
Cartaz 50 anos do 25 de Abril, com desenho de Catarina Castel-Branco e frase de Mendo Castro Henriques, para exposição na Galeria Diferença, a partir de 23 Abril 2024, nos 50 anos do 25 Abril 1974. Imagem cedida pelos autores.
José António Santos tinha 24 anos quando o 25 de abril de 1974 aconteceu. Era jornalista no Diário de Notícias, na secção de correspondentes, facto que o manteve durante oito dias na redação, mas no 1º de maio não resistiu e saiu à rua para testemunhar que “o Evangelho estava na rua”.
A sua participação no Circulo juvenil, tendo como assistente o então padre Albino Cleto, futuro bispo auxiliar de Lisboa e, depois, bispo de Coimbra, fê-lo sonhar a mudança do regime e a concretização dos documentos do Concílio Vaticano II que tardavam – e ainda tardam, lamenta – a concretizar-se.
Nesta conversa recorda a autenticidade de padres que acompanhavam os movimentos juvenis na altura, o único espaço de liberdade que existia então, a carta de 106 signatários a pedir a nomeação de D. Manuel Falcão para patriarca de Lisboa e o pontificado, “que fala por si”, do patriarca António Ribeiro, que nunca foi “submisso ao regime de Marcelo” e soube acompanhar a transição democrática.
Uma entrevista de Lígia Silveira, que pode ser lida e escutada na agência Ecclesia.










