Um registo biográfico único

A busca espiritual em Fernando Pessoa

| 29 Out 2022

Em 18 de outubro de 1991, o Presidente da República, Mário Soares, inaugurou as esculturas dos poetas Johann Wolfgang von Goethe e Fernando Pessoa, na Escola Alemã de Lisboa, como sinal do encontro entre a cultura alemã e portuguesa. As esculturas resultaram de um projeto de educação artística, realizado por 24 alunos num grupo de trabalho artístico liderado pelo escultor e professor Karl-Eckhard Carius. Foto © Carius, Karl-Eckhard, CC BY 3.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/3.0>, via Wikimedia Commons.

Em 18 de outubro de 1991, o Presidente da República, Mário Soares, inaugurou as esculturas dos poetas Johann Wolfgang von Goethe e Fernando Pessoa, na Escola Alemã de Lisboa, como sinal do encontro entre a cultura alemã e portuguesa. As esculturas resultaram de um projeto de educação artística, realizado por 24 alunos num grupo de trabalho artístico liderado pelo escultor e professor Karl-Eckhard Carius. Foto © Carius, Karl-Eckhard, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons.

 

Um registo biográfico único
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
(F. Pessoa)

Deus é o existirmos
e isto não ser tudo.
(Bernardo Soares)

As duas citações em epígrafe são elucidativas daquilo que considero ser a inquietação espiritual do grande poeta Fernando Pessoa (1888 – 1935): o incompleto, o terraço para, o ainda mais, a outra coisa, isto não ser tudo…

Este verão fui lendo a densa e profunda biografia de Pessoa por Richard Zenith (mil e tal páginas!). Digo “fui lendo” porque um livro desta dimensão não é facilmente transportável e não podia levá-lo na minha pequena mala de viagem.

Concedi a mim própria a ousadia de ir orientando a leitura dessa biografia para aquilo que entendi como uma pesquisa do universo espiritual de Fernando Pessoa, presente nos seus três principais heterónimos (a que inicialmente Pessoa chamou “pseudónimos”): Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos (o heterónimo mais cosmopolita) e também em Bernardo Soares no seu Livro do Desassossego. Haveria mais momentos em que Pessoa manifestava a inquietação espiritual revelada nos dois poemas em epígrafe? Será que a descrição pormenorizada de Zenith aborda esta matéria? Sublinho que este caminho exploratório é da minha total responsabilidade.

Hostil ao catolicismo e agnóstico, Pessoa foi canalizando as interrogações sobre o desconhecido e as suas inseguranças existenciais para a ciência dos astros, para a cabala enquanto “demanda metafísica” (p. 295) – Pessoa era de ascendência judaica – bem como para práticas esotéricas e espíritas. Mas no meio disto tudo encontramos uma dimensão espiritual na sua vida e na sua escrita?

Sentir tudo de todas as maneiras,
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena
liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus.
(Álvaro de Campos)

Companheiros de jornada

Desde a sua infância Fernando Pessoa era uma criança especial. Tímido, reservado, foi construindo amigos imaginários ou personalidades fictícias (como acontece com muitas crianças…) que se tornaram mais tarde a raiz dos seus heterónimos. Para os familiares era uma criança não comum e muito “metida consigo”; mais tarde consideravam-no “um parente excêntrico que por acaso escrevia poesia” (p. 737). Pessoa era uma mente única, brilhante e complexa, com “uma vida mental rica e invulgar” (id.).

Poderemos considerar que os três principais heterónimos de Fernando Pessoa e também Bernardo Soares no Livro do Desassossego foram os seus principais companheiros de viagem. Ao situar-se num ou noutro personagem Pessoa dava a cada um uma biografia e identidade, uma forma de ser num determinado contexto. Põe estes “companheiros de viagem” em diálogo entre si.  

Pessoa afirma, na voz de Alberto Caeiro:

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma cousa e outra todos os dias são meus.
(Alberto Caeiro) 

Leitor compulsivo, Pessoa conheceu desde muito cedo Shakespeare, Walt Whitman, Wordsworth, Oscar Wilde, Yeats – os quase 10 anos passados em Durban, África do Sul (1896-1905) permitiram-lhe um excelente domínio da língua inglesa –, tendo traduzido para português vários destes autores. Embora “indiferente a Deus” Alberto Caeiro (p. 451) demonstra uma veneração por S. Francisco de Assis (falando, inclusive, de um “S. Francisco ateu”, id.) por causa da sua ligação à natureza, às árvores, aos pássaros e plantas. Zenith afirma “Caeiro não era verdadeiramente ateu e muito menos santo. Contudo, foi uma religião que teve em Pessoa o primeiro e principal fiel” (p. 451), tendo reconhecido que Deus “quis que não o conhecêssemos”, mas que Deus nos ama.

Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou (…).
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos  e as árvores
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos (…) (p. 451) 

Segundo Zenith, “Pessoa não escreveu estas palavras apenas para cultivar o mito que lhe sobreviveria: eram a admissão da sua própria estupefação e de um sentimento de insuficiência”  (p. 452). Podemos então considerá-lo um gnóstico, se é possível meter Fernando Pessoa em classificações…

Homem não identificado, Raul Leal, António Botto, Augusto Ferreira Gomes e Fernando Pessoa no Café Martinho da Arcada, em Lisboa, 1928. Foto © Autor desconhecido, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Homem não identificado, Raul Leal, António Botto, Augusto Ferreira Gomes e Fernando Pessoa no Café Martinho da Arcada, em Lisboa, 1928. Foto © Autor desconhecido, Domínio público, via Wikimedia Commons.

 

Pessoa lia abundantemente outros autores e sobretudo poetas portugueses: Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Teixeira de Pascoaes, António Botto, Almada Negreiros, e mesmo o Padre António Vieira, sem esquecer o seu grande amigo e diletante poeta Mário de Sá-Carneiro. Mais tarde descobre José Régio e Mário Cesariny de quem fez mote a frase “Ama como a estrada começa”, enquanto convite a um incessante recomeço. Refere ainda Thomas Merton e a sua busca das espiritualidades orientais. Podemos encontrar alguma afinidade entre os poemas de Alberto Caeiro com a prática do budismo zen (atingindo a “iluminação”). O seu estudo dos místicos ocidentais (Teresa de Ávila, João da Cruz, Mestre Eckart) tornou-os também companheiros de jornada. 

Todas as madrugadas são a madrugada e a vida.
Todas as auroras raiam no mesmo lugar: Infinito…
(Álvaro de Campos)

A infinita criação de beleza

A inquietação sistemática (e escolhida) de Fernando Pessoa leva-o a considerar a arte como uma missão quase monástica, quase religiosa. Conta que a elaboração em torrente dos seus poemas iniciais foi para ele “um abalo místico” (p. 458). A criação artística “era uma terrível missão – dever a cumprir arduamente, monasticamente, sem desviar os olhos do fim-criador-de-civilização de toda a obra artística” (p. 509). “Tinha a ideia de que a sua escrita pod[ia] alargar a consciência humana” (p. 510). Segundo Zenith, “Pessoa, como um devoto, trataria de realidades mais elevadas e escondidas ao longo do resto da vida” – “emissário de um rei desconhecido/cumpro informes instruções do além” (p. 511) porque ele e outros escritores “usaram palavras para criar a interioridade” (p. 510) e uma realidade outra. No Livro do Desassossego Bernardo Soares explica: “Escrever uma obra de arte com o preciso tamanho para ser grande e a precisa perfeição para ser sublime, ninguém tem o divino [dom] de o fazer” (p. 545).  

Álvaro de Campos escreve na magnífica ode “Passagem das Horas”:

 Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,

(…) Vem, ó noite, e apaga-me, vem e afoga-me em ti.
Ó carinhosa do Além, senhora do luto infinito,
Mágoa externa na Terra, choro silencioso do Mundo.

Com Sá-Carneiro partilhou um dia: “a criação da beleza era uma ambição demasiado pequena para o talento que [te foi] concedido” (p. 557). Ao jeito de Jorge de Sena (1919-1978) – “Não hei-de morrer sem saber/qual a cor da liberdade” – para Pessoa a [sua] liberdade era um valor supremo: “Não me macem, por amor de Deus” afirmava (p. 720) quando queriam que ele fosse como as outras pessoas. Segundo Zenith “o autoconhecimento, ou a individualidade, corresponde assim a uma questão de postura, de representação” (p. 785): “Não sou nada/Nunca serei nada/à parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo” (p. 804). 

Zenith indica que “o elitista e racionalista Pessoa não podia deixar de encarar as necessidades da gente comum senão com condescendência, mas também ele tinha as suas necessidades” (p. 623). Veja-se a quantidade de livros que consultou sobre a cabala; as consultas astrológicas; as sessões espíritas; as reflexões esotéricas. Afirma num opúsculo em língua inglesa: “A religião é uma necessidade emocional da humanidade. O racionalista pode não a querer, mas tem de admitir que outras pessoas a queiram” (id.)

Eu de cabeça pra baixo
no centro da minha consciência de mim.

Para Pessoa “um grande poeta surgirá com um apelo à eternidade – um construtor, um mestre do intelecto” (p. 687). Zenith afirma que Pessoa acreditava que as palavras “quando organizadas em superiores composições literárias, conseguem sobreviver às ações” (p. 686). Por isso Pessoa insiste: “Passamos e sonhamos. A Terra sorri” (ibid.). Refere passagens do Eclesiastes quando afirma que “tudo é vaidade e aflição de espírito” e cita o Livro de Job: “A minha alma está cansada da minha vida” (p. 810). Diz Zenith que sendo [Pessoa] “um ascético cuja religião consiste em sentir, contemplar e imaginar” (p. 819), ele se desinteressou de uma qualquer carreira brilhante tornando-se um mero ajudante de guarda-livros. Grande parte dos seus projetos culturais e comerciais não tiveram continuidade devido à sua total ausência de sentido prático. 

A sua escolha ascética aproxima-o de uma vocação religiosa contemplativa, sendo que a sua era de entrega total e completa ao ofício da escrita, o seu “lugar solitário e supremo” (p. 821). Pessoa sempre se sentiu atraído pelo mundo espiritual, sem saber exatamente qual a sua forma. Esse poeta-fingidor com “uma vida tão pouco emocionante” (Zenith p. 876) era um inquieto. Afirma Álvaro de Campos em “Passagem das Horas”:

Ó parte externa de mim
perdida em labirintos de Deus!

A propósito da vida espiritual de Pessoa não posso deixar de mencionar o belíssimo poema de Tolentino de Mendonça: 

Muitas vezes Deus prefere
entrar em nossa casa
quando não estamos
(in: A Papoila e o Monge)

Os capítulos 64 e 65 do livro de Zenith abordam de uma forma mais sistemática as inquietações espirituais de Pessoa. Para o poeta a vida espiritual era uma realidade solitária, bem diferente da realidade solidária e comunitária de grande parte das religiões. Bernardo Soares fala na “insatisfação da alma íntima por não lhe termos dado uma crença, a desolação da criança triste que intimamente somos, por não lhe termos comprado o brinquedo do divino” (p. 890). “Em Deus tudo é Deus”, escreve Tolentino de Mendonça: 

Em Deus tudo é Deus
uma simples folha de erva
não é menor do que o infinito
(in: A Papoila e o Monge)

Estuda a sua própria alma e descreve-a como “[estando] à roda de vácuo, movimento de um oceano infinito em torno de um buraco em nada” (ibid.). 

Este pensamento duro e difícil, mas tão clarividente, leva-nos a reconhecer que a Fé é realmente um dom. E que “não ter Fé” (confesso não saber bem o que isso é…) não quer dizer que não se tenha uma vida profundamente espiritual.  Zenith afirma que “a única certeza de Pessoa era a de que não acreditava no nada” (p. 891) porque, segundo Álvaro de Campos, “há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente” (ibid.). Escreve ainda Tolentino de Mendonça:

Os que se assemelham a nada
assemelham-se
a Deus
(in: A Papoila e o Monge)

Foto © Template: Cavalão, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Foto © Template: Cavalão, Domínio público, via Wikimedia Commons.

A proximidade da morte

Zenith (já no capítulo 66) afirma que Pessoa considerava que “o sentido das coisas não se encontrava nessas mesmas coisas mas nos espaços entre elas, na sua relação com as outras coisas, no modo como reagimos e lidamos com elas” (p. 914). E acrescenta: “Para Pessoa, quando observadas de um ponto de vista espiritual, as vicissitudes da vida eram obstáculos com o propósito de nos educar e fortalecer, e até a deterioração física de um indivíduo representava uma oportunidade para o progresso espiritual” (id.). Sophia de Melo Breyner também afirmava: “outros amarão as coisas que eu amei”.  Somos autores mas também somos uma muito pequenina parte do universo. Outros virão, outros amarão. Experimentando a consciência dolorosa da sua mortalidade, em 1932 Pessoa escreve o magnífico poema: 

A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.

Identifico-me profundamente com todas as linhas deste poema. Não será a morte apenas “a parte da vida que não iluminamos” (Rilke), “a curva na estrada” que continua? “Morrer é só não ser visto”, não será? “A terra não é feita de céu” como convida Jesus Cristo? “Fazei o céu sobre a terra”, não será outra forma de afirmar, como no poema, que “a terra é feita de céu”? Não será “tudo verdade e caminho” nesta nossa “peregrinação sobre a terra”? Fernando Pessoa toca numa  sabedoria que emana da profundidade do seu pensamento… Relembro o  fragmento do Salmo 89: “Ensinai-nos a contar os nossos dias/ para chegarmos à sabedoria do coração”. O transcendente – mas também o imanente – não coincidirão com o “Tudo o que vemos é outra cousa” (do drama Fausto) de Pessoa? (p. 920). 

Zenith afirma adiante que “para Fernando Pessoa a busca de Deus equivalia a uma procura da linguagem e a linguagem a uma procura de Deus” (p. 938). O amor pela língua identificava-o com o Padre António Vieira. Sobre ele Pessoa afirmou que possuía o “conhecimento alquímico da língua portuguesa” (p. 894).

António Tabucchi (1943-2012), um apaixonado pela obra de Pessoa – sobre quem escreveu amplamente –, no seu livro Os Três Últimos Dias de Fernando Pessoa imagina que no seu leito de morte no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa, “Pessoa recebe sucessivamente a visita de seus principais heterónimos – até mesmo de Alberto Caeiro, que estava “morto” havia 20 anos. Cada um deles trava um último diálogo com o escritor, que assim passa em revista a sua pobre vida e a sua múltipla obra” (Tabucchi, 1996).

As últimas palavras que Pessoa escreveu em vida, já no hospital, na véspera de morrer (30 de Novembro de 1935) foram: “I know not what to-morrow will bring” (Não sei o que o amanhã trará). Correspondiam à busca de uma vida para lá da vida, à incerteza do que o esperava, ao desejo máximo de plenitude, à beleza que sempre perseguiu. Afirmara em 1915: “Mesmo que os meus poemas nunca sejam impressos/eles lá terão a sua beleza se forem belos.”

“Ser é estar livre” (p. 1046), escreve Pessoa no Livro do Desassossego. Atingir a liberdade de si próprio foi o seu suspiro supremo. Por isso foi grande, um enorme poeta:

Para ser grande, sê inteiro: nada
        Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
        No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
       Brilha, porque alta vive.
(Ricardo Reis)

Espiritualidade em Pessoa, esse permanente inquieto?

Sim, espiritualidade em Pessoa.

Richard Zenith, Pessoa: Uma biografia.
Lisboa: Quetzal, 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

Teresa Vasconcelos é professora do ensino superior aposentada e integra o Movimento do Graal (t.m.vasconcelos49@gmail.com)  

 

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