A crise da demografia portuguesa (3)

A evolução demográfica do país a partir da evolução dos concelhos

| 1 Jan 2022

Sessenta anos de estagnação demográfica para três quartos do território criam condições para o envelhecimento e a ausência de juvenilização. E os municípios do chamado litoral começam a dar sinais de que a sua população jovem emigra também para os vários estrangeiros onde consegue sobreviver. Terceiro texto da série sobre a crise da demografia em Portugal.

idosos foto direitos reservados

A década de 2011-2020 marca um novo período de crise na demografia portuguesa, com um aumento da taxa de envelhecimento para 182%. Foto: Direitos reservados.

 

A evolução demográfica dos concelhos de Portugal é aproximadamente homóloga à dos distritos, com exceção dos concelhos das capitais dos distritos do Interior de Fronteira (Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, Açores e Madeira), do Interior Médio (Viseu, Coimbra, Leiria e Santarém) e do Interior Insular (Região Autónoma da Madeira e Região Autónoma dos Açores)[i].

Todos estes concelhos capitais de distrito cresceram mais do que os restantes concelhos do respetivo distrito, graças aos serviços públicos que neles foram sendo instalados, desde a sua criação, mas particularmente desde os anos 60 do século passado – designadamente, extensões de serviços da Administração Pública e, a partir de 1973, hospitais distritais, universidades, institutos politécnicos e câmaras municipais financeiramente autónomas, e também graças a algum investimento estratégico em indústrias e serviços. Mesmo assim, dois únicos concelhos capitais de distrito nos três Interior(es) resistiram com crescimento demográfico à crise da década de 2011-2020: Leiria e Viseu. Todos os outros perderam entre 2,1% e 10% (Cf Quadro III E Quadro IV).

A década de 2011-2020 marca um novo período de crise na demografia portuguesa, a par das crises de 1911-1920 e de 1960-1970. Poder-se-ia dizer que a crise do século XXI é a continuação da que se instalou a partir de 1960 mas apresenta-se de uma forma muito mais dramática: é a década em que as taxas de natalidade atingem a marca insuportável de 7,58 nados-vivos por cada mil habitantes (7,58‰), a par de uma taxa de mortalidade de 2,84‰, uma taxa de emigração de 4,7‰, uma taxa de divórcios de 70/100 casamentos, uma queda na juvenilização da população para 12,9% quando não devia ser inferior a 25% e um aumento da taxa de envelhecimento para 182% – que não devia ser superior a 55% (55 idosos por cada 100 jovens[ii]). Não fosse a onda de imigração, Portugal estaria mergulhado numa grave crise demográfica – que, mesmo assim, não deixa de ser grave – quando falamos da perda de 214.000 pessoas numa década. Resta-nos a esperança de que a economia recupere e de que a empregabilidade traga paz e estabilidade às famílias, sobretudo às mães.

Se nos ativermos à perspetiva meso-micro, a dos concelhos, a maior parte dos do Interior de Fronteira já ultrapassou a barreira dos 400% (número de pessoas com 65 ou mais anos a dividir pelo número de crianças e jovens até aos 14) na taxa de envelhecimento e já desceu aos infernos dos 4% na taxa de juvenilização, ou seja, a população até aos 14 sobre o total da população. Isto significa que os concelhos com mais de 300% de envelhecimento estarão demograficamente moribundos e os com mais de 400% estarão demograficamente mortos e só acontecimentos excecionais poderão inverter a situação.

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Vista aérea do centro histórico de Viseu. Este foi o único concelho que cresceu até 2020, se considerarmos todo o interior profundo. Foto © Câmara Munincipal de Viseu.

 

Apenas 52 concelhos aumentaram a sua população entre 2011 e 2020 (Cf. coluna 8 do Quadro III). Apenas 100 a aumentaram desde 1960. E nem todos os 30 que resistiram à crise da década de 60 do século passado prolongaram o seu crescimento para lá de 2011[iii] .

Os concelhos que atingiram o máximo de população a partir de 1960, entrando em declínio logo após esse máximo, distribuem-se do seguinte modo:

– em 1970, dois (Povoação e Santana);

– em 1980, quatro (Porto, Figueiró dos Vinhos, Alpiarça e Barreiro);

– em 1990, sete (Espinho, Sever do Vouga, Vale de Cambra, Funchal, Machico, Nazaré, Santiago do Cacém e Vila Nova da Barquinha);

– em 2000, 16 (Águeda, Anadia, Arouca, Castelo de Paiva, Estarreja, Mealhada, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Coimbra, Figueira da Foz, Lisboa, Lagoa (Açores), Amarante, Santo Tirso e Moita;

– em 2010, 45 (Albergaria-a-Velha, Murtosa, Oliveira de Azeméis, Ovar, Santa Maria da Feira, Amares, Barcelos, Fafe, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde, Condeixa-a-Nova, Lousã, Évora, Vendas Novas, Olhão, Vila Real de Santo António, Câmara de Lobos, Porto Santo, Santa Cruz, Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha, Peniche, Porto de Mós, Azambuja, Loures, Oeiras, Calheta(Açores), Felgueiras, Gondomar, Maia, Marco de Canavezes, Matosinhos, Paredes, Penafiel, Trofa, Almeirim, Cartaxo, Entroncamento, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Sines, Viana do Castelo e Vila Real); e

– em 2020, ainda sem entrar em declínio, 43 (Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro, S. João da Madeira, Vagos, Braga, Esposende, Vizela, Albufeira, Faro, Lagoa(Faro), Lagos, Loulé, Portimão, S. Braz de Alportel, Silves, Leiria, Marinha Grande, Óbidos, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Mafra, Odivelas, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Lousada, Póvoa de Varzim, Trofa, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Benavente, Alcochete, Almada, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Viseu) [iv].

Como se vê, é difícil encontrar na lista de 2011 e 2020 concelhos do Interior, com exceção de alguns dos distritos de Leiria, Santarém, Viseu e Coimbra. E Viseu e Coimbra fornecem apenas um cada distrito.

Ainda sobre os concelhos capitais de distrito vale a pena assinalar o Censo do máximo de cada um:

– 1950: Bragança, Guarda e Castelo Branco

– 1960: Beja, Évora, Ponta Delgada, Portalegre e Santarém

– 1980: Porto

– 1990: Funchal e Lisboa

– 2000: Coimbra

– 2010: Viana do Castelo e Vila Real

– 2020: Aveiro, Braga, Faro, Leiria, Setúbal e Viseu.

O concelho de Viseu é mesmo o único que cresceu até 2020, se considerarmos todo o interior profundo, que inclui os distritos de Viseu e de Santarém,

Por razões distintas, os declínios de Porto e Lisboa devem-se a transformações profundas na estrutura das respetivas áreas metropolitanas enquanto que o crescimento de Faro se deve ao Algarve estrangeirado e aos programas de turismo, como, de resto, de todo o Algarve Litoral. Viseu é uma ilha no meio do deserto, gerada pela confluência da A24 e da A25 e da riqueza agrícola e industrial da região, já que o seu distrito perdeu 120.000 habitantes em 60 anos. Tem um contraste na vizinha Tondela, ribeirinha ao IP3, outrora demograficamente próspera e hoje em declínio (de 40.696 em 1950 para 25.939 em 2021).

De resto, os concelhos médios do Interior, não capitais de distrito, vieram perdendo população censo após censo. Enumeramos os casos de Ponte de Lima, Chaves, Covilhã, Fundão, Tondela, Pombal, Tomar e Abrantes. Os casos de Peniche, Caldas da Rainha, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde, Barcelos são exceções porque atingiram o seu máximo em 2010. E Guimarães, em 2000. O caso de Torres Vedras, progredindo até 2021, beneficia da proximidade com Lisboa.

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Marina de Vilamoura. O distrito de Faro “ressuscitou” com os programas do turismo, transformando-se num dos distritos demograficamente mais progressivos na década de 2010. Foto © Eunika Sopotnicka.

 

A estrutura da distribuição regional da população portuguesa ficou completa na década de 60 iniciando-se o já referido período de tentativa de recuperação dos concelhos capitais de distrito dos dois Interior(es) a partir de 1971 com o programa de desconcentração da Administração Pública, particularmente na Educação e na Saúde. Essa recuperação foi mais visível na década de 90 do século passado. Porém, não deu para recuperar a não ser em pequena parte. Deu pelo menos para não alargar a ferida, não se conseguindo “estancar o sangue” para lá de 2001.

Apenas o distrito de Faro escapa à lógica explicativa do país. É um caso à parte porque, tendo perdido população entre 1950 e 1970, “ressuscitou” com os programas do turismo transformando-se num dos distritos demograficamente mais progressivos na década de 2010.

A partir dos anos 80 do século XX, duas novas metrópoles (Leiria e Braga), com Viseu à espreita, foram-se constituindo, a par de Setúbal, Lisboa, Porto e Aveiro, acolhendo populações exteriores, não conseguindo, porém, estancar totalmente a drenagem dos respetivos distritos. São paradoxais as perdas dos distritos de Leiria e Braga face ao crescimento das respetivas capitais e, no caso de Leiria, o crescimento dos concelhos de Marinha Grande e Óbidos.

No geral, a demografia dos concelhos seguiu os ritmos já identificados para o país e para os distritos:

– crescimento da população com sustento na agricultura tradicional, por imposição de não emigrar e por causa das guerras e das crises económicas internacionais, até ao final da década de 50;

– crise acentuada na década de 60 provocada pela emigração e, provavelmente, pela má qualidade do Censo de 1970, com resistência e crescimento de 30 concelhos dos distritos industrializados que, genericamente, serão os que continuarão a crescer de uma forma sustentada até aos nossos dias;

– pequena recuperação da população na década de 70 com o retorno de nacionais emigrados em Angola e Moçambique e com a correção do Censo de 1970, recuperação que se fez sentir mais nos grandes centros urbanos e nas capitais de distrito;

– estagnação ou pequenas e irregulares subidas, até 2011, dos concelhos capitais de distrito; e

– acentuada perda a partir de 2011, com exceção dos concelhos industrializados, dos concelhos de Viseu e Leiria e de outras pequenas ilhas espalhadas por alguns poucos distritos (Ver Quadro III).

Existem dois períodos maiores distintos na evolução demográfica dos concelhos portugueses: até 1970 e após 1970. Com efeito, 61% dos concelhos portugueses atingiram o seu máximo de população ou na década de 1940 ou na década de 1950 ou na década de 1960, mas principalmente nas de 50 e 60, e muito poucos recuperaram esse máximo a partir de 1970. Sete dos concelhos dos distritos de Angra do Heroísmo e Horta atingiram o máximo em 1864 e em 1878 partindo depois a população ou para Angra ou para S. Miguel ou para Angola e Moçambique ou para a América ou ainda para a África do Sul.

Decorre do que fica dito que 61% dos concelhos atingiram o seu máximo de população até 1970; 29% até 2010, e apenas 10% até 2020. Só 52 concelhos aumentaram a sua população de 2011 a 2020 e, deles, apenas oito nos distritos Interio(res): Leiria, Marinha Grande e Óbidos, Madalena, Benavente, Sernancelhe e Viseu. Sernancelhe é um case-study dada a sua ultraperiferia como o é Bragança que, nas mesmas circunstâncias, só perdeu 2,4% da população.

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Os municípios do chamado litoral começam a dar sinais de que a sua população jovem emigra também para os vários estrangeiros onde consegue sobreviver. Foto: Direitos reservados.

 

Centremo-nos agora num critério que nos permita compreender as diferenças relativas na evolução dos diferentes concelhos.

A população portuguesa, no seu todo, cresceu 33,25% (3,43‰ habitantes ao ano), entre 1950 e 2011, e 21,59% (2,34‰), entre 1950 e 2021. É uma população com muito poucos jovens e muito envelhecida. Por isso, vamos estabelecer o critério de um crescimento mínimo desejável de 30%, ou seja, 5‰ ao ano, entre o ano do máximo de população, para cada concelho, até 1970, para ver a diferença para a população atual. A aplicação deste critério permitir-nos-á verificar tanto quanta população cada concelho perdeu como quanta população ganhou em relação ao ano do máximo, até 1970, expressas em percentagem, em que 130% corresponderá a um crescimento de 30%. Verificaremos que há concelhos que cresceram muito mais e que se tornaram agregadores demográficos. Situam-se todos na Área Metropolitana de Lisboa, na Península de Setúbal, no distrito de Aveiro, ao redor de Braga e ao redor de Leiria.

Sessenta anos de estagnação demográfica para três quartos do território nacional criam condições insuperáveis para o combate ao envelhecimento e à ausência de juvenilização. E o problema é que os municípios do chamado litoral começam a dar sinais de que a sua população jovem emigra também para os vários estrangeiros onde consegue sobreviver.

Dos distritos dos três Interior(es), só encontramos cinco concelhos acima dos 100%: Porto Santo, Calheta, Santa Cruz, Caldas da Rainha e Entroncamento. A população portuguesa dos Interior(es) que não saiu para o estrangeiro saiu para as regiões de Braga, Porto, Aveiro, Lisboa e Setúbal, tendo os concelhos do distrito de Leiria mantido alguma estabilidade.

Em relação ao máximo de antes de 1970, a distribuição é a seguinte:

– 267 concelhos abaixo de 130%:

– 89 abaixo de 50%;

– 137 com entre 50% e 99,99%;

– 40 concelhos com entre 100 e 130%, portanto ainda abaixo do critério, mas aproximando-se dele à medida que caminhamos para o fim da lista: Câmara de Lobos, Lagoa, Óbidos, Figueira da Foz, Estarreja, Vila Real, Silves, Espinho, Funchal, Amarante, Évora, Vila Verde, Salvaterra de Magos, Porto de Mós, S. Brás de Alportel, Alcobaça, Lousa, Nazaré, Amares. Mealhada, Fafe, Batalha, Vagos, Viana do Castelo, Lourinhã, Almeirim, Cartaxo, Azambuja, Marco de Canaveses, Oliveira de Azeméis, Peniche, Condeixa-a-Nova, Loures, Vendas Novas, Viseu, Alenquer, Santarém, Coimbra, Guimarães e Penafiel;

– 21 concelhos com entre 130 e 150%, já com suficiente capacidade de renovação: Águeda, Montijo, Barcelos, Barreiro, Felgueiras, Oliveira do Bairro, Albergaria-a-Velha, Sobral de Monte Agraço, Caldas da Rainha, Ovar, Porto Santo, Olhão, Torres Vedras, Calheta, Santa Maria da Feira, Santa Cruz, Esposende, Lousada, Vila Nova de Famalicão, Sines, Póvoa de Varzim;

– 19 concelhos com boa capacidade de renovação, com entre 150% e 199,99% do máximo alcançado até 1970: Vila do Conde,  Vila Real de Stº António, Leiria, São João da Madeira, Ílhavo, Gondomar, Matosinhos, Paredes, Almada, Aveiro, Paços de Ferreira, Marinha Grande, Vila Nova de Gaia, Arruda dos Vinhos, Moita, Lagoa, Faro, Alcochete, Setúbal e Lagos;

– 12 concelhos com muito boa capacidade de renovação, com entre 200% e 275% do máximo de até 1970: Braga, Albufeira, Portimão, Maia, Valongo, Cascais, Mafra, Vila Franca de Xira, Benavente, Entroncamento, Alcochete e Palmela;

– dois, com excelente capacidade de renovação (Sintra, 311%, e Seixal, 437%).

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“É doloroso observar as perdas na Área Metropolitana do Porto, reforçando-se a tendência concentracionária de Lisboa.” Foto © Tiago Fernandez.

 

Muitos dos concelhos que parecem estar em boa situação perderam população entre 2011 e 2020, pelo que é necessário considerar essa dinâmica de perda. Realçam-se as perdas de Guimarães, Funchal, Felgueiras, Fafe, Alcobaça, Barcelos, Caldas da Rainha, Coimbra, Gondomar, Lisboa, Porto, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Vila Real, entre vários outros. E é doloroso observar as perdas na Área Metropolitana do Porto, reforçando-se a tendência concentracionária de Lisboa.

No Quadro, há quatro linhas que não estão preenchidas porque se trata de municípios criados depois dos anos 80: Amadora, Odivelas, Trofa e Vizela.

Parece-nos relevante considerar o ano em que os concelhos capitais de distrito atingiram o seu máximo de população (Quadro IV). Os de Bragança, Guarda e Castelo Branco atingiram-no em 1950 e Portalegre, Beja e Santarém em 1960.

As conclusões da aplicação do critério dos 130% de crescimento desejável, desde 1960, são óbvias: os concelhos de três quartos do território do país estão demograficamente moribundos ou mortos porque sem capacidade para se sustentarem demograficamente. Muitos, do Interior, já têm muito poucas mulheres em idade reprodutiva. E, mesmo que as tivessem, as perspetivas para a criação e educação de filhos, a partir do rendimento financeiro dos casais, são desencorajadoras. A isto acresce uma cultura de pouca consciencialização e hedonismo face às responsabilidades individuais perante o futuro do país.

Perante este cenário, os jovens continuam a migrar, ou para os concelhos mais jovens ou para o estrangeiro. Para onde podem e para onde entendem que a vida pode sorrir. Até porque é esse caminho que o ensino superior lhes sugere, pouco voltado para o desenvolvimento do país e sim para o abastecimento dos processos e serviços próprios de uma sociedade terciarizada.

Perante a inércia da classe política em não abordar seriamente políticas de natalidade, de apoio à família e de desenvolvimento económico do Interior, o nosso país vai morrendo demograficamente, cada vez mais rapidamente, ficando alguns centros de atração à espera que o exército terciário de reserva[v] se esgote.

Fica ainda por discutir a questão do envelhecimento/juvenilização no interior de cada concelho pois ainda não temos esses dados relativos a 2020, mas o cenário parece desolador para os três Interior(es).

 

Próximo texto (1 de Fevereiro): população portuguesa, síntese explicativa, conclusões e prognóstico; o texto anterior da série pode ser lido aqui.

 

QUADRO III: População máxima de cada concelho até 1970, ano do Censo dessa população máxima, população atual e percentagem desta face à população máxima até 1970 (coluna 7).  Perdas e ganhos em 2020 face a 2010 (coluna 8). Censo do máximo absoluto para cada concelho (coluna 4)

 

1 2 3 4 5 6 7 8
Concelhos Máximo até 1970 Censo do  Máximo até 1970 Censo do máximo absoluto População 2011 População 2020 % 6/2*100 Ganho/perda % 6/5*100
Abrantes 51869 1960 1960 39325 34351 66,23 -12,65
Águeda 35274 1960 2001 47729 46134 130,79 -3,34
Aguiar da Beira 10215 1960 1960 5473 5228 51,18 -4,48
Alandroal 12502 1950 1950 5843 5007 40,05 -14,31
Albergaria-a-Velha 18446 1960 2011 25252 24841 134,67 -1,63
Albufeira 16832 1950 2021 40828 44128 262,17 8,08
Alcácer do Sal 22247 1950 1950 13046 11125 50,01 -14,72
Alcanena 14773 1960 1960 13868 12478 84,46 -10,02
Alcobaça 50027 1960 2011 56688 54981 109,90 -3,01
Alcochete 10237 1960 2021 17569 19148 187,05 8,99
Alcoutim 10808 1950 1950 2917 2521 23,33 -13,58
Alenquer 34938 1960 2021 43267 44428 127,16 2,68
Alfândega da Fé 10204 1950 1950 5104 4321 42,35 -15,34
Alijó 23984 1950 1950 11942 10492 43,75 -12,14
Aljezur 8139 1960 1960 5884 6046 74,28 2,75
Aljustrel 17299 1950 1950 9257 8879 51,33 -4,08
Almada 107575 1970 2021 174030 177400 164,91 1,94
Almeida 17480 1950 1950 7242 5882 33,65 -18,78
Almeirim 19225 1970 2011 23376 22033 114,61 -5,75
Almodôvar 18028 1960 1960 7449 6709 37,21 -9,93
Alpiarça 7856 1960 1981 7702 6986 88,93 -9,30
Alter do Chão 9552 1950 1950 3562 3046 31,89 -14,49
Alvaiázere 15047 1940 1940 7287 6227 41,38 -14,55
Alvito 5616 1940 1940 2504 2276 40,53 -9,11
Amadora 181774 1991 175136 171719 94,47 -1,95
Amarante 49255 1970 2001 56264 52131 105,84 -7,35
Amares 16846 1960 2011 18889 18591 110,36 -1,58
Anadia 29039 1960 2001 29150 27542 94,84 -5,52
Angra do Heroísmo 43374 1960 1960 35402 33829 77,99 -4,44
Ansião 18309 1950 1950 13092 11632 63,53 -11,15
Arcos de Valdevez 34365 1950 1950 22847 20729 60,32 -9,27
Arganil 22002 1940 1940 12145 11067 50,30 -8,88
Armamar 13426 1950 1950 6297 5680 42,31 -9,80
Arouca 26427 1950 2001 22359 21154 80,05 -5,39
Arraiolos 13148 1940 1940 7363 6606 50,24 -10,28
Arronches 7280 1950 1950 3165 2789 38,31 -11,88
Arruda dos Vinhos 8271 1940 2021 13391 13983 169,06 4,42
Aveiro 49005 1970 2021 78450 80880 165,04 3,10
Avis 9365 1950 1950 4571 3813 40,72 -16,58
Azambuja 18218 1960 2011 21814 21421 117,58 -1,80
Baião 29201 1950 1950 20522 17527 60,02 -14,59
Barcelos 88130 1970 2011 120391 116777 132,51 -3,00
Barrancos 3624 1950 1950 1834 1435 39,60 -21,76
Barreiro 59055 1970 1981 78764 78362 132,69 -0,51
Batalha 13811 1960 2011 15805 15553 112,61 -1,59
Beja 43119 1960 1960 35854 33401 77,46 -6,84
Belmonte 9848 1950 1950 6859 5204 52,84 -24,13
Benavente 12735 1970 2021 29019 29747 233,58 2,51
Bombarral 16419 1950 1950 13193 12743 77,61 -3,41
Borba 10431 1960 1960 7333 6428 61,62 -12,34
Boticas 14831 1960 1960 5750 5002 33,73 -13,01
Braga 96220 1970 2021 181494 193333 200,93 6,52
Bragança 38234 1950 1950 35341 34380 89,92 -2,72
Cabeceiras de Basto 21888 1950 1950 16710 15556 71,07 -6,91
Cadaval 17287 1960 1960 14228 13382 77,41 -5,95
Caldas da Rainha 37430 1960 2011 51729 50898 135,98 -1,61
Calheta 24255 1940 1940  11 521 3441 14,19 -70,13
Calheta (Açores) 7677 1950 2011 11521 10913 142,15 -5,28
Câmara de Lobos 31610 1970 2011  35 666 32175 101,79 -9,79
Caminha 17876 1950 1950 16684 15828 88,54 -5,13
Campo Maior 10064 1950 1950 8456 8045 79,94 -4,86
Cantanhede 41303 1960 1960 36595 34218 82,85 -6,50
Carrazeda de Ansiães 15828 1950 1950 6373 5484 34,65 -13,95
Carregal do Sal 15020 1940 1940 9835 9048 60,24 -8,00
Cartaxo 19939 1960 2011 24462 23211 116,41 -5,11
Cascais 92630 1970 2021 206479 214134 231,17 3,71
Castanheira Pera 6739 1960 1960 3191 2647 39,28 -17,05
Castelo Branco 63305 1950 1950 56109 52272 82,57 -6,84
Castelo de Paiva 17756 1960 2001 16733 15597 87,84 -6,79
Castelo de Vide 7361 1940 1940 3407 3121 42,40 -8,39
Castro Daire 26656 1950 1950 15339 13753 51,59 -10,34
Castro Marim 9992 1960 1960 6747 6434 64,39 -4,64
Castro Verde 12747 1940 1940 7276 6878 53,96 -5,47
Celorico da Beira 16732 1950 1950 7693 6582 39,34 -14,44
Celorico de Basto 24807 1950 1950 20098 17666 71,21 -12,10
Chamusca 14365 1950 1950 10120 8536 59,42 -15,65
Chaves 57243 1960 1960 41243 37623 65,73 -8,78
Cinfães 31984 1950 1950 20427 17747 55,49 -13,12
Coimbra 110160 1970 2001 143396 140796 127,81 -1,81
Condeixa-a-Nova 14020 1950 2011 17078 16733 119,35 -2,02
Constância 4077 1960 1991 4056 3801 93,23 -6,29
Coruche 27437 1960 1950 19944 17375 63,33 -12,88
Corvo 728 1864 1864 430 386 53,02 -10,23
Covilhã 72957 1960 1960 51797 46463 63,69 -10,30
Crato 9973 1950 1950 3708 3225 32,34 -13,03
Cuba 8404 1940 1940 4878 4374 52,05 -10,33
Elvas 29959 1950 1950 23078 20753 69,27 -10,07
Entroncamento 9195 1970 2011 20206 20140 219,03 -0,33
Espinho 29800 1970 1991 31786 31027 104,12 -2,39
Esposende 23966 1960 2021 34254 35145 146,65 2,60
Estarreja 25335 1970 2001 26997 26229 103,53 -2,84
Estremoz 24488 1950 1950 14318 12688 51,81 -11,38
Évora 50095 1960 2011 56596 53568 106,93 -5,35
Fafe 43782 1960 2011 50633 48502 110,78 -4,21
Faro 36651 1960 2021 65019 67566 184,35 3,92
Felgueiras 41625 1970 2011 58065 55883 134,25 -3,76
Ferreira do Alentejo 15637 1950 1950 8255 7676 49,09 -7,01
Ferreira do Zêzere 17559 1950 1950 8169 7803 44,44 -4,48
Figueira da Foz (cidade) 57631 1960 2001 62125 58982 102,34 -5,06
Figueira de Castelo Rodrigo 14912 1950 1950 6260 5150 34,54 -17,73
Figueiró Vinhos 12300 1950 1981 6169 5296 43,06 -14,15
Fornos de Algodres 10645 1950 1950 4989 4398 41,32 -11,85
Freixo de Espada à Cinta 7620 1950 1950 3780 3215 42,19 -14,95
Fronteira 7808 1950 1950 3410 2856 36,58 -16,25
Funchal 101610 1970 1991  111 892 105919 104,24 -5,34
Fundão 49941 1950 1950 29212 26521 53,10 -9,21
Gavião 11023 1950 1950 4132 3398 30,83 -17,76
Góis 12488 1940 1940 4260 3806 30,48 -10,66
Golegã 6670 1940 1940 5913 5400 80,96 -8,68
Gondomar 105075 1970 2011 168027 164255 156,32 -2,24
Gouveia 27673 1950 1950 14046 12221 44,16 -12,99
Grândola 15525 1950 1950 14826 13826 89,06 -6,74
Guarda 51468 1950 1950 42541 40155 78,02 -5,61
Guimarães 121145 1970 2001 158088 156852 129,47 -0,78
Horta 23280 1864 1864 14994 14356 61,67 -4,26
Idanha-a-Nova 33439 1950 1950 9716 8340 24,94 -14,16
Ílhavo 25108 1960 2021 38598 39241 156,29 1,67
Lagoa 13846 1960 2021 22975 23718 171,30 3,23
Lagoa (Açores) 13944 1960 2001 14442 14194 101,79 -1,72
Lagos 17060 1960 2021 31049 33514 196,45 7,94
Lajes das Flores 5969 1878 1878 1504 1408 23,59 -6,38
Lajes do Pico 11811 1878 1878 4711 4342 36,76 -7,83
Lamego 37164 1950 1950 26691 24348 65,52 -8,78
Leiria 82988 1960 2021 126884 128640 155,01 1,38
Lisboa 564000 1960 2001 552700 544851 96,60 -1,42
Loulé 36065 1940 2021 70163 72373 200,67 3,15
Loures 166550 1970 2011 199494 201646 121,07 1,08
Lourinhã 22927 1960 2021 25735 26261 114,54 2,04
Lousã 15442 1950 2011 17604 17012 110,17 -3,36
Lousada 31865 1970 2021 47387 47401 148,76 0,03
Mação 21814 1950 1950 7338 6417 29,42 -12,55
Macedo de Cavaleiros 26199 1960 1960 15776 14252 54,40 -9,66
Machico 22218 1950 1950  21 828 19617 88,29 -10,13
Madalena 7856 1864 1864 6049 6332 80,60 4,68
Mafra 36486 1950 2021 76685 86523 237,14 12,83
Maia 63980 1970 2011 135306 134959 210,94 -0,26
Mangualde 25340 1950 1950 19880 18294 72,19 -7,98
Manteigas 6276 1960 1960 3430 2909 46,35 -15,19
Marco Canaveses 42125 1970 2011 53450 49563 117,66 -7,27
Marinha Grande 23350 1970 2021 38699 39033 167,16 0,86
Marvão 8290 1950 1950 3512 3023 36,47 -13,92
Matosinhos 109225 1970 2011 175478 172669 158,09 -1,60
Mealhada 17478 1960 2001 20428 19358 110,76 -5,24
Mêda 14989 1940 1940 5202 4632 30,90 -10,96
Melgaço 18211 1960 1960 9213 7776 42,70 -15,60
Mértola 29353 1950 1950 7274 6205 21,14 -14,70
Mesão Frio 8205 1940 1940 4443 3555 43,33 -19,99
Mira 13384 1960 1960 12465 12126 90,60 -2,72
Miranda do Corvo 13822 1950 1950 13098 12014 86,92 -8,28
Miranda do Douro 18972 1960 1960 7482 6466 34,08 -13,58
Mirandela 31131 1950 1950 23850 21389 68,71 -10,32
Mogadouro 19571 1960 1960 9542 8304 42,43 -12,97
Moimenta da Beira 16272 1960 1960 10212 9411 57,84 -7,84
Moita 38735 1970 2001 66029 66326 171,23 0,45
Monção 28040 1950 1950 19230 17829 63,58 -7,29
Monchique 14779 1960 1960 6045 5465 36,98 -9,59
Mondim de Basto 10533 1950 1950 7493 6416 60,91 -14,37
Monforte 8296 1950 1950 3329 2990 36,04 -10,18
Montalegre 32728 1960 1960 10537 9279 28,35 -11,94
Montemor-o-Novo 38960 1950 1950 17437 15803 40,56 -9,37
Montemor-o-Velho 27978 1950 1950 26171 24587 87,88 -6,05
Montijo 42180 1970 2021 51222 55732 132,13 8,80
Mora 10276 1960 1960 4978 4128 40,17 -17,08
Mortágua 13024 1960 1960 9607 8960 68,80 -6,73
Moura 30584 1950 1950 15167 13267 43,38 -12,53
Mourão 5815 1960 1960 2663 2353 40,46 -11,64
Murça 10364 1960 1960 5952 5249 50,65 -11,81
Murtosa 13172 1940 2011 10585 10488 79,62 -0,92
Nazaré 13511 1960 1991 15158 14889 110,20 -1,77
Nelas 16504 1960 1960 14037 13124 79,52 -6,50
Nisa 19920 1950 1950 7450 5951 29,87 -20,12
Nordeste 11653 1950 1950 4937 4373 37,53 -11,42
Óbidos 11716 1950 2021 11772 11940 101,91 1,43
Odemira 44050 1950 1950 26066 29523 67,02 13,26
Odivelas 2021 145142 145142 0,00
Oeiras 180194 1970 2011 172120 171802 95,34 -0,18
Oleiros 16663 1960 1960 5721 4900 29,41 -14,35
Olhão 31903 1950 2011 45396 44639 139,92 -1,67
Oliveira de Azeméis 55970 1970 2011 68611 66212 118,30 -3,50
Oliveira de Frades 10916 1950 1950 10261 9510 87,12 -7,32
Oliveira do Bairro 17242 1950 2021 23028 23150 134,27 0,53
Oliveira Hospital 29038 1950 1950 20855 19421 66,88 -6,88
Ourique 16686 1950 1950 5389 4842 29,02 -10,15
Ovar 39965 1970 2011 55398 54976 137,56 -0,76
Paços de Ferreira 33655 1970 2011 56340 55623 165,27 -1,27
Palmela 25015 1970 2021 62831 68879 275,35 9,63
Pampilhosa da Serra 14800 1950 1950 4481 4067 27,48 -9,24
Paredes 53140 1970 2011 86854 84414 158,85 -2,81
Paredes de Coura 16062 1950 1950 9198 8636 53,77 -6,11
Pedrógão Grande 9250 1940 1940 3915 3392 36,67 -13,36
Penacova 19926 1950 1950 15251 13119 65,84 -13,98
Penafiel 53715 1970 2011 72265 69687 129,73 -3,57
Penalva do Castelo 16028 1950 1950 7956 7340 45,79 -7,74
Penamacor 18860 1950 1950 5682 4764 25,26 -16,16
Penedono 7124 1950 1950 2952 2731 38,34 -7,49
Penela 11088 1940 1940 5983 5443 49,09 -9,03
Peniche 22200 1960 2011 27753 26419 119,00 -4,81
Peso da Régua 22925 1950 1950 17131 14553 63,48 -15,05
Pinhel 22270 1950 1950 9627 8099 36,37 -15,87
Pombal 59931 1960 1960 55245 51178 85,39 -7,36
Ponta Delgada 74306 1960 1960 68809 67287 90,55 -2,21
Ponta do Sol 15736 1950 1950  8 862 8367 53,17 -5,59
Ponte da Barca 17043 1950 1950 12061 11058 64,88 -8,32
Ponte de Lima 43969 1950 1950 43498 41204 93,71 -5,27
Ponte de Sor 21902 1960 1960 16722 15253 69,64 -8,78
Portalegre 28384 1960 1960 24930 22368 78,80 -10,28
Portel 12249 1950 1950 6428 5745 46,90 -10,63
Portimão 25585 1970 2021 55614 59896 234,11 7,70
Porto 303424 1970 1981 237591 231962 76,45 -2,37
Porto de Mós 21220 1960 2011 24342 23211 109,38 -4,65
Porto Moniz 6422 1950 1950  2 711 2521 39,26 -7,01
Porto Santo 3740 1970 2011  5 483 5158 137,91 -5,93
Póvoa de Lanhoso 22033 1960 2001 21918 21787 98,88 -0,60
Póvoa de Varzim 42890 1970 2021 63408 64320 149,97 1,44
Povoação 17820 1970 1950 6327 5796 32,53 -8,39
Praia da Vitória 28236 1960 1960 21035 19482 69,00 -7,38
Proença-a-Nova 18927 1950 1950 8314 7147 37,76 -14,04
Redondo 12546 1950 1950 7031 6287 50,11 -10,58
Reguengos de Monsaraz 15389 1940 1940 10828 9875 64,17 -8,80
Resende 22820 1940 1940 11364 10053 44,05 -11,54
Ribeira Brava 20762 1950 1950  13 375 12696 61,15 -5,08
Ribeira de Pena 13309 1960 1960 6544 5887 44,23 -10,04
Ribeira Grande 39697 1960 1960 32112 31414 79,13 -2,17
Rio Maior 47511 1960 2011 21192 44576 93,82 110,34
S. Brás de Alportel 10291 1950 2021 10662 11266 109,47 5,66
Sabrosa 13970 1950 1950 6361 5556 39,77 -12,66
Sabugal 43613 1950 1950 12544 11281 25,87 -10,07
Salvaterra Magos 19356 1960 2011 22159 21021 108,60 -5,14
Santa Comba Dão 14556 1950 1950 11597 10642 73,11 -8,23
Santa Cruz 29042 1960 2011  43 005 42262 145,52 -1,73
Santa Cruz Flores 3667 1864 1864 2289 2021 55,11 -11,71
Santa Cruz Graciosa 9617 1950 1950 4391 4095 42,58 -6,74
Santa Maria da Feira 95175 1970 2011 139309 136720 143,65 -1,86
Santa M. Penaguião 14597 1940 1940 7356 6104 41,82 -17,02
Santana 17850 1970 1970  7 719 6558 36,74 -15,04
Santarém 16966 1960 1960 61752 21632 127,50 -64,97
Santiago do Cacém 36056 1950 1991 29749 27801 77,11 -6,55
Santo Tirso 79855 1970 2001 71530 67785 84,89 -5,24
São João da Madeira 14285 1970 2021 21713 22162 155,14 2,07
São João da Pesqueira 15124 1960 1960 7874 6780 44,83 -13,89
São Pedro do Sul 25095 1950 1950 16851 15139 60,33 -10,16
São Roque do Pico 6400 1864 1864 3388 3221 50,33 -4,93
São Vicente 12621 1950 1950  5 723 4874 38,62 -14,83
Sardoal 64002 1950 1940 3939 58770 91,83 1392,00
Sátão 16872 1950 1950 12444 11026 65,35 -11,40
Seia 35962 1950 1950 24702 21759 60,51 -11,91
Seixal 38090 1970 2021 158269 166693 437,63 5,32
Sernancelhe 10793 1950 1950 5671 5713 52,93 0,74
Serpa 36007 1950 1950 15623 13768 38,24 -11,87
Sertã 28623 1950 1950 15880 14748 51,52 -7,13
Sesimbra 16837 1960 2021 49500 52465 311,61 5,99
Setúbal 65230 1970 2021 121185 123684 189,61 2,06
Sever do Vouga 14077 1960 1991 12356 11069 78,63 -10,42
Silves 36333 1950 2021 37126 37813 104,07 1,85
Sines 9534 1950 2011 14238 14214 149,09 -0,17
Sintra 124400 1970 2021 377835 385954 310,25 2,15
SobralMontAgraço 7764 1960 2021 10156 10542 135,78 3,80
Soure 26576 1960 1960 19245 17264 64,96 -10,29
Sousel 11702 1950 1950 5074 4358 37,24 -14,11
Tábua 17798 1950 1950 12071 11163 62,72 -7,52
Tabuaço 11640 1960 1960 6350 5039 43,29 -20,65
Tarouca 11479 1950 1950 8048 7374 64,24 -8,37
Tavira 28972 1950 1950 26167 27536 95,04 5,23
Terras de Bouro 11922 1950 1950 7253 6359 53,34 -12,33
Tomar 7163 1940 1950 40677 3526 49,23 -91,33
Tondela 40696 1950 1950 28946 25939 63,74 -10,39
Torre de Moncorvo 18741 1960 1960 8572 6822 36,40 -20,42
Torres Novas 46071 1950 1950 36717 36444 79,10 -0,74
Torres Vedras 58837 1960 2021 79465 83130 141,29 4,61
Trancoso 20632 1950 1950 9878 8419 40,81 -14,77
Trofa 2011 38999 38612 -0,99
Vagos 20250 1960 2021 22851 22905 113,11 0,24
Vale de Cambra 21425 1970 1991 22864 21279 99,32 -6,93
Valença do Minho 17139 1950 1950 14127 13634 79,55 -3,49
Valongo 41265 1970 2021 93858 94795 229,72 1,00
Valpaços 33984 1960 1960 16882 14714 43,30 -12,84
Velas 8830 1950 1950 5398 4940 55,95 -8,48
Vendas Novas 9051 1950 2011 11846 11240 124,19 -5,12
Viana do Alentejo 9779 1950 1950 5743 5323 54,43 -7,31
Viana do Castelo 75320 1960 2011 88725 85864 114,00 -3,22
Vidigueira 11252 1950 1950 5932 5177 46,01 -12,73
Vieira do Minho 19269 1950 1950 13001 11970 62,12 -7,93
Vila de Rei 8818 1940 1940 3452 3276 37,15 -5,10
Vila do Bispo 6167 1940 1940 5258 5722 92,78 8,82
Vila do Conde 53570 1970 2021 79533 80921 151,06 1,75
Vila do Porto 13233 1960 1960 5552 5414 40,91 -2,49
Vila Flor 12506 1950 1950 6697 6064 48,49 -9,45
Vila Franca Campo 14596 1960 1960 11229 10326 70,75 -8,04
Vila Franca de Xira 54475 1970 2021 136886 137659 252,70 0,56
Vila Nova Cerveira 11666 1950 1950 9253 8930 76,55 -3,49
Vila Nova de Famalicão 89722 1970 2011 133832 133590 148,89 -0,18
Vila Nova de Foz Côa 17116 1950 1950 7312 6304 36,83 -13,79
Vila Nova de Gaia 180875 1970 2021 302298 304149 168,15 0,61
Vila Nova de Ourém 21814 1950 1950 45940 6417 29,42 -86,03
Vila Nova de Paiva 9033 1950 1950 5176 4660 51,59 -9,97
Vila Nova de Poiares 8398 1940 1940 7281 6813 81,13 -6,43
Vila Pouca Aguiar 26394 1960 1960 13187 11825 44,80 -10,33
Vila RealStº António 12313 1960 2011 19156 18828 152,91 -1,71
Vila Real 47773 1960 2011 51850 49623 103,87 -4,30
Vila Velha de Ródão 9689 1940 1940 3521 3287 33,93 -6,65
Vila Verde 42797 1950 2011 47888 46474 108,59 -2,95
Vila Viçosa 10044 1950 1950 8319 7385 73,53 -11,23
Vila Nova Barquinha 38220 1950 1991 7322 7035 18,41 -3,92
Vimioso 13210 1950 1950 4669 4154 31,45 -11,03
Vinhais 26577 1960 1960 9066 7772 29,24 -14,27
Viseu 79890 1960 2021 99274 99693 124,79 0,42
Vizela 2021 23736 23903 0,70
Vouzela 16412 1950 1950 10564 9588 58,42 -9,24

 

QUADRO IV : População máxima de cada concelho capital de distrito até 1970, ano do Censo dessa população máxima, população atual e percentagem desta face à de 1970

Concelhos Ano do Máximo de

População

População máxima até 1970 População em 2020  

Situação da população atual face a 1970 (em percentagem)

Angra do Heroísmo 1960 43374 33829 77,99
Aveiro 2021 49005 80880 165,04
Beja 1960 43119 33401 77,46
Braga 2021 96220 193333 200,93
Bragança 1950 38234 34380 89,92
Castelo Branco 1950 63305 52272 82,57
Coimbra 2001 110160 140796 127,81
Évora 2011 50095 53568 106,93
Faro 2021 36651 67566 184,35
Funchal 1991 101610 105919 104,24
Guarda 1950 51468 40155 78,02
Horta 1864 23280 14356 61,67
Leiria 2021 82988 128640 155,01
Lisboa 2001 564000 544851 96,60
Porto 1981 303424 231962 76,45
Ponta Delgada 1960 74306 67287 90,55
Portalegre 1960 28384 22368 78,80
Santarém 1960 16966 21632 127,50
Setúbal 2021 65230 123684 189,61
Viana do Castelo 2011 75320 85864 114,00
Vila Real 2011 47773 49623 103,87
Viseu 2021 79890 99693 124,79

 

 

QUADRO V: Concelhos que aumentaram a sua população entre 2011 e 2020 apresentados por ordem decrescente do aumento

Concelhos População 2020 População 2010 Variação Percentagem
Odemira 29523 26066 3457 13,26
Mafra 86523 76685 9838    12,83
Palmela 68879 62831 6048 9,6
Alcochete 19148 17569 1579 9
Montijo 55732 51222 4510 8,8
Vila do Bispo 5722 5258 464 8,8
Albufeira 44128 40828 3300 8,2
Lagos 33514 31049 2465 7,9
Portimão 59896 55614 4282 7,7
Braga 193333 181494 11839 6,5
Seixal 166693 158269 8424 6
Sesimbra 52465 49500 2965 5,95
S. Brás de Alportel 11266 10662 604 5,7
Tavira 27536 26167 1369 5,2
Torres Vedras 83130 79465 3665 4,61
Torres Vedras 83130 79465 3665     4,61
Arruda dos Vinhos 13983 13391 592     4,42
Faro 67566 65019 2547 3,9
Sobral de Monte Agraço 10542 10156 386     3,80
Cascais 214134 206479 7655     3,71
Lagoa 23718 22975 743 3,2
Aveiro 80880 78450 2430 3,1
Loulé 72373 70163 2210 3,1
Aljezur 6046 5884 162 2,8
Alenquer 44428 43267 1161     2,68
Esposende 35145 34254 891 2,6
Esposende 35145 34254 891 2,6
Benavente 29747 29019 728 2,51
Sintra 385954 377835 8119     2,15
Setúbal 123684 121185 2499 2,1
S. João da Madeira 22162 21713 449 2,1
São João da Madeira 22162 21713 449 2,1
Odivelas 148156 145142 3014     2,08
Lourinhã 26261 25735 526     2,04
Almada 177400 174030 3370 1,9
Silves 37813 37126 687 1,9
Vila do Conde 80921 79533 1388 1,7
Ílhavo 39241 38598 643 1,67
Óbidos 11940 11772 168     1,43
Póvoa de Varzim 64320 63408 912 1,4
Leiria 128640 126884 1756     1,38
Loures 201646 199494 2152     1,08
Valongo 94795 93858 937 1
Marinha Grande 39033 38699 334     0,86
Vizela 23903 23736 167 0,7
Sernancelhe 5713 5671 42 0,7
Vila Nova de Gaia 304149 302298 1851 0,6
Vila Franca de Xira 137659 136886 773     0,56
Oliveira do Bairro 23150 23028 122 0,5
Viseu 99693 99274 419 0,4
Moita 66326 66029 297 0,4
Vagos 22905 22851 54 0,2
Lousada 47401 47387 14 0,023

 

Henrique da Costa Ferreira é presidente da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Bragança-Miranda do Douro.

 

Notas
[i]       INE (2021): Quadros provisórios do Censo 2021, 16-12-2021, acedido em 18-12-2021, e Observatório das Migrações. Envelhecimento demográfico em Portugal. Acedido em 30-11-2021, 21h00
[ii]     Estamos a multiplicar por dois o índice de envelhecimento de 1960 para obtermos este padrão.
[iii]    Importa sublinhar que os municípios que nesta fase até 1970 atingiram o máximo da sua população neste último ano pertenciam todos aos distritos de Aveiro (7), Braga (4), Coimbra (1), Funchal (4), Leiria (1), Lisboa (3), Açores (1), Porto (15), Santarém (2) e Setúbal (7). Nesta fase da vida de Portugal, o distrito do Porto e o distrito de Setúbal eram os mais dinâmicos, tendência que se inverteu após 1981, com o de Lisboa e de Setúbal a tomarem a dianteira, o que também revelará a orientação concentracionária das políticas de desenvolvimento.
[iv]    Note-se que, dos 53 concelhos que aumentaram a população entre 2011 e 2021, 10 atingiram o máximo de população nos anos de recenseamento anteriores ao de 2020.
[v]     Construímos esta expressão por contraste com a de «Exército Industrial de Reserva», utilizada por Klaus Offe e José Madureira Pinto para caraterizar a emigração portuguesa para a Europa nas décadas de 50, 60 e 70 do Século XX, uma emigração analfabeta e iletrada e raramente com o ensino básico.

 

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