500 milhões de cristãos pedem ao G20 uma economia “verdadeiramente justa e sustentável”

| 15 Jul 20

Reunião do G20, realizada a 26 de março, para debater a situação da pandemia de covid-19. Foto © ONU/Evan Schneider

Reunião do G20, realizada a 26 de março, para debater a situação da pandemia de covid-19. Foto © ONU/Evan Schneider

 

Quatro organizações religiosas internacionais, representando um total de cerca de 500 milhões de cristãos, escreveram uma carta urgente aos líderes do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), pedindo que abandonem a atual arquitetura financeira mundial, a qual consideram estar “quebrada”, e promovam uma recuperação “verdadeiramente justa e sustentável”.

O texto foi publicado pelo Conselho Mundial de Igrejas na quarta-feira, 13 de julho, e assinado também pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas, a Federação Luterana Mundial e o Conselho para a Missão Mundial, expressando “profunda preocupação” com a forma como a pandemia de covid-19 e a consequente crise económica estão a afetar a população mundial.

“Até agora, isto resultou em mais de meio milhão de mortes, desemprego massivo, aumento das dívidas, pobreza e desigualdade em muitas partes do mundo”, sublinham. “Este momento oferece-nos uma oportunidade sem precedentes para examinar coletivamente a ordem atual e para ‘reconstruir melhor’ um sistema diferente que alimente a saúde, o bem-estar e a resiliência das comunidades e do planeta para as próximas gerações”, defendem as organizações.

Em representação dos cristãos de todo o mundo, as quatro entidades expressam que ninguém quer voltar ao “velho normal” e pedem “mudanças viáveis e sustentáveis”, sugerindo que a discussão das mesmas ocorra “sob a égide das Nações Unidas”.

Na carta, sugerem que, desde já, sejam “destinados recursos financeiros adequados à saúde pública e à proteção social de centenas de milhões de pessoas cujos meios de subsistência têm sido dizimados pela pandemia e a medidas de resposta relacionadas”, nomeadamente com a realização de testes generalizados, fornecimento de equipamentos de proteção, disponibilização de uma vacina acessível a todos, e assistência no desemprego.

“Cancelem as dívidas externas dos países de baixo e médio rendimento (que estavam em níveis preocupantes mesmo antes da pandemia) para libertar recursos para que os governos respondam efetivamente à pandemia da covid-19 e para construir a resiliência e os meios de subsistência das pessoas e comunidades”, pedem ainda.

A carta foi publicada a poucos dias da reunião por videoconferência do G20, agendada para o próximo sábado, 18 de julho. Este encontro, organizado pela Arábia Saudita, contará com a participação dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais das economias mais desenvolvidas e industrializadas do mundo, e visa abordar estratégias para a retoma do crescimento após a pandemia.

 

Artigos relacionados

Fazer férias e “oferecer” o 7MARGENS a alguém amigo

Fazer férias e “oferecer” o 7MARGENS a alguém amigo

Queremos multiplicar o número de leitores do 7MARGENS.
Todos os apoios são relevantes. E a ajuda para que seja cada vez mais vasta a nossa comunidade de leitores é imprescindível: com mais leitores poderemos ter mais apoios e com estes podemos fazer mais e melhor informação.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

Evento "importantíssimo" para o país

Governo assume despesas da JMJ que Moedas recusou

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, chegou a acordo com o presidente da Câmara de Lisboa sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, comprometendo-se a – tal como exigia agora Carlos Moedas – assumir mais despesa do evento do que aquela que estava inicialmente prevista, noticiou o Expresso esta quarta-feira, 3.

Multiplicar o número de leitores do 7MARGENS

Em 15 dias, 90 novos assinantes

Durante o mês de julho o 7MARGENS registou 90 novos leitores-assinantes, em resultado do nosso apelo para que cada leitor trouxesse outro assinante. Deste modo, a Newsletter diária passou a ser enviada a 2.863 pessoas. Estamos ainda muto longe de duplicar o número de assinantes e chegar aos 5.000, pelo que mantemos o apelo feito a 18 de julho: que cada leitor consiga trazer outro.

Parceria com Global Tree

JMJ promove plantação de árvores

A Fundação Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 e a Global Tree Initiative estabeleceram uma parceria com o objectivo de levar os participantes e responsáveis da organização da jornada a plantar árvores. A iniciativa pretende ser uma forma de assinalar o Dia Mundial da Conservação da Natureza, que se assinala nesta quinta-feira, 28 de julho.

Abertura da nova sede do CELAM

Francisco relembra as três idolatrias

Recusem a mediocridade espiritual, o pragmatismo dos números e o funcionalismo que sempre ameaçam a marcha do Povo de Deus, recomendou o Papa Francisco aos bispos latino-americanos na sua mensagem por ocasião da inauguração da nova sede do Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (CELAM).

Inscreva-se aqui
e receba as nossas notícias

Boas notícias

O renascer da Ordem Cisterciense em Portugal

No Mosteiro Trapista de Palaçoulo

O renascer da Ordem Cisterciense em Portugal

Filha de Trás-os-Montes e Alto Douro, acolhi com muita alegria a notícia da construção de um Mosteiro Cisterciense Trapista no planalto mirandês. Monjas italianas escolheram Portugal e estabeleceram-se aqui. Neste lugar aberto às montanhas azuis, ao longe; terra ressequida de xisto: urze, estevas, plantas rasteiras, juntamente com velhos carvalhos e sobreiros. Terra amarela do centeio. Cabras, ovelhas, vacas – o que resta. Nas aldeias, casas fechadas, tantas…

É notícia

Entre margens

Na ressaca da abundância

Fruir é o verbo do presente e andamos pelo mundo atrás de abundâncias: de coisas, de experiências, de bem-estar e de divertimentos, cada vez mais sofisticados e inacessíveis. Vivemos como se a felicidade estivesse fora de nós, nas coisas que corremos para comprar, nas pessoas com quem estamos, nas experiências que vivemos.

Férias — a alegoria das formigas

Hoje, e por estarmos no querido mês de Agosto, dou comigo a refletir sobre este lugar-comum da alegoria das formigas, que é o tempo de férias. Até temos a sorte de viver num país cuja esperança média de vida ronda os 80 anos; desses 80, somos forçosamente influenciados a trabalhar 48. E destes apenas três são tempo de férias.

É possível sonhar na velhice e alcançar

Sonhar?! Sonhos! Uns realizam-se, outros não, mas um homem sem sonhos é um homem pobre, sem visão, sem propósitos. Muitas pessoas têm a ideia de que sonhar é algo somente para os jovens, talvez porque naturalmente têm ainda muito tempo para viver. Mas será isso verdade?! Será possível sonhar na velhice? Entrar na velhice é parar de sonhar, projetar e avançar? Ou o que o impede ou lhe diz que não pode sonhar?

Cultura e artes

Festival de Melgaço

“Nós Viemos”: a emigração revisitada por José Vieira

Toda a sua vida e preocupação enquanto cidadão e cineasta tem sido voltada para a emigração. Aos sete anos, sentiu na pele a miséria dos “bidonvilles” e, após tirar Sociologia, optou por  filmar o problema daqueles que partiram em busca de uma vida melhor. “Procuro contar a minha história pessoal e da família para lembrar o drama da emigração colectiva”, disse ao “Sete Margens” José Vieira, que nesta edição do MDOC trouxe “Nós Viemos” (2021). O filme foi bem recebido pela assistência e é um forte candidato ao prémio Jean-Loup Passek.

Sete Partidas

Acolher sem porquês

Eu e o meu namorado vivemos na Alemanha e decidimos desde o início da guerra na Ucrânia hospedar refugiados em nossa casa. Pensámos muito: nenhum de nós tem muito tempo disponível e sabíamos que hospedar refugiados não é só ceder um quarto, é ceder paciência, muita paciência, compreensão, ajuda com documentos…

Aquele que habita os céus sorri

Agenda

[ai1ec view=”agenda” events_limit=”3″]

Ver todas as datas

Parceiros

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This