A luta de Cristina Tavares contra “uma grande injustiça”

| 17 Jan 19

Tinha 13 anos quando o pai lhe arranjou o primeiro emprego numa fábrica de cortiça. Hoje, a poucos dias de completar 48, Cristina Tavares luta para que a deixem continuar a exercer a sua profissão. Na Fernando Couto Cortiças, empresa do concelho de Santa Maria da Feira que a contratou em 2008, já a despediram duas vezes, uma alegando que o seu posto de trabalho tinha sido extinto, outra (na semana passada) acusando-a de difamação. Mas a operária considera-se alvo de “uma grande injustiça” e decidiu batalhar para repor a verdade e manter o seu emprego. Tem recebido o apoio do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (SOCN) e da CGTP, que marcaram para o próximo sábado uma marcha solidária, na qual estarão também presentes elementos da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC).

Uma família de corticeiros

Cristina aprendeu os segredos das rolhas de cortiça com uma irmã, que todos os dias chegava a casa da fábrica e espalhava umas quantas na mesa da cozinha. Nessa altura, estava a terminar o sexto ano e ainda tinha esperança de poder continuar na escola. “Como eu era a mais nova de seis irmãos e já todos trabalhavam na cortiça, a minha mãe e a minha tia tentaram convencer o meu pai a deixar-me pelo menos a mim prosseguir os estudos, mas ele disse que, se não tinha deixado os outros filhos, também não o faria comigo”, recorda. Cristina Tavares não se revoltou com a decisão. Abraçou a profissão de escolhedora de rolhas e garante, com orgulho, que sempre foi “uma boa profissional”.

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