A gruta favo-de-mel onde nasceu uma colecção de presépios

| 11 Jan 20 | Destaques, Newsletter, Últimas

A Colecção Evangelho da Vida, dos Franciscanos Capuchinhos, mostra 480 peças, na sua maioria presépios, dos mais de 1300 que compõem o seu espólio. Um novo espaço museológico para visitar em Fátima, que faz uma viagem pelo mundo da Bíblia e da vida, através de materiais, composições e linguagens muito diversas.

A gruta central da colecção e exposição Evangelho da Vida. Foto © José Luís Caetano

 

É denominada gruta central, mas é uma espécie de favo-de-mel. Ali se guardam e mostram os presépios da autoria de artesãos portugueses. O espaço marca a visita da nova colecção de presépios Evangelho da Vida, inaugurada dia 4 de Janeiro, no Centro Bíblico dos Capuchinhos, em Fátima, e que apresenta 480 peças, escolhidas entre as 1300 que compõemo espólio.

A gruta, da autoria do gabinete do arquitecto Humberto Dias, é feita em madeira cor de mel, com aberturas que permitem ver as peças expostas de fora para dentro e de dentro para fora.

Se a gruta é original, a originalidade desta colecção, diz ao 7MARGENS frei Lopes Morgado, um dos responsáveis do espaço e grande artífice da ideia, será a de “estar agora organizada com critérios museológicos, em função de uma ideia comum e respeitando a diferença de cada peça e de cada autor”. Desse modo se pretende “evidenciar a interculturalidade das muitas formas de expressão em torno do mesmo tema”.

De facto, esta é uma das marcas deste conjunto: estão ali representados presépios de 81 países de todo o mundo, com predominância para a Europa e América Latina. Por países, a maior parte vem de Portugal, Itália e Peru. “Estamos especialmente empenhados em valorizar a representação portuguesa, pois é o que os estrangeiros e os próprios nacionais procuram”, diz frei Lopes Morgado. “Os artesãos têm compreendido isso, ao sentirem que é uma honra e promoção para eles estarem representados neste espaço” e também por essas razões os presépios portugueses são os que predominam nesta exposição.

Adélio Batista Real, Portalegre. Presépio em cortiça e madeira, 2008. Foto © Paulo Figueira

 

O responsável da colecção admite que tem de haver também exigência e selectividade das peças escolhidas para serem expostas. Mas, ao mesmo tempo, a abertura do conjunto ao público é uma forma de “cumprir” o que sempre foi dito aos artesãos e pessoas amigas que iam oferecendo presépios: a ideia era “mostrá-los ao público e pô-los ao serviço da cultura e da evangelização”, o que exigia que fossem conservados, o que não estava garantido no espaço anterior.

(Até 16 de Fevereiro, uma exposição no Fórum Cultural de Idanha-a-Nova apresenta algumas dezenas de peças de alguns conceituados ceramistas portugueses, entre os quais Júlia Ramalho, os membros da família Baraça, Júlia Côta ou Mistério, Mistério filho e Mistério neto. Os presépios expostos eram pertença do coleccionador Rui Sequeira, que chegou a ter uma das melhores colecções existentes em Portugal, em parte doada à diocese de Portalegre-Castelo Branco.)

José Franco (1920-2009), Sobreiro, Mafra. Presépio em barro pintado, com S. Francisco e Santa Clara de Assis, 1993. Foto © Paulo Figueira

 

Materiais traduzem inculturação

Tal como as origens geográficas, os materiais de que são feitos os presépios são também muito diversos: predomina o barro, mas há peças de muitas madeiras dos diferentes países, porcelana, prata, cristal, ferro, marfim e mesmo ouro. Esses materiais traduzem também a inculturação da mensagem. De África vêm madeiras como o pau-preto ou o jacarandá (e o mármore, da África do Sul), de Portugal predominam os barros e as cerâmicas, da América Latina há presépios em miga de pão seco, embebida em cola. Da Palestina e Israel vêm presépios em oliveira e madrepérola. Há cristais, porcelanas e cerâmicas (uma delas da China, com 20 peças, e outra da importante casa Lladró, de Valência, Espanha). Também materiais mais raros como a serapilheira (Algarve), a pedra de huamanga (Peru), areia de cores do Sara (Senegal) cana de bambu ou papel maché (Filipinas).

Quanto à representação, “sobretudo na Europa, infelizmente abundam as três figuras da Sagrada Família, sem animais, nem gruta, nem quaisquer outros personagens ou figurantes”, nota Lopes Morgado, que pergunta: “Reflexo das famílias reduzidas? E nos mercados chamam-lhes ‘presépio’. Compreendo que os artesãos condescendam, para se aproximarem da bolsa comum dos clientes, sobretudo das crianças. Mas isso não é um presépio: é uma Sagrada Família, apenas, embora no contexto do nascimento de Jesus. Os clássicos e os tradicionais presépios portugueses, bem o demonstram.”

Presépio em madeira de oliveira, de Belém (Palestina), 2002. Foto © Paulo Figueira

 

Os que se podem considerar presépios como tal são mais abundantes entre os que provêm da América Latina – “nos do Peru, então, entra tudo na festa!”, sublinha o frade franciscano. “Nas aquisições ou encomendas que fazemos, optamos pelo presépio completo com gruta ou outra espécie de cobertura, o Menino na manjedoura e os animais, pois é isto que lhe dá o nome de presépio. E a partir daí, quanto mais figurantes que aproximem o acontecimento de há dois mil anos da vida de hoje, melhor.”

Esta é, aliás, a perspectiva adoptada também pelo Papa na sua recente carta Admirabile Signum (“Sinal admirável”), divulgada a 1 de Dezembro último, em Greccio, cidade italiana onde, em 1223, Francisco de Assis promoveu a realização do primeiro presépio. No texto, Francisco passa em revista os vários símbolos e figuras ligados ao presépio: além da Sagrada Família, também o céu estrelado, as paisagens, ruínas, montanhas, riachos, ovelhas e pastores, anjos, magos ou estrelas-cometa, entre outros.

 

Itinerário bíblico

Presépio de Fontanini, Lucca (Toscana, Itália), em marfinite, 1997. Foto © Paulo Figueira.

 

Ao propor como título Evangelho da Vida, a colecção propõe o título da primeira exposição feita em 1995, que assumia o da encíclica Evangelho da Vida, do Papa João Paulo II. E assume um itinerário que não se fica pelos presépios (também há Cristo na cruz ou ressuscitado, Maria com o Menino, ou Menino Bom-Pastor, por exemplo). E que faz um percurso bíblico, teológico, pastoral e de relação com a vida, em cinco etapas: as fontes (em Jesus é que estava a vida); a promessa (proto-evangelho); o cumprimento (encarnação do Verbo); o anúncio (inculturação da mensagem); e São Francisco e o presépio. Por isso ela se constitui como “um polo de cultura e evangelização”, lê-se no roteiro da exposição. “Num tempo em que diariamente se anunciam atentados contra a vida humana, é importante proclamarmos que Deus, ao fazer-se Homem, apostou a sério no nosso valor e dignidade” – e aí estão os exemplos de atentados à vida como o Holocausto, a bomba de Hiroshima, o 11 de Setembro, a guerra na Síria, águas poluídas ou um feto, entre outros.

Esta é uma das razões pelas quais não se pode falar em museu: “Tendo em conta as exigências legais de um museu, pessoalmente penso que não” se deve avançar para tal. “Mas temos de acompanhar o crescimento deste filho que nos foi dado, atentos e disponíveis às surpresas que a sua vida nos trouxer”, acrescenta Lopes Morgado.

O frade franciscano começou a ganhar o gosto pelos presépios desde a infância, quando, com cinco escudos (hoje, dois cêntimos e meio), se “comprava um presépio inteiro”. Este era indispensável no Natal, na casa modesta de agricultores de Areias de Vilar (Barcelos). Filho mais novo de dez irmãos, José Joaquim Lopes Morgado, actualmente com 81 anos, nunca recebeu prendas enquanto foi miúdo.

Zabel Moita, Aljezur. Presépio em barro, 1997. Foto © Paulo Figueira

 
Tudo era construído

Os presépios talvez sejam, agora, uma forma de compensar presentes que, nesses tempos difíceis, não houve. Para o pai, diz Lopes Morgado, “sem presépio não havia Natal”. Mas eram os filhos, sobretudo os mais pequenos, que compunham a representação da Natividade. O lugar escolhido era a lareira ou o lagar do cincho, onde se prensavam as uvas.

Tudo era construído, que não havia nem os cinco escudos para tal: casca de pinheiro para a gruta, musgo, bonecos com bugalhos de carvalho, areia do rio Cávado para os caminhos, azevinho das bouças e uma estrela de papel no cimo da cabana. O presépio tinha inauguração solene antes da consoada.

Na vida religiosa (Lopes Morgado entrou para os franciscanos capuchinhos em 1954 e foi ordenado padre em 1962), foi recebendo e oferecendo presépios, sem nunca os coleccionar. “As pessoas começaram a perceber o meu gosto e, quando me visitavam, levavam um presépio”, diz. Foi quando sentiu a responsabilidade de os conservar e mostrar aos outros, com os dois objectivos que sempre o nortearam: evangelização e cultura.

Nasceu assim a colecção agora organizada museologicamente e exposta ao público, em Fátima. Quando foi para ali viver, em 1993, frei Morgado levava consigo apenas duas peças em barro, de José Franco. Dois anos depois, já a colecção – que hoje inclui também pratos, medalhas e “Fugas para o Egipto”, entre outras peças – tinha crescido para cerca de 80 peças, o que permitiu organizar a exposição de 1995.

O presépio da coleção com maiores dimensões é italiano. Foto © José Luís Caetano

 
Uma síntese de história, fé e cultura

Coleccionar presépios pode ter diferentes motivações. Pela arte, pela devoção, pela curiosidade das múltiplas formas e materiais. Lopes Morgado vê ainda o presépio – escreveu no catálogo da exposição “Presépios em Barro”, do Museu da Olaria, em Barcelos – como “uma bela síntese de história, fé e cultura”.

Jesus Cristo “é um acontecimento situado na História”. O seu nascimento foi registado nos evangelhos não como “um relato frio e científico dos acontecimentos”, mas para que as pessoas acreditem “que Jesus é o Messias, o Filho de Deus” como diz o evangelho de S. João. E o autor de cada presépio tenta transmitir, ao mesmo tempo, “o acontecimento do Natal de Jesus e a sua mensagem”. Dá-se, assim, um “fenómeno de apropriação criadora e de inculturação”, escreve.

É este mistério da fé do mundo, traduzida no presépio, que Lopes Morgado descobre na colecção. Desde a multiplicidade de materiais usados até às formas de representação: apenas a cena da Natividade ou pormenores da vida social de cada tempo ou lugar. Desde as cores dos presépios latino-americanos até à singeleza africana, passando por uma peça da Bahia (Brasil) em que Nossa Senhora faz recordar Cármen Miranda, pelo S. José com cabelo à “punk” (El Salvador) ou pela elegância dos barros de Vítor Lopes (Caldas da Rainha).

Matriosca de Reis com as figuras centrais do Presépio. Madeira-pintada. Autor e data desconhecidos. Foto © Paulo Figueira

 

Os visitantes podem deparar-se com um presépio de Ayacucho (Peru), que é como um teatro da vida, dividido em quatro andares e se destaca pela cor e pelas representações sociais: de cima para baixo, vê-se a Natividade, tocadores de diversos instrumentos musicais tradicionais, profissões artesanais (tecelão, carpinteiro) e cenas agrícolas.

Frei Lopes Morgado hesita em destacar alguns: “A mãe também não gosta mais de um filho do que outro”, diz. Mas admite que algumas das peças são importantes pelo valor, pela beleza ou originalidade: um presépio napolitano de 1996, (na linha dos que inspiraram os da Basílica da Estrela ou da Madre de Deus, em Lisboa), feito em biscuit, “vale pela dimensão artística” e pela representação da vida social do tempo, própria do barroco.

Uma peça portuguesa, em cortiça, de 2002, do artesão Isidro Verdasca, de Évora, “é a antítese do de Nápoles, pela grande variedade, pela minuciosidade de pormenores e pelo trabalho popular”, comenta. Representando a vida do campo – carro de bois, lenhadores, um amolador –, retoma uma diversidade de elementos invulgar em trabalhos contemporâneos. Há ainda um outro, chinês, com 20 peças em porcelana, que integrava uma colecção doada pelo padre Américo Casado, que esteve largos anos em Macau e de lá trouxe uma centena de presépios da China, Tailândia, Birmânia ou Coreia… E ainda vários presépios de linguagem contemporâneo como um em bronze, da autoria de Clara Menéres.

Clara Menéres (1943-2018), Braga. Presépio em bronze, datado e assinado em 1987. Foto © Paulo Figueira.

 
Onde o Natal?

Multiplicou-se a representação do presépio a partir da que S. Francisco de Assis promoveu em Greccio, na noite de Natal de 1223. Embora houvesse já representações anteriores. Lopes Morgado recorda um sarcófago do século IV, hoje visível na Basílica de S. João de Latrão, em Roma, que mostra o Menino deitado num berço de palha; além de várias adorações dos magos em catacumbas romanas e um grande conjunto de mosaicos de vários séculos, na Basílica de Santa Maria Maior.

Actualmente, vários presépios ligam o nascimento de Jesus à sua paixão e morte – na colecção podem ver-se, por exemplo, um cruzeiro com o presépio, um Cristo na cruz articulado com o presépio no peito e um Cristo morto/vivo sentado, com um presépio ao colo, de Pedro Rio Bom; um tocheiro de Mistério com o crucificado na base, o presépio ao centro e a Epifania ao cimo; e o Nascimento, o Baptismo e a Morte de Cristo numa peça de Laurinda Pias. Para não falar da matriosca russa, em que, abrindo o módulo com o presépio pintado, se vão sucedendo as bem-aventuranças, a última ceia, a morte e a ressurreição de Jesus. Lopes Morgado sublinha o alto valor simbólico e teológico destas obras: “Foi a ressurreição de Jesus que deu sentido à sua morte e o confirmou como Filho de Deus, a quem veneramos o presépio e adoramos cada Natal”, justifica. E a eucaristia, mesmo no Natal, “é a Páscoa de Jesus que celebra, não o seu nascimento”.

A 21 de Dezembro de 2002, Lopes Morgado escreveu um poema, depois publicado no livro em minha memória (ed. Difusora Bíblica): “Parece que, outra vez, Jesus Menino/ terá, para nascer, que sair fora/ da aldeia panglobal banalizada./ Ou não? Ou é na gruta desta margem/ que ele, hoje, vai nascer? Onde o Natal?”

 

Colecção de presépios Evangelho da Vida

Centro Bíblico dos Capuchinhos

Av. Beato Nuno, 407 – Fátima

Obrigatória a marcação prévia por correio electrónico ou para os telefones 249 530 215 e 249 539 390.

 

(A segunda metade do texto adapta uma reportagem publicada em Dezembro de 2005 na revista Pública)

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