Assinala-se esta quarta-feira, 19 de agosto, o Dia Mundial da Ajuda Humanitária, num momento em que mais de 252 milhões de pessoas precisam dela em todo o planeta. Para destacar a efeméride, a União Europeia (UE) lança a campanha “Voices of Humanity” (Vozes de Humanidade), dando a conhecer aqueles que a levam às populações em sofrimento na Síria, no Haiti e num campo de refugiados congoleses no Burundi.
Nesta nova campanha, médicos, especialistas em logística, técnicos de proteção, engenheiros e outros profissionais contam, na primeira pessoa, o trabalho que desenvolvem para chegar às populações afetadas pelas crises. O objetivo, explica o Departamento de Ajuda Humanitária da UE em comunicado enviado ao 7MARGENS, é “aproximar os europeus da realidade das operações de ajuda humanitária da UE através das histórias das pessoas que a levam ao terreno”.
Na sua maioria locais, estes profissionais trabalham em condições particularmente difíceis, procurando garantir assistência em contextos marcados por conflitos, deslocações forçadas e catástrofes. O seu trabalho passa muitas vezes por negociar o acesso a zonas afetadas pela violência e construir relações de confiança com as comunidades.
A “Voices of Humanity” pretende, assim, dar rosto à ajuda humanitária e mostrar os princípios que orientam a ação financiada pela UE: humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência. São esses princípios que permitem às organizações humanitárias chegar às populações mais vulneráveis e garantir que a assistência é prestada exclusivamente com base nas necessidades identificadas, independentemente de fatores políticos, religiosos ou étnicos.
1,9 mil milhões de euros em ajuda humanitária
De acordo com dados referidos na nota à imprensa, a União Europeia e os seus Estados-Membros são atualmente o maior doador mundial de ajuda humanitária. Só em 2026, a UE já mobilizou 1,9 mil milhões de euros para responder a crises humanitárias em todo o mundo.
Uma parte desse financiamento é destinada especificamente a “situações que recebem pouca atenção mediática”, sublinha a nota. Em todas as operações da UE, 15% do orçamento humanitário anual é reservado para emergências com pouca cobertura dos meios de comunicação social, procurando garantir que o financiamento é atribuído de acordo com as necessidades e não em função da visibilidade de cada crise.
“A ação humanitária é uma das expressões mais claras da solidariedade da União Europeia para além das suas fronteiras”, afirma Zacharias Giakoumis, chefe da Unidade de Comunicação do Departamento de Ajuda Humanitária da UE, citado no comunicado.
“Por detrás de cada ação humanitária estão pessoas cujo profissionalismo, coragem e humanidade tornam possível prestar assistência que salva vidas”, acrescenta. Para o responsável europeu, a campanha assenta numa ideia simples: “ouvir diretamente quem está no terreno aproxima as pessoas da ajuda humanitária e dos princípios que orientam este trabalho”.
Campanha passa por Portugal

A campanha poderá ser acompanhada a partir desta quarta-feira, também em português. Foto © EU Civil Protection & Humanitarian Aid
A edição de 2026 da “Voices of Humanity” decorre entre agosto e dezembro em 13 Estados-Membros da UE: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia, Irlanda, Itália, Letónia, Países Baixos, Suécia e Portugal.
A iniciativa combina conteúdos documentais, materiais para redes sociais, plataformas digitais e parcerias com meios de comunicação social, procurando dar maior visibilidade à ajuda humanitária e promover uma melhor compreensão do papel da UE na resposta às crises em diferentes partes do mundo.
A campanha poderá ser acompanhada a partir desta quarta-feira através da página da iniciativa bem como das redes sociais.










