre temas sérios, mas não são “uma seca”. Podem mesmo ser uma lufada de ar fresco neste verão que se adivinha a aquecer.
Encontro de Reflexão Teológica
Metanoia propõe “viver na liberdade”
“Uma reflexão histórica, teológica e filosófica” sobre “Viver na liberdade” é a proposta do Metanoia – Movimento Católico de Profissionais para a edição de 2024 do seu Encontro de Reflexão Teológica. A iniciativa decorre entre os dias 27 a 30 de Julho, no Seminário Diocesano de Leiria.
Colóquio ReliMM em Lisboa
Portugal mantém matriz católica, mas há cada vez mais diversidade religiosa
Há em Portugal “uma população de matriz católica que se mantém” a par de “uma maior diversidade religiosa no país”. Temas de um colóquio nestas quarta e quinta-feira, em Lisboa, organizado pela rede de investigadores Religião nas Múltiplas Modernidades.
Parlamento
Homenagem aos autores da Lei da Liberdade Religiosa e debate sobre mulheres e religiões
Uma homenagem aos dois principais autores da Lei de Liberdade Religiosa e uma mesa-redonda sobre o “Contributo da mulher nas confissões religiosas” serão os dois momentos principais da sessão que assinala, nesta terça-feira, 25 de Junho, o Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Inter-religioso.
Proposta da polícia política há 51 anos
Os 155 missionários que a PIDE quis expulsar
Em junho de 1973, um relatório da PIDE propunha que se prescindisse do trabalho missionário de vários institutos religiosos. Essa proposta levaria à expulsão de 155 padres
Lino Bicari (1935-2024)
Missionário e médico da guerrilha, padre e professor
O antigo missionário italiano e depois militante do PAIGC, na Guiné-Bissau, Lino Bicari, morreu na última quinta-feira no Alvito (Alentejo), onde residia desde 1990.
Reportagem na TVI
Maio depois de Abril – o impacto da Revolução em Fátima
Numa reportagem especial da autoria do jornalista Joaquim Franco e emitida na TVI na noite do dia 13, reveem-se os dias da revolução no santuário de Fátima. Se as consequências na rotina dos crentes foram pouco significativas, as lideranças católicas e os responsáveis do santuário fizeram do local de devoção um púlpito para expor o olhar e as preocupações da Igreja.
Alfredo Teixeira no 7MARGENS/Antena 1
Fátima foi também um “lugar de resistência silenciosa” contra a guerra
“Fátima é talvez um dos laboratórios de uma modernidade religiosa em Portugal, e de uma forma paradoxal.” A afirmação é de Alfredo Teixeira, professor na Universidade Católica, no âmbito dos Estudos de Religião e da Teologia Prática.
Maria do Céu Ferreira, de Gouveia
Uma sindicalista, na linha da frente do catolicismo social
Maria do Céu Ferreira destacou-se, no final dos anos de 1960, como mulher lutadora pelos direitos dos trabalhadores na indústria de lanifícios, em Gouveia, num processo de afirmação de consciência social e política formada no movimento operário católico, na Ação Católica. Uma curta biografia da autoria de Edgar Silva.
Arquivos de publicação missionária
Estes textos foram visados pela censura – Além-Mar: a revista suspensa pela ditadura
Por causa de um texto sobre a visita do Papa Paulo VI à Índia, a revista missionária “Além-Mar” esteve suspensa cinco meses em 1964-65, tendo depois sido obrigada a passar a sujeitar os seus textos à Censura do Estado Novo. Uma história praticamente inédita, contada pelo 7MARGENS a partir dos arquivos da revista.
7MARGENS/Antena 1
Há um passado glorioso ou devemos envergonhar-nos e pedir perdão?
Compensações por causa da colonização e da escravatura? O passado foi glorioso ou deve envergonhar-nos? A Igreja Católica pede perdão pelos erros históricos em nome da reconciliação da memória – e isso tem sentido? Desde há...
Missões cristãs nas colónias portuguesas
Submissão e resistência ao Colonialismo durante o Estado Novo
A missionação portuguesa em África teve sempre as suas luzes e as suas sombras. Mais recentemente, foram muitas as vozes africanas que se levantaram contra o regime colonial.
Por oposição à mortalidade e analfabetismo antes de 1974
Mais dinheiro, mais saúde, mais educação. Os 50 anos de democracia em 19 gráficos
Com os dados dos Censos ao longo das décadas e do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Renascença compara o nível de vida que o país tinha antes da revolução de 1974 com os números atuais, traça a evolução em áreas nevrálgicas como a saúde ou a educação – e que nem sempre batem certo com a perceção que os portugueses têm entre o país que viviam e aquele em que vivem agora.
Uma leitura de Alfredo Teixeira
Bíblia, Revolução e música de intervenção
«A canção, uma ‘casa comum’ para a memória da Revolução dos Cravos» é a proposta do compositor e antropólogo político Alfredo Teixeira para, musicalmente, reconhecermos o lugar da intervenção, encontrarmos cruzamentos com os textos bíblicos, e perceber como a revolução de 1974 teve a sua génese musical em 1971.
7MARGENS/Antena 1
A resistência dos sindicalistas católicos ao Estado Novo
Esteve na Base-FUT, na Ação Católica operária e, como jornalista, foi também sindicalista. A propósito do 1º de Maio, Cesário Borga fala da resistência dos sindicalistas cristãos à ditadura e das razões que os moviam; explica o pensamento autogestionário que se desenvolveu nas correntes católicas e as diferenças com várias correntes políticas, ao mesmo tempo que recorda nomes importantes em movimentos como a Liga Operária Católica, a Juventude Operária Católica, a Base-FUT, os Círculos de Cultura Operária e outros.
O pensamento católico na luta contra a ditadura
A teologia, factor de dissensão e despertador de consciências
A história de como, quase sem dar por isso, muitos cristãos começaram a ler e aprender teologia, passando da simples leitura ao debate sobre a relação entre fé e política e à acção militante contra a guerra de África.
José António Santos
25 de Abril e 1º de Maio: quando “o Evangelho estava na rua”
José António Santos tinha 24 anos quando o 25 de abril de 1974 aconteceu. Era jornalista no Diário de Notícias, na secção de correspondentes, facto que o manteve durante oito dias na redação, mas no 1º de maio não resistiu e saiu à rua para testemunhar que “o Evangelho estava na rua”.
Entrevista na Renascença
Adelino Gomes, o grande repórter da revolução. “O meu 25 de Abril é só sortes”
Numa longa entrevista, Adelino Gomes percorre a sua própria reportagem no dia 25 de Abril, entre os dilemas de Salgueiro Maia, as peripécias partilhadas por militares, populares e jornalistas e a sua própria relação com a rádio e a Renascença.
50 Anos da Revolução do 25 de Abril
Uma Avenida em Liberdade
Cravos esvoaçam no meio da multidão. Assiste-se a uma verdadeira ode à liberdade. Nos precisos 50 anos após o acontecimento que mudou o país, desce-se a avenida, na certeza de que o 25 de Abril é recordado com entusiasmo e alegria.
Numa mensagem sobre os 50 anos do 25 de Abril
Anglicanos alertam para o crescimento de regimes totalitários
O Bispo da Igreja Lusitana da Comunhão Anglicana, Jorge Pina Cabral, alertou, numa mensagem enviada ao 7MARGENS a propósito dos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, para uma tendência de crescimento de regimes totalitários.
José Pedro Castanheira
O diálogo entre cristianismo e marxismo antes do 25 de Abril
Era um jovem militante da Juventude Universitária Católica e esteve presente no debate entre o filósofo Mário Sottomayor Cardia e o padre João Resina, meses antes do 25 de abril de 1974 e sem ainda sonhar que o seu futuro passaria pelo jornalismo. A 24 de abril frequentou a última cadeira do curso de Economia, na véspera da sociedade portuguesa mudar e, com ela, a vida de José Pedro Castanheira.
É o 25 de Abril e isso nos basta!
O 25 de Abril anda escondido por detrás dos balanços que dele fazemos. Daquilo que depois dele conseguimos concretizar e do que não fomos capazes de realizar. Incluindo o que ainda hoje continua por resolver na nossa sociedade ou nela emerge para nossa desgraça.
7MARGENS/Antena 1
As minorias religiosas que o Estado Novo perseguiu e matou
A PIDE, polícia política do regime ditatorial do Estado Novo, matou um bahá’í na Guiné e um protestante em Moçambique. Antes do 25 de Abril, as minorias religiosas eram discriminadas e perseguidas pela ditadura. Depois da Revolução ajudaram a que se chegasse a uma nova Lei da Liberdade Religiosa.
Esta quinta-feira
Comissão Justiça e Paz de Angra promove missa comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril
A Comissão Diocesana Justiça e Paz de Angra vai assinalar os 50 anos do 25 de Abril com uma missa comemorativa. A eucaristia será celebrada no próprio dia 25, quinta-feira, na Igreja de Santa Luzia, em Angra do Heroísmo, pelas 19h, e presidida pelo padre José Júlio Rocha, assistente da Comissão.
Uma experiência na construção da democracia: O Serviço Médico na Periferia (1975-1982)
Este ano, celebram-se os 50 anos do 25 de abril de 1974, data que assinala o fim da ditadura em Portugal. Ao som da melodia da música “Liberdade”, de Sérgio Godinho, o país testemunhou uma série de conquistas democráticas que moldaram sua história. Nessa época, uma das prementes necessidades básicas da população portuguesa, a que era essencial responder, foi o direito de aceder a cuidados de saúde. Em linha com esta necessidade foi criado, em 1975, o Serviço Médico na Periferia (SMP). [Texto de Marta Cerqueira]
Registos na cadeia de Caxias
O 25 de Abril chegou por pancadas na parede. O diário na prisão de Conceição Moita
O 7MARGENS leu pela primeira vez pastas do arquivo pessoal de Maria da Conceição Moita, que estava presa em Caxias no dia em que a ditadura caiu. A libertação para esta professora e muitos opositores ao Estado Novo demoraria ainda a chegar: só aconteceu pouco depois das zero horas de dia 27 de abril. Eis um relato desses 141 dias.
Luta contra a ditadura
Comissão de Socorro aos Presos Políticos: da militância à crítica e à rutura dos católicos
As perspetivas cristãs sobre as novas problemáticas da sociedade, a procura da compreensão dessas realidades, a definição de orientações e os ensaios de intervenções coerentes e consequentes, deram corpo a um movimento cultural que marcou a trajetória de muitos setores católicos durante o Estado Novo em Portugal. [Um ensaio de Edgar Silva]
Iniciativa da Amnistia
Ilustrar Abril e desfilar com os cartazes
Cinco ilustradores foram desafiados pela Amnistia Internacional para realizarem uma oficina de cartazes relativos ao 25 de Abril, e que podem depois ser usados no desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Bina Tangerina, Catarina Sobral, João Fazenda, Marcos Martos e Susana Carvalhinhos dão o mote ao tema “Protege a Liberdade”.
Redes, episódios e rostos
Os católicos que “salvaram” a Igreja
O empenhamento corajoso de muitos católicos favoreceu a Igreja no pós-25 de Abril, que deve a esses grupos e redes o facto de se ter diluído a conivência ou o silêncio cúmplice de parte da hierarquia com o regime do Estado Novo. Na altura da revolução, era uma Igreja em tensão e erosão aquela que se descobre.
Na Mensagem sobre o 25 de abril
Comissão Nacional Justiça e Paz alerta para extremismos
A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) alertou, em nota enviada às redações, para a persistência de “fenómenos de ausência de liberdade”, nos 50 anos da democracia em Portugal, alertando para o aumento da intolerância. “Das redes sociais ao espaço público, os silos ideológicos em que nos encerramos contribuem para o fechamento ao outro, para o aumento de discursos racistas, xenófobos ou de intolerância, e para o aumento de vozes pedindo políticas de muros”, refere o organismo católico, numa nota intitulada ‘Juntos, construímos os próximos 50 anos de Democracia e Liberdade’.
“Para que a memória não se apague”
Fernando Giesteira, o transmontano vítima da PIDE/DGS no dia 25 de Abril de 74
A “Revolução dos Cravos”, apesar de pacífica, ceifou a vida a quatro jovens que, no dia 25 de abril de 1974, foram mortos pela PIDE/DGS, à porta da sede da polícia política do Estado Novo, em Lisboa, depois de cercada pela multidão. 50 anos passados, recordamos a mais jovem vítima da “revolução sem sangue”, de apenas 18 anos, que era natural de Trás-os-Montes.
[O papel das estórias]
O que faz falta é ler poesia, malta!
“Quem disse que Abril é um mês?” A pergunta fá-la Nuno Higino no título de um dos 25 poemas que preenchem o seu mais recente livro, abril. E a resposta que apetece dar, ao lê-los, corre o risco de soar a cliché, mas cá vai: Abril é muito mais do que um mês – Abril é poesia.
Alfredo Teixeira em conferência dia 16
A “afinidade” entre a música de intervenção e a mensagem de libertação cristã
Podem algumas canções de intervenção ligadas à Revolução de 25 de Abril de 1974 relacionar-se com o catolicismo? O compositor e antropólogo Alfredo Teixeira vai procurar mostrar que há uma “afinidade” que une linguagem bíblica e cristã à música de Zeca, José Mário Branco, Lopes-Graça, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho e outros.
7Margens/Antena 1
Qual foi o crime do “padre vermelho”?
Deputado “vermelho” e autarca, o padre José Martins Júnior foi suspenso durante 44 anos das suas funções na Igreja. Mas insiste em que o seu “crime” foi, depois do 25 de Abril, ajudar as populações. Readmitido em Julho de 2019, Martins Júnior conta, nesta entrevista, como foi suspenso e diz como olha para a política e a Igreja neste momento.
7MARGENS/Antena 1
José Carlos Cantante: “A libertação era o tema que me mobilizava na música”
“O tema que me marcou mais desde o início foi o da libertação: tinha a ver com o problema da falta de liberdade que havia na altura até 1974 e que eu percebi que era um tema fundamental, que me mobilizava.” A afirmação é de José Carlos Cantante, arquitecto de formação, compositor por vocação, autor de algumas dezenas de músicas para a liturgia católica, que aliam a sua experiência de vida e os temas que encontra na realidade à experiência crente e à reflexão sobre a Bíblia.
7MARGENS na Antena 1
José Carlos Cantante: histórias, músicas, missas e liberdade
Compositor, contador de histórias, poeta, arquiteto, observador da realidade, homem de lutas interiores. José Carlos Cantante fala das músicas que compôs na Capela do Rato, ligando Bíblia, vida, liberdade e revolução.
Oração pela paz em 1972
Vigília na Capela do Rato desencadeou escutas da PIDE
A Vigília na Capela do Rato, em Lisboa, que se iniciou no dia 30 de Dezembro de 1972, desencadeou um conjunto de escutas telefónicas da PIDE/DGS a diversos participantes, particularmente a católicos. A revelação é de Alfredo Caldeira e António Possidónio Roberto, no livro Os Telefones Têm Ouvidos.
50 anos de Liberdade no 7MARGENS
Frases das canções de Abril, episódios e protagonistas da resistência crente
Durante este mês de Abril, o 7MARGENS dedicará uma atenção especial aos 50 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974. Textos evocativos de episódios, vários deles inéditos, e protagonistas importantes da resistência dos crentes (católicos e não só) ao regime ditatorial do Estado Novo estarão presentes no nosso jornal.


































































