
José Mattoso, em 2016: há “um antes e um depois” sobre vários temas do Portugal da Idade Média. Foto © António José Paulino
“Medievalista consagrado, é praticamente unânime considerar-se que existe um antes e um depois a partir da sua obra sobre a formação do reino português, sobre a História Social, Política, Cultural e Religiosa do Portugal da Idade Média”, lê-se na nota com que a Biblioteca Nacional divulga a mostra A ‘espantosa realidade’ da História que dedica ao historiador José Mattoso, assinalando um ano da sua morte (8 de julho de 2023).
A exposição é sobretudo uma mostra bibliográfica que “inclui alguns dos marcos mais relevantes de uma vasta obra” e permitirá rever, entre outras, a tese de licenciatura do historiador apresentada na Universidade de Lovaina (Bélgica) em 1966, sob o título L’Abbaye de Pendorada des Origines à 1160, e a tese de doutoramento Le Monachisme de la Diocèse de Porto de l’An Mille à 1200, também defendida em Lovaina.
Além das obras de José Mattoso dedicadas à história da fundação de Portugal, a exposição, que é inaugurada às 18h00 do dia 10 de julho e ficará patente até 12 de outubro, recorda também os contributos do historiador para a “reflexão acerca da disciplina que cultivou” e ainda sobre a Arquivística, “área a que deu igualmente grande atenção, sobretudo enquanto Presidente do Instituto Português de Arquivos (1988-1990), Director do Instituto Nacional dos Arquivos/Torre do Tombo (1996-1998) e na acção que desenvolveu durante a estadia em Timor Leste, com vista à criação do Arquivo Nacional daquele jovem país”.










