Papa Francisco à TVI/CNN

“A entrada de mulheres [na Cúria] não é uma moda feminista, é um ato de justiça”

| 5 Set 2022

maria joao avillez entrevista papa francisco foto cnn portugal agosto 2022

Sobre os abusos na Igreja, Francisco reiterou a política de “tolerância zero” para com os padres que pratiquem este tipo de crimes. Foto © CNN Portugal.

 

O papel das mulheres na Igreja foi um dos temas abordados na entrevista que o Papa Francisco deu em agosto à TVI/CNN, e que foi transmitida na íntegra esta segunda-feira, 5 de setembro. Durante a conversa com a jornalista Maria João Avillez, Francisco fez questão de sublinhar que “a entrada de mulheres [na Cúria] não é uma moda feminista, é um ato de justiça que culturalmente estava deixado de lado”.

Para o Papa, “a mulher está encarregue de garantir a ‘maternalidade’ na Igreja”, e isso significa também que, “para eleger bispos, é bom que haja mulheres que pensem como deve ser um bispo”. Até porque “há que encontrar a harmonia na diversidade”, diz.

Uma diversidade que reconhece também como positiva no processo de preparação do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2023. “Em todos os processos, há os que entendem que está bem, os que vão mais à frente e os que estão mais atrás. Há que deixar que termine o processo. É a teologia do caminho. Uns vão adiante, a correr, e outros mais atrás”, disse.

Quanto ao tema dos abusos na Igreja Católica, Francisco reiterou a política de “tolerância zero” para com os padres que pratiquem este tipo de crimes e foi perentório ao afirmar que “um sacerdote não pode continuar a ser sacerdote se é abusador. Não pode. Porque é doente ou um criminoso”.

Sobre a participação do Papa na Jornada Mundial da Juventude, revelou o seu habitual sentido de humor na resposta: “Vai Francisco ou João XXIV. Mas o Papa vai!”, assegurou, com um sorriso.

Ao longo da conversa de pouco mais de uma hora, Francisco falou ainda sobre o conflito na Ucrânia, para garantir que tem feito “o que pode”, embora reconhecendo que o caminho do diálogo “está difícil”. Proibido pelo médico de se deslocar, para já, a Kiev ou Moscovo, Francisco referiu, no entanto, que já vários representantes do Vaticano estiveram em Kiev desde que começou a guerra: “A minha presença lá é forte”, garantiu.

“Faço o que posso. E peço a toda a gente que faça o que puder. Entre todos, pode fazer-se alguma coisa. Acompanho com a minha dor e com as minhas orações tudo o que consigo. Mas a situação é deveras trágica”, concluiu.

 

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