O Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC) homenageou as “trabalhadoras que, com dedicação e amor, entregam-se ao bem-estar das suas famílias e da sociedade como um todo”, mas sem “ignorar as condições de trabalho injustas, a discriminação e a violência que ainda enfrentam muitas mulheres no mundo”.
Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado este domingo, o MMTC celebra “os avanços significativos alcançados pelas mulheres na busca por autonomia e resiliência”, “a tomada de consciência das suas capacidades e o fortalecimento da sua confiança”, que as impulsiona “cada vez mais para a transformação e gestão das nossas sociedades”.
Através do testemunho de uma mulher da ilha de Reunião, Joëlle, membro do movimento neste departamento francês no oceano Índico, o MMTC quis recordar a “herança ou legado das mulheres combatentes”.
“A minha mãe viveu de acordo com um modelo tradicional, assumindo a gestão da casa e a educação dos filhos, dependendo economicamente do marido. Ao ele falecer repentinamente, ela enfrentou uma situação de extrema precariedade. Para sobreviver, aceitou trabalhos árduos sem reclamar, assumindo o peso da família e confiando em Deus. Esta situação, comum a muitas mulheres, revela como a falta de autonomia económica as enfraquece diante das adversidades da vida”, lembrou Joëlle, para depois estabelecer a diferença com a sua vida.
“Eu beneficiei de um contexto social diferente. A educação deu-me a oportunidade de conseguir um emprego e assumir o controlo do meu destino; experimentei a emancipação feminina. Casada muito jovem e mãe de três filhos, entrei no mundo do trabalho para sustentar a minha família, já que o meu marido estava desempregado. O meu empenho, seriedade e competências permitiram-me obter rapidamente um contrato a termo certo e avançar para um cargo melhor remunerado. Apesar da carga familiar, retomei os meus estudos e obtive o diploma do ensino superior.”
O relato longo da sua vida desagua numa conclusão, espelhada neste dia por muitas mulheres que se manifestaram em diferentes partes do mundo. “Apesar da modernização da nossa sociedade, a necessidade de reforçar os direitos das mulheres, de denunciar as discriminações profissionais e de reconhecer plenamente o seu papel, muitas vezes invisível mas indispensável na sociedade, continua a ser atual”, conclui esta mulher do MTKR.










