À Margem

Desta vez, o Papa desiludiu?

Desta vez, o Papa desiludiu?

Francisco é o primeiro a admitir que as mulheres continuam hoje, em muitos locais e circunstâncias, a ser “diáconos”. Faz sentido que seja negada às mulheres a graça sacramental da ordenação, em vez de celebrado e apoiado esse magistério que tão bem podem exercer – e que a Igreja Católica tanto precisa que exerçam?

Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?

Tragédia de Gaza: quem quer calar a revolta dos jovens?

Os mais trágicos acontecimentos, como o que ocorre neste momento em Gaza, são frequentemente cenários em que, a par das mais primitivas e aviltantes formas de mal, se descobrem sinais da grandeza da alma humana. Essa grandeza expressa-se em gestos e testemunhos de quem é capaz de vencer a indiferença e o medo, arriscando o futuro e até a própria vida.

É o 25 de Abril e isso nos basta!

É o 25 de Abril e isso nos basta!

O 25 de Abril anda escondido por detrás dos balanços que dele fazemos. Daquilo que depois dele conseguimos concretizar e do que não fomos capazes de realizar. Incluindo o que ainda hoje continua por resolver na nossa sociedade ou nela emerge para nossa desgraça.

A Poesia na Rua

A Poesia na Rua

“É preciso ajudar. Ajudar quem gostaria que a poesia estivesse na rua, que a alegria fosse um privilégio de todos. Ajudá-los contra os que lubrificam a máquina do cinismo e do ódio.” – A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, na rubrica À Margem desta semana.

Serão os cristãos uns inúteis?

Serão os cristãos uns inúteis?

Para quem o quer ser verdadeiramente, ser cristão é lixado. Perdoem-me o vernáculo, mas é mesmo. De que serve ir à missa, se se sai da igreja e aquilo que lá dentro se experimenta não se repercute no modo de ser em família, no trabalho, na vida?

Perder a guerra, ganhar a paz

Perder a guerra, ganhar a paz

Estaremos já adormecidos pelas guerras? E os crentes, onde andam? Aproximamo-nos das eleições para o Parlamento Europeu. Essa chamada à escolha democrática deveria provocar já, das igrejas cristãs e das restantes comunidades religiosas um papel mais interveniente.

Se queres a guerra, despreza a paz

Se queres a guerra, despreza a paz

“A geração que hoje dirige o Ocidente dá a impressão de ter aprendido pouco ou nada do que a Europa e o mundo viveram na primeira metade do séc. XX, a ponto de começar a ser descabido ou mesmo perigoso procurar caminhos de paz.” A reflexão de Manuel Pinto, no À Margem desta semana.

O perigo dos ressentimentos

O perigo dos ressentimentos

No final dos anos 1960, o 25 Abril era ainda um sonho distante e Carlos fugiu para França por se negar a ir à tropa e por alguns problemas com a PIDE. Fez de Paris o refúgio, impedido de visitar Portugal. Era cuidadoso, desconfiado e evitava criar rotinas visíveis. Só depois do 25 de Abril abriu a porta de casa a alguns (poucos) amigos…

Sem consensos, graças a Deus

Sem consensos, graças a Deus

“O ‘confrontacionismo’ exacerbado que se instalou na vida pública em Portugal começa a mostrar-se tão irredutível como o que singra noutras sociedades ocidentais. O seu maior veneno radica nas minorias que não aceitam derrotas.” A reflexão de Jorge Wemans, no À Margem desta semana.

O ressentimento não melhora o país

O ressentimento não melhora o país

“O ressentimento é hoje um sentimento amplamente partilhado. Experimentado por muitos, o ressentimento é também bastante fomentado e instrumentalizado, designadamente pelos que julgam poder obter benefícios políticos ao assanhar emoções – através das redes sociais, sobretudo – e devastar a concórdia cívica.” A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, no À Margem desta semana.

A pergunta que temos de fazer… e a resposta que muda tudo

A pergunta que temos de fazer… e a resposta que muda tudo

Se há dois anos, precisamente no dia 23 de fevereiro, alguém vos tivesse dito que a Rússia estava prestes a invadir a Ucrânia, teriam acreditado? E agora, passados dois anos, continuam a espantar-se com esta guerra, ou estão literalmente fartos de saber dela e quase ousam esquecê-la?

Sinais de inquietação: a parte que nos cabe

Sinais de inquietação: a parte que nos cabe

Não faltam, nos dias que correm, motivos para as cidadãs e os cidadãos atentos estarem preocupados. Aproximam-se momentos decisivos quanto ao futuro, nomeadamente com as eleições legislativas de 10 de março e, três meses mais tarde, as eleições para o Parlamento Europeu.

Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!

Extermínio na Faixa de Gaza: não esqueceremos!

A violência inominável com que as forças armadas israelitas têm levado a cabo o extermínio do povo palestino que habitava Gaza não tem paralelo com qualquer outra guerra contemporânea. A teoria que suporta o genocídio em curso é conhecida e há muito que foi desenvolvida nas altas esferas militares israelitas. Nunca se pensou que pudesse ser levada a cabo. Está a acontecer.

Menos deslumbramento pela tecnologia e mais respeito pelas pessoas

Menos deslumbramento pela tecnologia e mais respeito pelas pessoas

A história não era, até há pouco, amplamente conhecida. Terá começado antes do fim do século XX e prolongar-se-ia pela primeira década e meia do século seguinte. Durante este período, muitos chefes de postos de correio britânicos localizados em pequenas cidades ou em áreas rurais foram sendo acusados de roubo, fraude e falsificação de contabilidade financeira. As incriminações eram simples e iguais: tinham subtraído dinheiro das contas bancárias dos postos de correio que dirigiam.

Eu, gulosa, me confesso

Eu, gulosa, me confesso

Quando me perguntam se gosto de comer, apetece-me responder como os miúdos, quando começam a aprender as subtilezas da língua: “Eu não gosto… [Pausa dramática] Eu adoro comer!”. Mas porque escrevo isto? Porque o Papa tem dedicado as suas catequeses semanais aos vícios e às virtudes. E a desta quarta-feira foi sobre – adivinhem – a gula, pois claro. Que não é considerada uma virtude.

Para acabar com o inferno de Gaza

Para acabar com o inferno de Gaza

Como sair disto? As palavras não são minhas: “O ataque criminoso a Gaza não resolverá o massacre atroz que o Hamas executou.” E a solução para o conflito entre Israel e Palestina, não virá de “políticos corruptos” em Israel ou do Hamas. “Virá de nós, filhos e filhas das duas nações.”

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

O grande desafio da educação para a paz passa por olhar o outro, os outros – pessoas, grupos, povos – como enriquecimento, em vez de ameaça; querer conhecer melhor as suas culturas e anseios, em vez de me fechar numa atitude autorreferencial; “escutar com o coração”, como sugeria recentemente o Papa Francisco, em lugar de apenas ouvir; e aprender a fazer caminho com os outros, em vez de à revelia dos outros. Por aí se poderá desatar o nó cego do “grande problema”.

Somos cúmplices da desumanidade

Somos cúmplices da desumanidade

Há uma rusga, uma inspeção, e os jornais enchem-se de títulos entre o sensacionalismo e o déjà vu.  É notícia de abertura em todos os noticiários. De cada vez que tal acontece, existe sempre a esperança de que o assunto seja por fim discutido e levado a sério; que apareçam os comentadores de serviço a analisar o problema; que as diferentes organizações levantem a voz em defesa da humanidade. Pura ilusão. Na verdade, somos todos cúmplices de um crime que se perpetua.

Advento

Advento

Que esperam os católicos neste Natal de 2023? A pergunta está mal formulada. Recomecemos então: Quem esperam os católicos neste Natal de 2023? Sabemos a resposta em várias declinações: o menino Jesus; Deus incarnado; Deus feito homem; Deus connosco. Sim, mas que esperança concreta comporta esse advento, essa vinda que os cristãos celebram como já tendo acontecido na história, mas que dizem estar ainda para a frente, como vinda salvadora que põe fim à história?

Para grandes males do Planeta, grandes remédios do Papa

Para grandes males do Planeta, grandes remédios do Papa

Além das “indispensáveis decisões políticas”, o Papa propõe “uma mudança generalizada do estilo de vida irresponsável ligado ao modelo ocidental”, o que teria um impacto significativo a longo prazo. É preciso “mudar os hábitos pessoais, familiares e comunitários”. É necessário escapar a uma vida totalmente capturada pelo imaginário consumista.

O martírio de Rolando, bispo de Matagalpa

À margem

O martírio de Rolando, bispo de Matagalpa

Era um sábado, aquele 2 de abril de 2011. Ainda ele não tinha chegado a Matagalpa, já os fiéis mais curiosos se começavam a juntar nas bordas da estrada que vinha de Manágua, na direção do interior do país. As bandas de música marcavam presença e algumas casas comerciais haviam colocado colunas com música de louvor à Virgem e afixado imagens do Papa e do novo bispo. Rolando era o seu nome. Rolando Alvarez Lagos.

Será possível falar da guerra construindo a paz?

Será possível falar da guerra construindo a paz?

Falar da paz não é fácil. Nestes tempos conturbados e disruptivos, é bem mais fácil falar da guerra, é mais fácil tomar partido por um dos lados. Pelo menos no que toca às guerras mediaticamente interessantes, ou seja, onde haja interesses geoestratégicos em jogo, porque as muitas outras guerras e os seus mortos continuam esquecidas e condenadas ao silêncio.

A arte de silenciar todos os alarmes

A arte de silenciar todos os alarmes

Relatórios. Cálculos. Números. Alarmes. Alarmes? – Pancada neles que queremos continuar na nossa sonolenta modorra com toda a tranquilidade! Essa é a questão, a grande questão: por que razão o conhecimento desperta uns e mantém outros de olhos fechados? Como se vence a vontade de nos mantermos de olhos fechados por sabermos que se abrimos os olhos algo teremos de mudar nos nossos comportamentos, prioridades e modos de vida?

Guerras de irmãos

Guerras de irmãos

Como o protagonista cinematográfico que torna inofensivo o engenho explosivo que tem perante si, Jonathan Sacks lê os textos bíblicos mais desabridos, particularmente aqueles que se centram na rivalidade fraterna (Caim e Abel, Isaac e Ismael, Jacob e Esaú, Lia e Raquel, José e os seus irmãos), interpretando-os de modo a extirpar-lhes o ressentimento e o ódio que suscitaram a animosidade entre judeus, cristãos e muçulmanos e a exemplificar como da hostilidade se pode evoluir até à reconciliação.

Afinal, há vizinhos em Israel e em Gaza

Afinal, há vizinhos em Israel e em Gaza

Não compreendo – não posso compreender – o que se passa no Médio Oriente. Não ouso tomar partidos, não tenho a solução para o conflito. Mas ouso achar que compreendi as palavras de um jovem judeu israelita e que vislumbrei nelas um caminho para a paz. Um caminho a ser traçado pela nova geração e pelo diálogo inter-religioso.

Há menos países a aplicar a pena de morte, mas número de execuções foi o mais elevado em quase uma década

Relatório 2023

Há menos países a aplicar a pena de morte, mas número de execuções foi o mais elevado em quase uma década novidade

A Amnistia Internacional (AI) divulgou na madrugada desta quarta-feira, 29 de maio, o seu relatório anual sobre a aplicação da pena de morte a nível mundial, que mostra que em 2023 “ocorreram 1.153 execuções, o que representa um aumento de mais de 30 por cento em relação a 2022”, sendo que “este valor não tem em conta os milhares de execuções que se crê terem sido realizados na China”. Este “foi o valor mais alto registado” pela organização “desde 2015, ano em que houve 1.634 pessoas executadas”.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Há uma “nova vaga de terror contra os cristãos” no Paquistão

Ataques sucedem-se

Há uma “nova vaga de terror contra os cristãos” no Paquistão novidade

O recente ataque a um cristão falsamente acusado de ter queimado páginas do Corão, por uma multidão muçulmana enfurecida, no Paquistão, desencadeou “uma nova vaga de terror” contra a minoria religiosa no país. Depois deste incidente, que aconteceu no passado sábado, 25 de maio, já foram registados outros dois ataques devido a alegados atos de “blasfémia” por parte de cristãos.

A memória presente em pequenas tábuas

Museu Abade de Baçal

A memória presente em pequenas tábuas novidade

“Segundo uma Promessa” é o título da exposição inaugurada a 18 de maio no Museu Abade de Baçal, em Bragança, e composta por uma centena de pequenos ex-votos, registados em tábuas, que descrevem o autor e o recetor de vários milagres, ao longo dos séculos XVIII e XIX. “O museu tem a obrigação de divulgar e de mostrar ao público algum do património que está disperso pela diocese de Bragança-Miranda”, disse ao 7MONTES Jorge Costa, diretor do museu.

A cor do racismo

A cor do racismo novidade

O que espero de todos é que nos tornemos cada vez mais gente de bem. O que espero dos que tolamente se afirmam como “portugueses de bem” é que se deem conta do ridículo e da pobreza de espírito que ostentam. E que não se armem em cristãos, porque o Cristianismo está nas antípodas das ideias perigosas que propõem.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This