Cerca de 800 delegados de 32 países encontram-se reunidos durante quatro dias na Malásia, naquele que é um dos maiores encontros internacionais de católicos da Ásia, desde há cerca de duas décadas. O tema que os reúne, bem entrosado com o Jubileu, é a “Grande Peregrinação da Esperança”.
Oração, debate e celebração marcam a agenda deste grande evento que é organizado pelo Departamento de Evangelização da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC-OE, na sigla em inglês), e que decorre até este domingo, dia 30 de novembro. Entre os participantes, oriundos de diferentes línguas e culturas, contam-se 10 cardeais, 104 arcebispos e bispos, 155 padres, 74 religiosas e aproximadamente 440 leigos de diversas áreas profissionais.
Segundo a agência UCA News, que está a cobrir o evento, os delegados veem esta grande reunião como “uma oportunidade para refletir sobre a sua fé e celebrar a diversidade de línguas e culturas que moldam o catolicismo na Ásia, o maior continente do mundo, onde os cristãos são minoria e vivem principalmente em sociedades não cristãs”.
“Sinto-me bem ao pensar que, embora sejamos diferentes na cor, cultura e idioma, estamos unidos pela fé, somos todos católicos e todos irmãos”, disse Judy, uma estudante de direito, ativista juvenil e defensora da justiça climática, citada pela agência.
Este encontro da Malásia ocorre na diocese de Penang, que já foi, nas suas origens, espaço de acolhimento de portugueses euroasiáticos. Tem como bispo o cardeal Sebastian Francis, a quem coube dar as boas-vindas aos participantes, na última quinta-feira.
“A Igreja Católica da Ásia é uma igreja em peregrinação… Não estamos aqui como estrangeiros, mas como humildes peregrinos, sempre a esforçar-nos por sermos instrumentos de esperança”, disse o cardeal.
Por sua vez, o presidente da FABC-OE, bispo George Pallipparambil, afirmou que a Ásia “é o maior continente… o berço da maioria das religiões organizadas”, observando que o seu povo é, “em grande parte, pacífico e tolerante”. Ele exortou os católicos asiáticos a serem “sal, fermento e luz, trabalhando pela justiça e pela paz”.
A missa de abertura foi presidida pelo bispo local, tendo o primeiro discurso do encontro, intitulado “Seguindo um caminho diferente como peregrinos renovados da esperança”, cabido ao cardeal Luis Antonio Tagle, pró-prefeito da Secção para a Nova Evangelização e Novas Igrejas Particulares do Vaticano.










