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Bispo de Tete esteve em Portugal e encontrou-se com sacerdotes e seminaristas moçambicanos. Foto Direitos reservados
Bispo de Tete esteve em Portugal e encontrou-se com sacerdotes e seminaristas moçambicanos. Foto: Direitos reservados

Visita do bispo de Tete

Moçambique e Portugal unidos pela formação de padres

| 28/04/2026

O bispo de Tete visitou os seminaristas e sacerdotes da sua diocese que se encontram em formação em Portugal. Em regiões do território português onde o clero é escasso, a dedicação ao serviço pastoral dos moçambicanos tem sido elogiada.

 

Oito seminaristas moçambicanos da diocese de Tete estão em formação em seminários diocesanos em Almada, Évora e Faro e frequentam licenciaturas em filosofia e teologia. Dois padres de Tete estão também ao serviço em duas paróquias portuguesas: Monte da Caparica e Samora Correia. Ambos estão a tirar mestrado: um em teologia bíblica e outro em direito canónico. Diamantino Antunes, Missionário da Consolata e bispo de Tete, esteve em Portugal e reuniu-se com estes sacerdotes, assim como com os seminaristas, os seus formadores e os bispos das dioceses que os acolhem.

O bispo de Tete refere que em Portugal a formação dos seminaristas é “mais personalizada e completa” e explica o porquê. “Os seminários maiores em Moçambique têm comunidades muito numerosas: mais de 130 seminaristas em cada seminário. Aqui, vivendo em pequenas comunidades formativas, com equipas sacerdotais bem preparadas e completas, têm um acompanhamento mais direto e diário”, disse o prelado a partir de Moçambique, em resposta às perguntas enviadas por e-mail pela revista Fátima Missionária.

Em Portugal, os seminaristas de Tete estão em dioceses “com pouco clero”, mas que detêm “vitalidade e inovação pastoral”. A sua integração “tem sido boa e foi elogiada” pelos seus formadores. “Foi salientado o esforço de adaptação dos nossos jovens no seminário e a sua disponibilidade para os pequenos serviços. Gostei de ouvir que sabem estar com as pessoas e que são próximos e dedicados no serviço pastoral em Samora Correia e no Monte da Caparica.” O mais difícil de enfrentar têm sido as “saudades da família e a dureza do frio do inverno português”.

O bispo de Tete faz um balanço positivo desta colaboração. “Agradeço a disponibilidade destas dioceses e dos seus bispos por nos ajudarem na formação do nosso clero. Não são dioceses ricas do ponto de vista económico, mas têm à sua frente pastores com sensibilidade missionária e que não acreditam que a colaboração entre Portugal e Moçambique seja algo do passado.” O bispo de Tete destaca que Portugal e Moçambique estão unidos por “fortes laços históricos e eclesiais que é necessário aprofundar para o enriquecimento recíproco”.

 

Texto publicado ao abrigo da parceria 7MARGENS/Fátima Missionária.

 

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