O antigo padre João da Cruz Nunes marcou a vida da Igreja e da sociedade da Madeira com a sua comunidade dos “padres do Pombal”. A sua morte, ocorrida há um mês, foi na ocasião noticiada pelo 7MARGENS.
Pela importância do seu trabalho, do debate e das propostas que ele lançou, evoca-se aqui a sua história e as marcas que ele deixou nos círculos e grupos por onde circulou. A primeira parte deste artigo, publicado inicialmente no Funchal Notícias, pode ser lida aqui.
A terceira parte será publicada na segunda-feira, 8 de Dezembro. Os títulos e subtítulos são da nossa responsabilidade.
A adesão do padre João da Cruz Nunes à mensagem do Concílio Ecuménico Vaticano II [1962-65] foi plenamente assumida. A 8 de Dezembro de 1965, precisamente no dia em que o Papa Paulo VI decretou o seu encerramento, aos microfones do Posto Emissor do Funchal, no programa Concílio é Advento, o dr. Cruz pronunciou uma alocução que o Jornal da Madeira publicaria na edição do dia seguinte, sob o título “Concílio – Era Nova”. Nela, afirmou: “Para mim e para muitos padres como eu, para muitos católicos que vivem e sentem as aspirações da Igreja, o facto (o Concílio) constituiu um sinal visível, uma prova palpável da assistência Divina do Espírito Santo à Igreja de Cristo.
“Este aggiornamento, este enfrentar com objectividade e destemidamente as realidades do mundo presente, dando-lhes uma perspectiva cristã, uma dimensão divina, só pode ser obra de Deus”. E sobre o papel reservado aos cristãos, afirmou: “Aos cristãos pertence assegurar os frutos do Concílio, eles é que hão-de manter essa era nova que se inaugurou (…) A Igreja pede-nos um cristianismo mais objectivo, mais realista, mais completo, mais concreto e mais humano. Tem de haver coerência das ideias com a acção (…) Há intuições evangélicas que não podemos esquecer: a cegueira contra a injustiça triunfante, insensibilidade à miséria, desconhecimento das exigências da fraternidade e das violências do amor”.
Por fim, em jeito de exortação, disse: “Abandonamos-Te, Senhor, de cada vez que recusamos um compromisso, uma responsabilidade, uma tomada de posição. Nada arriscamos. Temos muito egoísmo e falsa pendência. Lavamos demasiado as mãos, à maneira de Pilatos. Desembaraça-nos, Senhor, deste medo, deste mutismo, desta falsa prudência! Ajuda-nos a lutar, a falar, a testemunhar o teu Evangelho. Ajuda-nos a viver como Tu, mesmo se como Tu, tenhamos de ser condenados.”
Uma carta e as desconfianças do regime

A Carta a um Governador, texto subscrito por católicos e oposicionistas ao Estado Novo.
E será à luz dessa “coerência”, desse “compromisso” com o temporal que o dr. Cruz subscreverá, e com ele outros quatro sacerdotes – Rufino da Silva, Lino Cabral, António Ramos da Silva e José Maria Araújo – a «Carta a um Governador». Acompanharam-nos seis militantes dos organismos operários da Acção Catolica, o já referido Monteiro de Aguiar, António Henrique Sampaio, Clarisse Canha, Inês Marques, Magda Gonçalves e Salomé Pereira. Significativamente, constata-se que, de entre os 39 subscritores, onze faziam parte do denominado grupo de «católicos progressistas» e, na lista de dez mulheres que aderiram ao documento, quatro integravam esse grupo. Um texto que não se limitava a escalpelizar a realidade do arquipélago nas suas diferentes áreas – política, económica, social e cultural – como também apontava soluções, a começar pelo assegurar de um efectivo Estatuto de Autonomia, uma vez que o existente era considerado como “quase meramente nominal”.
Este envolvimento de sacerdotes e militantes católicos não foi, como era previsível, bem recebido por parte da hierarquia da Igreja Católica na Madeira. Uma posição que contrastou com o silêncio sepulcral que manifestara com o facto de um membro do seu presbitério, o dr. Agostinho Gonçalves Gomes ter ocupado em duas legislaturas (entre 1957 e 1965), o lugar de deputado eleito à Assembleia Nacional pelo distrito do Funchal nas listas do partido único, a União Nacional.
A atestar a cumplicidade do clero da diocese com o regime ditatorial vigente, atente-se no constante na «Confidencial da Direcção-Geral de Segurança, nº 9/71-CI», datada de 28 de Janeiro de 1971: “Tenho a honra de enviar a V. Exª. uma relação dos sacerdotes católicos, suas paróquias, o número de almas da diocese e bem assim a indicação da posição política de cada um em relação ao regime vigente. Apurou-se que o número de almas no total das 102 paróquias é de 246.842 e que o total de padres é de 97, dos quais 11 são desafectos, 3 duvidosos e 82 afectos mais ou menos”.
Nestas circunstâncias, constituiu certamente motivo de acrescido desagrado, quer para o regime, quer para a hierarquia religiosa, que, nas vésperas das eleições para a Assembleia Nacional de 1969 – que contaram com a participação de uma lista apresentada pela Oposição Democrática -, um grupo de oito padres católicos tenha endereçado uma carta aos «Senhores Candidatos a Deputados», na qual, recorrendo a inúmeras citações dos Evangelhos, de encíclicas papais e de documentos conciliares, declaram: “O Evangelho que anunciamos não é neutralidade mas exigência de partilha, de justiça, de liberdade, de verdade e de paz”, acrescentando que a posição adoptada era “motivada pela obediência e fidelidade ao Evangelho e à Igreja”.
A polícia política a vigiar os padres

Lugar da Rua do Pombal, no Funchal, onde se situava a casa dos “Padres do Pombal”, críticos do Estado Novo e dinamizadores de grupos católicos na linha do Concílio Vaticano II. Foto © Nicolau Fernandez
Nessa missiva, os signatários insurgem-se, por um lado, contra a censura vigente, afirmando que “sem uma informação séria e honesta, livre e sem intimidações, não há elementos suficientes para um juízo e, portanto, não poderá cumprir-se o direito elementar de «saber a quem se dá o voto»”, e, por outro, contra “uma sociedade em que o lucro pessoal e individual seja a regra máxima da organização social, económica e política”, proclamando: “A unidade religiosa e a caridade exigem um nivelamento económico-social no ambiente profano em que vivem os cristãos”, sendo, por conseguinte, “inaceitável dizer que o Evangelho pode ser igualmente vivido por ricos e pobres, opressores e oprimidos”.
A carta, datada de 22 de Outubro de 1969 (exactamente seis meses após a Carta a um Governador) foi subscrita por quatro sacerdotes que também a haviam assinado – drs. João da Cruz e Rufino da Silva, António Ramos da Silva e José Maria Araújo – e por outros quatro padres a quem estavam atribuídas paróquias, a saber: António Pedro Alves, São João, Ribeira Brava; José Martins Júnior, Ribeira Seca; José Vieira Pereira, Caniçal; e Mário Tavares Figueira, São Tiago (Corticeiras), Estreito de Câmara de Lobos.
No rescaldo dessas eleições, a 6 de Novembro de 1969, a Subdelegação da PIDE no Funchal emite o «Relatório Extraordinário nº 16/69, elencando os “indivíduos” que “desenvolveram actividades políticas a favor da oposição democrática”, dele constando os nomes dos citados oito sacerdotes, de mais dois padres – Tomé Célio Sumares e José Manuel Paquete de Oliveira –, dos médicos José Azeredo Pais e Fernando Azeredo Pais, do notário Eduardo Paiva Jardim e do conservador do registo civil, Manuel Gonçalves Amaro – em resposta a direcção nacional da polícia política solicitará a informação das “identidades completas” dos citados “indivíduos”.
Polícia política que, na Madeira, dedicava particular atenção às actividades dos organismos operários e agrários da Acção Católica, procedendo à recolha de material respeitante aos seus planos de trabalho e a encontros de estudo efectuados. Simultaneamente, a partir da «Confidencial nº 50/71-CI (1)», de 23 de Maio de 1971, fica a saber-se que a vigilância policial incide de modo especial em dois padres, João da Cruz Nunes e Agostinho Jardim Gonçalves, apresentado como o «seu principal mentor», «o qual periodicamente se desloca a esta Ilha, promovendo pequenas reuniões entre os elementos eclesiásticos desafectos, os chamados padres “PROGRESSISTAS”».
Numa outra «Confidencial» (nº 14/71-C.I.), de 4 de Fevereiro, o chefe da subdelegação do Funchal realça que «de momento o problema que maior tempo e atenção nos absorve, é precisamente o comportamento de uma dezena de sacerdotes, dos quais só um tem paróquia, mas posso asseverar a V. Exª. que não conseguirão êxito algum na acção que pretendem levar a cabo».
Colaboração com o “jornal cor-de-rosa”

Rua dos Ferreiros, no Funchal, onde se localizou o então Centro Académico do Funchal, um organismo dividido em dois espaços (masculino e feminino). Foto © Nicolau Fernandez
Dois anos mais tarde («Confidencial 65/73-DSI-1ª D.I.de 13.3.73»), a referida subdelegação pormenoriza os “motivos” dessa apertada vigilância: «Tenho a honra de informar V. Exª. que foi nomeado professor eventual do Liceu Nacional do Funchal o Padre Dr. João da Cruz Nunes, leccionando a disciplina de Francês a três turmas de terceiro ano; seis de quarto e cinco de quinto ano, masculinas e femininas.
«O referenciado foi subscritor da carta enviada pelos Padres progressistas à Comissão Eleitoral Democrática da Madeira, em Outubro de 1969, cujo conteúdo foi lido na segunda reunião dos partidários daquela facção política, quando da última campanha eleitoral.
«É Director do Centro de Cultura Popular, local onde promoveu um curso que se destinou a prestar ensinamentos aos indivíduos que pretendiam emigrar legalmente; contudo só apareceu [sic] jovens na idade militar, vindo-se a saber que a estes, aconselhava a emigração clandestina, como meio de não cumprirem os seus deveres militares, furtando-se deste modo, a não irem para o Ultramar, ideia esta, que concorda em absoluto [sic], pois não aceita a nossa posição naquela parcela do Território Português.
«Não nos restam dúvidas, que o Padre Cruz é elemento importante no plano político local, dada a sua infiltração nos estabelecimentos de ensino, movimentos católicos e consequentemente nos contactos diários com jovens de todas as idades, lançando o gérmen das suas ideias democratas e progressistas.»
As eleições de 1969, pela envolvência que suscitaram, acabarão na Madeira por contribuir para o estabelecimento de uma ligação cada vez mais próxima com o semanário Comércio do Funchal por parte de muitos dos activistas do Centro de Cultura Operária e simultaneamente desencadeiam um salto na intervenção social e cultural deste último. A este propósito, o Dr. Cruz disse-nos que, nos anos subsequentes, o suplemento Aqui e Agora do «jornal cor-de-rosa» (quatro páginas dedicadas exclusivamente à actualidade regional) foi frequentemente preenchido com textos escritos por militantes operários e com entrevistas e reportagens incidindo sobre as condições de vida e de trabalho das classes trabalhadoras, cuja publicação, não raras vezes, foi impedida pelos serviços de censura, sendo que este maior foco na abordagem da realidade social se ficava sobremaneira a dever ao facto da sua coordenação estar entregue a Liberato Fernandes que, no final da década de sessenta, fora dirigente nacional da JOC e que, entretanto, passara a integrar a redacção do Comércio do Funchal.
Uma ligação que se estreitava ainda mais nas noites de quinta-feira, quando, nas instalações do jornal, um leque alargado de activistas dos movimentos operários da Acção Católica e do Centro de Cultura Católica procedia graciosamente ao intercalar, dobragem e etiquetagem de cada número publicado, recebendo como compensação um exemplar do jornal.
Não se pode ignorar

Edifício do Museu de Arte Sacra, do Funchal, onde já se localizou o paço episcopal. Foto © Nicolau Fernandez
O mérito do trabalho desenvolvido pela Acção Católica no país, e naturalmente também na Madeira, é a todos os níveis inquestionável. Alicerçado fundamentalmente no recurso ao método de «revisão de vida», assente em três níveis: Ver, Julgar e Agir.
No texto do livro A Madeira na História…, a que nos temos vindo a reportar, o dr. Cruz descreve-o nestes termos: «As realidades e acontecimentos da vida eram analisados, julgados à luz da fé e do Evangelho e implicavam, finalmente, um compromisso pessoal ou social na acção a realizar pelos militantes. E a acção a desenvolver não se limitava, simplesmente, aos locais de trabalho, mas alargava-se a todos os campos de acção que pudessem ser influenciados por uma visão mais humana da vida operária.
“O objectivo principal visava, permanentemente, a transformação das estruturas sociais que condicionavam a construção duma sociedade mais justa, mais livre e mais solidária. A formação dos militantes e o seu compromisso iam evoluindo, à medida que descobriam os valores humanos e cristãos presentes nas pessoas e na sociedade. E nesta formação estava sempre subjacente a ideia de que «uma vida não reflectida não é uma vida digna de ser vivida»”.
A história da Acção Católica é naturalmente fruto do trabalho desenvolvido por leigos e sacerdotes. O contributo de uns e de outros é indissociável. E não sendo linear esse percurso, é indiscutível que os anos 60 e a primeira metade de 70 do século XX constituem o período mais marcante da sua actividade na Madeira, muito embora não possa ser ignorado o trabalho percursor desenvolvido pelo padre Jardim Gonçalves durante os quatro anos (entre 1956 e 1960) em que foi assistente diocesano da JACF.
Independentemente de acontecimentos posteriores, de afastamentos mais ou menos dolorosos, há factos que não podem ou não se devem omitir, nomeadamente ignorar ou apagar o papel dos assistentes diocesanos da Acção Católica operária e rural desses tempos, os padres dr. João da Cruz Nunes e Gabriel Lino Cabral.
Apagar a história?

Tecto mudéjar da Sé do Funchal: a hierarquia católica conviveu mal com estes padres e grupos. Foto © Nicolau Fernandez
Um papel que o madeirense D. Maurílio de Gouveia, como arcebispo emérito de Évora – foi assistente diocesano da JOC –, num testemunho inserto no livro Memórias do Avô, de José Fagundes, não só não valorizou como devota ao esquecimento puro e simples: “Não posso deixar de referir, por imperativo de justiça, o grupo de sacerdotes, chamados assistentes eclesiásticos, que acompanhavam espiritualmente os movimentos. Entre outros, é-me justo salientar: o Padre Manuel Ferreira Cabral, o Padre José Maurício de Freitas, o Padre Baptista da Mata, o Padre Agostinho Figueira de Faria, o Padre Agostinho Jardim Gonçalves e o Padre António Vidal Pereira Dias. Verdadeiros educadores da juventude, estes sacerdotes tornaram-se imprescindíveis na obra realizada”.
Uma evocação histórica que termina praticamente no fim da década de 50, como se não tivesse havido continuidade, quiçá porque os seus protagonistas não tivessem o direito a ser designados por “verdadeiros educadores da juventude”… Um testemunho profundamente revelador de um comportamento que se assemelha em muito ao assumido pelos partidos comunistas que votam ao esquecimento quem deles se afastou ou rompeu, acabando por colocá-los numa espécie de indexhistórico.
Bem diferentes foram os testemunhos que ouvimos dos militantes e dirigentes diocesanos dos diversos organismos da Acção Católica que conviveram de perto com aqueles dois «Padres do Pombal». Que destacam o seu companheirismo e solidariedade sempre presentes e a circunstância de se comportarem como sendo mais um elemento do grupo e não como alguém que ditava ordens e impunha caminhos. Respeitadores da liberdade e do espírito de iniciativa das organizações. Permanentemente disponíveis para ouvir e aconselhar, procurando incutir valores humanos e éticos.
A professora Elisa Brazão, licenciada em História, uma das autoras do livro Revolta da Madeira -1931, que foi dirigente diocesana da JOCF e professora no CCO, não poupou nas palavras quando nos falou do dr. Cruz: “Uma pessoa excepcional, sabedora, fora-de-série”, “um mestre”. Já José Henrique Pereira, militante jocista e funcionário sindical, destacou “a profunda sensibilidade para os problemas da sociedade, o empenho solidário e humanista” e considerou-o “um homem bom, como já há poucos”, dando como exemplo: “Emprestava dinheiro a toda a gente, nunca dizia não”.
“Admirar esse exemplo”

Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”. Foto © Alfredo Cunha, cedida pelo autor.
Carlos Fino, ex-deputado e dirigente do Partido Socialista da Madeira e professor da Universidade da Madeira, conheceu o dr. Cruz na segunda metade da década de sessenta, quando frequentava o Centro Académico do Funchal. Na altura, estudava no Colégio dos Salesianos, dirigido por sacerdotes, tendo-nos dito que “percebeu, em conversas informais, que se tratava de um sacerdote diferente daqueles que conhecia e com os quais lidava no referido colégio. Tinha uma abertura de espírito, uma forma de ser e de estar que contrastava com o pendor tradicional, autoritário que caracterizava os padres que até então conhecera”. Destacou-nos a importância que esse relacionamento teve “no despertar da sua consciência cívica e na valorização de valores de ética com que procurava nortear a sua vida”. Ao ponto de ter sentido uma espécie de “fascínio” que o levou, quando decidiu casar-se, a não aceitar “sê-lo por outra pessoa que não ele”. E na companhia da sua futura mulher, Isabel Correia, diligencia para que o seu casamento seja celebrado, na paróquia de Fátima, no Funchal, pelo dr. Cruz, procedendo, em conjunto, à escolha dos textos litúrgicos que integraram a cerimónia.
Vicente Jorge Silva, o madeirense que atingiu uma posição cimeira no jornalismo português, num curto depoimento que nos facultou, classificou os «Padres do Pombal» como “um exemplo de resistência”, escrevendo: “A velha cumplicidade da hierarquia da Igreja com o regime salazarista – que nem os ventos do Concílio Vaticano II tinham feito vacilar nas suas profundezas – era vivida talvez de modo ainda mais sufocante na atmosfera insular. Daí o significado precioso da resistência de padres madeirenses como Cruz, Rufino, Martins Júnior e outros, rejeitando a subserviência, a submissão – e a negação dos valores essenciais do cristianismo”, tendo feito questão de acrescentar: “Embora eu já na altura fosse agnóstico, isso não me impediu – antes pelo contrário – de admirar esse exemplo”.
Por sua vez, o Padre Martins júnior referiu-se ao dr. Cruz como “discreto, de poucas palavras, sem grandes dotes oratórios, mas a que todos reconheciam capacidade de liderança”. Uma leitura partilhada pelo dr. Francisco Sidónio Figueira que fez questão de nos dizer que “o líder era, de facto, o dr. Cruz”, a quem atribui o principal mérito pelo trabalho realizado pelos denominados «Padres do Pombal», uma comunidade de que também fez parte.
(Este artigo conclui com a terceira parte, que será publicada na segunda-feira, dia 8)
António Henrique Sampaio foi militante da Juventude Operária Católica e redactor d’O Comércio do Funchal.










