
Decorreu na Academia Alfonsiana, em Roma, a prova de doutoramento do padre Vítor Novais, reitor do Seminário Conciliar de Braga, que apresentou uma tese intitulada A proposta da esperança cristã hoje: o contributo de José-Román Flecha. Foto © Direitos Reservados
Decorreu esta quinta-feira, 1 de dezembro, na Academia Alfonsiana, em Roma, a prova de doutoramento do padre Vítor Novais, reitor do Seminário Conciliar de Braga, que apresentou uma tese intitulada A proposta da esperança cristã hoje: o contributo de José-Román Flecha.
O novo doutor, que é também docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, vê a esperança, enquanto categoria ética, como “um elemento decisivo e estruturante que impele o ser humano ao desejo de renovação, levando-o a agir, a questionar-se e a reformular-se enquanto indivíduo”.
Nessa linha, “esperar não é, portanto, uma atitude de otimismo perante o futuro”, mas, antes, “uma atitude indagadora e transfiguradora do presente, tendo já em mente um futuro que se espera alcançável e expectável”. Em vez de colocar o ser humano “[n]um lugar de conforto”, a esperança desafia-o “à descoberta de novas aventuras”.
Nesta tese, Vítor Novais, propõe-se olhar a esperança como “sentido, estilo e impulso para a regeneração da proposta moral”, sendo que o estudo realizado “procura ser impulsionador de uma transformação no ser e agir do crente tendo em consideração algumas categorias da moral fundamental”.
Ao procurar “alargar o horizonte da esperança de modo a tornar a moral mais relevante na atualidade”, o estudo propõe-se ser inspirador para áreas como a moral pessoal, a moral social e a bioética.
A tese foi orientada pelos professores Sabatino Majorano e António Fidalgo, ambos pertencentes à Academia Alfonsiana, dirigida pelos Padres Redentoristas. Esta Academia é uma instituição superior que integra a Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Lateranense, especializada em Teologia Moral.









