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A Morte: leituras da humana condição – um congresso em Guimarães

A Morte: leituras da humana condição – um congresso em Guimarães

by | 7 Fev 19 | Sociedade, Últimas

Reflectir sobre o tema da morte convocando os saberes e as experiências da antropologia, das artes, ciências da saúde, comunicação, direito, ecologia, economia, filosofia, história, política, psicologia, sociologia, teologia, urbanismo e outros campos é o objectivo do I Congresso Internacional A Morte: Leituras da Humana Condição, que se realiza entre 21 e 24 de Fevereiro, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

O Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização (IEAC-GO), que organiza o congresso em parceria com Câmara Municipal de Guimarães, afirma pretender que a iniciativa ajude a equacionar o que pode acontecer a uma sociedade “em que a morte passa do estatuto de fundamento ontológico (um fenómeno natural) ao de simples contingência histórica (um evento a evitar a todo o custo)”.

Os cerca de setenta oradores – entre os quais muitos académicos, jornalistas e religiosos – apresentarão as mais distintas perspectivas sobre o tema, a começar por “as definições de morte”, estabelecidas por Sofia Reimão, professora de Imagiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e “morte e humor”, título da intervenção do humorista Ricardo Araújo Pereira, que intervirão na sessão plenária inaugural, até “a morte entre os povos Bantu de Angola – uma perspetiva antropossociológica”, assunto a tratar na conferência de encerramento por Victor Kajibanga, professor da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e presidente da Sociedade Angolana de Sociologia. Pelo meio, Luciano Manicardi, prior da comunidade monástica de Bose, em Itália, outro dos convidados estrangeiros, falará sobre “memória do limite: a condição humana na sociedade pós-mortal”.

O Congresso incluirá ainda três noites culturais, no auditório do Centro Cultural Vila Flor: no dia 21 passa o filme Wit – Uma lição de vida, com um debate coordenado pelo crítico Paulo Miguel Martins; dia 22, João Gil, Luís Represas e Manuel Rebelo interpretam a Missa Brevis; dia 23, será gravado o programa de rádio E Deus Criou o Mundo, da Antena 1. O dia 24 completa este âmbito, com três itinerários (histórico, ambiental e arquitectónico) de visitas culturais propostos pela câmara.

Programa completo e outras informações complementares podem ser encontradas aqui. 

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O padre Telmo Ferraz [da Obra da Rua/Casa do Gaiato] nasceu na aldeia de Bruçó, Mogadouro. Pertencia à Diocese de Bragança e Miranda. Ordenou-se em 1951. Foi pároco em algumas paróquias da diocese, trabalhando na Barragem do Picote, onde desenvolveu uma pastoral humanitária junto dos operários.

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No radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

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