Numa “nota pastoral” datada de 30 de julho sobre os incêndios que têm afetado a sua diocese, o país e outros países do sul da Europa, o bispo de Bragança-Miranda, Nuno Almeida, apelou a toda a sociedade a que assuma “um firme compromisso na prevenção” e a “uma mudança de mentalidade e hábitos sociais, tão necessária para evitar e combater” esta calamidade.
Intitulada “Zelar pela Casa Comum: prevenir, evitar e combater os incêndios”, a Nota Pastoral, que ocupa menos de uma página, faz uma contundente crítica à “falta de bom senso de partidos políticos e comentadores” por, “na fase crítica” em que o país se encontra, “desviarem atenções e ocuparem tanto tempo e energias” em torno do caso do ministro da Administração Interna.
A posição do bispo Nuno Almeida não põe em causa “a necessidade de se apurar toda a verdade dos factos” relacionados com a atuação daquele membro do Governo “enquanto Diretor Nacional da Polícia Judiciária”, mas não se coíbe de considerar “muito estranho” o timing deste caso. Dirige, assim, “uma palavra de solidariedade” ao ministro, pedindo-lhe que “continue a exercer a sua missão tão decisiva nesta hora”. “Deixe os ‘atores’ políticos e mediáticos a falar sozinhos. Já basta!”, exclama o responsável eclesiástico.
Na Nota emitida, o bispo Nuno Almeida pede a Deus que “alivie o sofrimento de todas as pessoas e famílias atingidas nesta devastação”, manifesta “proximidade para com as famílias e comunidades mais atingidas” e apela à Cáritas Diocesana, centros sociais paroquiais e a todas as comunidades cristãs para que “tudo façam para comprometer os seus membros nesta causa que é tão cristã quanto humana”.










