O nome, Évora Sacra – com vagar e com fé, já deixa entrever o que aí vem: trata-se de um projeto que pretende dar a conhecer o património religioso e espiritual da cidade alentejana de forma “integrada, acessível e contemporânea”, num ritmo que “convida à contemplação, ao conhecimento e ao encontro”. Foi apresentado esta segunda-feira, 2 de fevereiro, na Igreja do Espírito Santo, já com os olhos postos em 2027, ano em que a cidade será Capital Europeia da Cultura.
Inspirado por uma “leitura serena e profunda do território”, o Évora Sacra propõe-se “colocar no centro a experiência do visitante, do peregrino e da comunidade local”, explica a diocese em comunicado enviado ao 7MARGENS. O objetivo é que essa experiência possa ser vivida com o “vagar” que é central na filosofia de vida do Alentejo e que é tão necessário nos tempos de hoje, tendencialmente mais velozes.
O projeto consistirá num “serviço multiplataforma inovador, pensado para melhor acolher o turismo religioso e cultural numa cidade que se prepara para assumir o desafio de Évora – Capital Europeia da Cultura 2027”. Serviço esse que incluirá um site, como plataforma central de informação e orientação; um guia, em formato físico, de apoio à visita; e um passaporte, pensado como instrumento de descoberta, memória e fidelização da experiência.
Tudo isto envolvendo a colaboração e trabalho em rede com diversas entidades religiosas, culturais, turísticas e académicas, porque “o património se constrói e se comunica melhor em parceria”, sublinha a diocese.
“O Évora Sacra – com vagar e com fé afirma-se, assim, como um projeto ao serviço da cidade, da Igreja e de todos quantos procuram em Évora um património vivo, habitado, espiritual e culturalmente significativo, propondo um olhar atento, informado e profundamente humano sobre os seus espaços e histórias”, conclui a nota à imprensa.










