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Mensagem do MMTC no 1º de Maio

“A luta agora é pela vida”, dizem Trabalhadores Cristãos

| 29/04/2024

1º DE MAIO 2017 Lisboa

Uma manifestação do 1º de Maio Lisboa (2017). Foto © Rui Ornelas

Perante as ameaças do mundo atual, a luta dos trabalhadores vai “para além dos direitos laborais: a luta agora é pela vida”, defende o Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos (MMTC) na mensagem que difundiu a propósito da evocação do 1º de Maio. A mensagem, originariamente escrita pelo ramo brasileiro do MMTC e entretanto adotada internacionalmente, incluindo pela Liga Operária Católica em Portugal, abre lançando um olhar sobre a realidade presente.

“A humanidade está a viver o seu momento mais dramático desde a revolução industrial do século XVIII, e a vida no planeta nunca esteve tão ameaçada”, começa por afirmar a mensagem. Como ilustrações, o texto refere o consumismo, a “destruição acelerada da casa comum”, “a concentração da riqueza nas mãos de um por cento das famílias do mundo, o avanço do imperialismo e da sua indústria bélica, ou a apropriação dos recursos naturais dos povos da África, Ásia e América Latina”.

Num outro plano, o MMTC alerta para o “cenário assustador” que constitui também o controlo de milhares de milhões de pessoas por algoritmos, que as “levam a viver e acreditar num universo paralelo, onde as fake news se tornam ‘verdade’”. Esta realidade, na visão dos trabalhadores cristãos, cria “um terreno fértil para o fascismo”, exemplificando com o que aconteceu no Brasil de Bolsonaro, na Argentina atual, no Equador, em El Salvador, na Hungria e no avanço da extrema-direita na “Europa civilizada”.

“Os dirigentes sérios da classe trabalhadora, que representam de longe a maioria da população explorada do mundo, procuram saídas [para esse cenário assustador], porque compreendem que este é um momento de viragem na história”, acrescenta a mensagem.

Para o MMTC, a Boa Nova continua a ser “a fonte de inspiração, levando adiante o projeto de Jesus e ligando-o a outros movimentos” sociais, referindo, a título de exemplo, a luta dos povos indígenas, a luta essencial pela defesa do ambiente e pela democracia participativa, a luta “por um rendimento mínimo universal e, consequentemente, pela tributação dos mais ricos e, acima de tudo, as lutas contra o genocídio do povo palestiniano e contra o massacre de outros povos que ocorrem em diferentes partes do mundo”.

É a reflexão e a mobilização em torno destes desafios que dá sentido a este Dia dos Trabalhadores, para o qual a mensagem convoca “todos os militantes do MMTC envolvidos nos diferentes movimentos nos locais onde vivem”.

“Os tempos são difíceis, a vida corre perigo, mas o futuro da humanidade está nas mentes e nas mãos dos trabalhadores organizados e unidos”, remata o MMTC.

 

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