Novo livro

A Bíblia Tinha Mesmo Razão?

| 26 Nov 2023

A capa do livro "A Bíblia Tinha Razão"

A capa do livro “A Bíblia Tinha Razão”

Abraão e Moisés existiram mesmo ou são apenas personagens de ficção? O Êxodo do Egito aconteceu nos moldes em que é contado e celebrado na Bíblia? E a conquista da “Terra Prometida” é um facto ou mito? Quão gloriosos foram os reinados de David e Salomão? Como e quando nasceu o monoteísmo bíblico?   

As histórias bíblicas continuam a despertar o interesse de crentes e não-crentes, e é inevitável que um leitor contemporâneo se pergunte pela historicidade do que lhe é relatado.

Inspirado por estas e outras questões, o livro A Bíblia Tinha Mesmo Razão? (ed. Temas e Debates), do padre jesuíta Francisco Martins, propõe um percurso através da história do Israel Antigo, dos primórdios até ao início do período romano (século I a. C.). Analisam-se os textos bíblicos (do livro do Génesis até aos livros dos Macabeus) à luz das mais relevantes descobertas arqueológicas e epigráficas, com o objetivo de reconstruir os eventos históricos e oferecer uma panorâmica do passado do povo que escreveu a Bíblia. 

Honrando o trabalho desenvolvido por exegetas, historiadores e arqueólogos, o livro disponível nas livrarias desde há dias, introduz o leitor aos mais recentes resultados da investigação científica. Discute-se o contributo destes avanços para a compreensão da relação entre a Bíblia e a História e propõe-se uma nova perspetiva sobre eventos e personagens que povoam há séculos o imaginário da cultura ocidental – porventura desconcertando algumas das imagens míticas ou “cinematográficas” que povoam o nosso modo de ver a história bíblica. 

Nascido em Lisboa, em 1983, Francisco Martins é padre jesuíta e professor de Literatura Bíblica na Pontificia Università Gregoriana, em Roma (Itália). Llicenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa e em Teologia pela Universidad Pontificia Comillas (Madrid), é mestre em Teologia Bíblica (Centre Sèvres – Paris) e em Filologia Semita e História Antiga (École des Langues et Civilisations de l’Orient Ancien – Paris), e doutorado em Estudos Bíblicos na Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel). Integra a Associação Bíblica Portuguesa e a Society of Biblical Literature (EUA).

O livro terá três sessões de apresentação esta semana: em Lisboa (dia 28, terça-feira, às 18h30, na Brotéria), por Isabel Capeloa Gil (reitora da Universidade Católica) e José Pedro Serra (professor da Faculade de Letras da Universidade de Lisboa); no Porto (dia 30, quinta. Às 18h30, no CREU-IL, R. de Oliveira Monteiro, 562), com o eurodeputado Paulo Rangel; e em Tomar (dia 2, sábado, às 21h, na Igreja de Santa maria dos Olivais. 

O 7MARGENS publica a seguir um excerto sobre a historicidade do livro do Êxodo.

 

A historicidade do Êxodo: Israel no Egito ou o Egito em Israel? 

O nosso percurso até aqui parece ter produzido sobretudo resultados “negativos”. As tentativas de correlacionar o que sabemos pelas fontes epigráficas com o que afirmam os relatos bíblicos mostraram-se pouco plausíveis. Os Israelitas não são os Hicsos e as semelhanças entre as duas histórias são apenas o fruto de uma dinâmica comum nas relações entre o Levante e o Egito na Antiguidade. Nem a estela de Merneptá nem as referências topográficas em Ex 1,11 “provam” que os Israelitas saíram do Egito durante a época ramesséssida (concretamente, no século xiii a. C.). Quanto ao “colorido egípcio” do relato bíblico, à parte o nome do herói do relato, Moisés, nada aponta inequivocamente para o segundo milénio a. C., e alguns aspetos (do nome “Pitom” aos detalhes biográficos de Moisés) dependem mais do contexto histórico no qual as tradições foram sendo postas por escrito (no século viii a. C. e seguintes) que de uma qualquer memória de um passado remoto. Diante disto, impõe-se a pergunta: o Êxodo é uma pura “invenção” literária ou continua a ser possível declarar que se baseia em qualquer experiência ou acontecimento histórico? 

Uma primeira opção, inteiramente honesta, é reconhecer que a falta de evidência (extrabíblica) coloca um enorme ponto de interrogação sobre o que sabemos unicamente através da Bíblia e, por isso, talvez tenhamos de assumir que a história de uma “saída do Egito” é, simplesmente, fruto da imaginação de um grupo de escribas que utiliza o contexto das relações entre Canaã e o Egito como pano de fundo para criar um relato lendário (ou mitológico) sobre as origens do povo e a sua identidade nacional. 

O arqueólogo e historiador norte-americano William G. Dever, que está longe de ser um “minimalista”, afirma, por exemplo, que não é necessário postular um qualquer acontecimento ou experiência de fuga ou “saída” do Egito no que seria a “proto-História” de Israel. Na sua opinião, durante o período monárquico (séculos x-vi a. C.) e mesmo depois, no período persa (séculos vi-iv a. C.) e helenístico (a partir de c. 330 a. C.), as populações dos reinos de Israel, ao norte, e de Judá, ao sul, e, depois do exílio, os seus descendentes, mantiveram um estreito contato com o Egito (veja-se, por exemplo, Is 19; Jr 42-44). Isto teria bastado para que surgisse e se desenvolvesse uma tradição segundo a qual o povo de Israel “nasceu” como tal através de um violento e mirífico processo de “separação” daquela que era uma das perenes superpotências do Antigo Próximo Oriente. 

Aliás, afirmam outros estudiosos, nem é de excluir que o Egito funcione, no relato bíblico, como uma espécie de figura-tipo de todos estes poderes estrangeiros (Assírios, Babilónios, Persas, etc.) pelos quais o povo que escreveu a Bíblia foi sendo ciclicamente atacado, subjugado, conquistado e humilhado. Nesse sentido, o “Êxodo do Egito” seria simplesmente a formulação literária do desejo de ser “salvo” por Yahvé da pressão militar, política e económica que pesou sobre o povo ao longo de todo o primeiro milénio a. C. 

A maioria dos exegetas e historiadores não comunga, contudo, desta perspetiva. Parece pouco provável que uma tradição tão central na memória coletiva dos Israelitas tenha sido “inventada” praticamente “do zero” numa época tardia e que o seu eventual substrato histórico seja apenas contextual. Supõe-se, por isso, que “aconteceu algo”. 

Uma primeira hipótese – porventura a mais comum e con- sensual – é que a história relatada no livro do Êxodo foi vivida por um pequeno grupo ou por alguns pequenos grupos de escravos (?) de origem levantina. Estes investigadores estão conscientes de que não é possível “salvar” a noção de um “êxodo do Egito” nos contornos e dimensões avançados pelo texto bíblico. As tentativas, mais ou menos desesperadas, de oferecer explicações naturalistas para as “dez pragas do Egito” ou para a “separação das águas” do Mar Vermelho ou Mar dos Juncos (provocada por uma erupção vulcânica, por exemplo), ou ainda de justificar o “silêncio” das fontes egípcias acerca da derrota do faraó e da fuga de milhares de pessoas através do deserto do Sinai alegando que os escritores egípcios tinham o hábito de ocultar “factos inconvenientes” são, hoje em dia, olhadas com total descrédito pelos investigadores. Só escritores de tendência “concordista” ou “agenda fundamentalista” continuam a alimentar tais teorias. Pelo contrário, aqueles que propõem que, na origem dos relatos, está um acontecimento ou uma experiência histórica de “libertação” ou de “fuga” do Egito, reconhecem que só é admissível postular um evento de pequenas dimensões e reduzido impacto (a fuga de um pequeno grupo ou grupos) e que o mais prudente é presumir que a maioria dos elementos que compõem o relato do livro do Êxodo são resultado de elaborações literárias e teológicas de escasso valor para a reconstrução histórica. 

 

Ilustrações do livro "A Bíblia tinha mesmo razão?"

Ilustrações do livro “A Bíblia tinha mesmo razão?”

 

Aceitando esta hipótese, é possível ainda perguntarmo-nos em que momento é que um tal evento pode ter tido lugar. Para alguns investigadores, o mais provável é que tenha ocorrido durante a época em que o Israel da História estava ainda a constituir-se como entidade étnica separada e singular, no final do período do Bronze Recente. Outros preferem imaginar que são já Israelitas (ou “proto-Israelitas”), ou seja, membros deste grupo étnico particular, que experimentaram o cativeiro e depois a libertação, acabando por convencer os demais membros do povo a assumir como sua esta experiência e a transformá-la naquilo que ela é nos textos da Bíblia: um relato fundacional, uma epopeia das origens. 

Por exemplo, o exegeta alemão Ernst Knauf sugere que a tradição talvez tenha a sua origem na fuga do Egito e regresso a Canaã de um grupo de Israelitas ou “proto-Israelitas” capturados como prisioneiros de guerra e reduzidos à escravatura, na sequência da expedição militar descrita na estela de Merneptá (c. 1207 a. C.). Trata-se, contudo e apenas, de conjeturas e nem sequer é sensato excluir uma data mais tardia. Aliás, tendo em conta o carácter menor do suposto incidente na origem da tradição, é provável que esta hipótese nunca deixe de ser senão uma dedução razoável mas inverificável. 

O historiador israelita Nadav Na’aman avançou recentemente uma outra hipótese, porventura mais literária mas igualmente baseada no pressuposto de que o texto bíblico preserva um núcleo histórico. Como se disse atrás, por volta de 1150 a. C. ou, o mais tardar, 1130 a. C., o Egito foi forçado a abdicar definitivamente do que foram mais de quatro séculos de domínio absoluto ou quase absoluto sobre a região do Levante e os reinos, cidades e povos que ali habitavam. A transição para a Idade do Ferro viu o Egito “sair” do Levante e “regressar” às suas fronteiras históricas. Ora, para o “Israel” da estela de Merneptá, como para os outros grupos étnicos e não só que ocupavam o sul do Levante, este acontecimento maior da História das relações entre o Levante e o Egito no segundo milénio a. C. deve ter sido vivido como uma “libertação”, isto é, como um extrair-se de uma situação de sujeição político-económica (“escravatura”), que havia durado vários séculos. Na opinião de Nadav Na’aman e daqueles que o secundam, este é o evento na origem da noção de “êxodo do Egito” e das tradições e dos relatos que a transformaram num elemento decisivo da identidade nacional do povo de Israel. A “saída” do Egito do Levante no século xii a. C. foi metamorfoseada, no imaginário e na memória coletiva do povo de Israel, numa “saída”/“êxodo” de Israel do país do Egito. A experiência da “libertação” experimentada no final da Idade do Bronze vê-se refletida, como que num espelho, na tradição preservada no livro do Êxodo: o êxodo do Egito é a “imagem invertida” do que realmente sucedeu. 

Esta interessante hipótese tem a vantagem de postular como fundo histórico um acontecimento amplamente documentado nas fontes epigráficas e de fácil verificação no registo arqueológico. Contudo, também neste caso é improvável que se venha a “provar” ou sequer a poder verificar a validade do que Nadav Na’aman e outros propõem. Supondo que têm razão, os responsáveis por esta suposta “inversão” literária seriam os primeiros interessados em “esconder a mão”, ou seja, em não deixar documentado o processo criativo pelo qual a noção de um “êxodo do Egito” foi criada. 

Em síntese, a ausência de testemunhos extrabíblicos e a falta de sinais suficientes e conclusivos de que a tradição bíblica do Êxodo remonta ao segundo milénio a. C. deixam os historiadores do Israel Antigo num dilema. Por um lado, resiste-se à noção de que por detrás dos textos há apenas o génio de um povo que soube dizer o seu desejo de autonomia política e económica em relação ao Egito e outras superpotências antigas com uma história capaz de captar o imaginário de tantos ao longo de tantos séculos. Por outro, qualquer tentativa de dar substância histórica aos relatos sem cair em “concordismos infantis” vê-se condenada a ficar ao nível do “palpite erudito”. Agindo em boa-fé, não nos resta senão legar ao leitor este mesmo dilema, convidando-o a esperar connosco eventuais novos desenvolvimentos. 

Ilustrações do livro "A Bíblia tinha mesmo razão?"

Ilustrações do livro “A Bíblia tinha mesmo razão?”

O Êxodo na tradição bíblica 

Para concluir, uma palavra sobre o Êxodo na tradição bíblica. Ainda que o livro do Êxodo (e o Pentateuco, em geral) seja a nossa principal fonte de informação acerca da experiência que o povo da Bíblia fez de ser “libertado da escravidão do Egito”, são muitos os textos bíblicos que se referem ao Êxodo e/ou a figuras e acontecimentos particulares desta história. A maioria dos investigadores é da opinião de que muitos destes textos, tantos os do Pentateuco, como outros, são relativamente tardios, tendo sido redigidos ou acrescentados durante a época exílica (século vi a. C.) ou pós-exílica (séculos v-iv a. C.). Isto inclui os chamados “credos históricos” como, por exemplo, Dt 6,21-23; 26,5-9; Js 24,2-13, que, durante um tempo, foram tidos por “primitivos” e antigos (era esta a tese do exegeta alemão Gerhard von Rad), mas que, hoje em dia, são considerados o fruto de uma reflexão madura e tardia sobre a história sagrada. 

Dito isto, há indícios suficientes para postular o carácter pré-exílico da tradição e é igualmente possível identificar, tal como no caso dos relatos patriarcais, as suas origens geográficas. Em relação à questão da datação das tradições e relatos bíblicos a respeito do Êxodo, os estudiosos tendem a concordar que Ex 15,1-18, o chamado “cântico do Mar” ou “cântico de Moisés”, um poema no qual se celebra a vitória de Yahvé sobre o faraó, é uma composição escrita num hebraico muito arcaico. Ainda que se possa defender que se trata de um texto (deliberadamente) arcaizante, a maioria dos investigadores acredita, pelo contrário, que Ex 15,1-18 remonta a um estádio relativamente recuado da expressão em língua hebraica e propõe que se considere uma datação nos primeiros dois séculos do primeiro milénio a. C. Se assim for, a noção de que Israel “escapou do Egito” graças à poderosa intervenção de Yahvé seria já um elemento definidor da identidade do povo nos alvores da sua História. Igualmente significativas são as referências ao Êxodo no final do livro do profeta Oseias. Os 12,10; 13,4 colocam na boca de Yahvé as seguintes palavras: “Eu sou Yahvé, teu Deus, desde a terra do Egito”. Se estes textos remontam, como assumem tantos exegetas, à época do profeta ou dos seus primeiros seguidores, isto é, ao século viii a. C., teríamos aqui outra indicação do carácter relativamente antigo da tradição que conheceu a sua expressão mais desenvolvida nos relatos do livro do Êxodo. 

Quanto à questão das origens geográficas, há razões para supor que o Êxodo enquanto relato fundacional começou por fazer parte do património cultural e religioso do reino do norte, isto é, do reino de Israel. Além das já referidas referências ao Êxodo em Oseias, profeta que exerceu o seu ministério no reino do norte no século viii a. C., é comum, por exemplo, que esta tradição seja associada às figuras de José ou Efraim e Manassés, os seus filhos, todos eles epónimos de tribos ou clãs ligados à zona norte da região montanhosa de Canaã, território historicamente ocupado pelo reino do norte. Decisivo é também o paralelo entre Ex 32,1-6 e 1 Rs 12,26-33. O episódio do “bezerro de ouro”, no qual os Israelitas aclamaram a obra das suas mãos dizendo “Eis, Israel, o teu deus, que te fez sair do Egito!” (Ex 32,4), repete-se, com as devidas nuances, no tempo do rei Jeroboão I, aquele que, de acordo com o texto bíblico, foi o fundador do reino do norte. Ainda que o paralelo sirva, no texto bíblico, para denegrir Jeroboão I e o reino do norte, indicia, de acordo com muitos investigadores, que a tradição de um “Deus [Yahvé] que fez sair Israel do Egito” se desenvolveu, pelo menos inicialmente, no seio da entidade política e social que se constituiu na região montanhosa de Efraim. 

À imagem do que sucedeu com as tradições à volta de Jacob-Israel, o Êxodo acabará por vir a ocupar um lugar de destaque na Bíblia, que, enquanto “história de histórias”, é um produto sobretudo do trabalho dos escribas do reino do sul, o reino de Judá. É também na Bíblia, como já se disse, que esta epopeia das origens recebe uma espécie de longo introito: os relatos patriarcais. O que começou por ser um conjunto de tradições díspares, de proveniências várias, transformou-se, no processo de redação da Bíblia, numa história única de uma só “família” (Abraão, Isaac e Jacob) que se tornou “povo” no Egito, antes de ser conduzida de regresso à sua terra graças à intervenção da divindade que revelou chamar-se Yahvé.  

 

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