7MARGENS publica reportagem vídeo

A música original e ao vivo e a reportagem integral d’“A Lista do Padre Carreira”

| 18 Jun 2023

O padre Joaquim Carreira salvou cerca de duas centenas de pessoas durante a ocupação nazi de Roma. Distinguido com o título de “Justo Entre as Nações”, uma reportagem do 7MARGENS em parceria com a TVI trouxe a sua história para a televisão. Publicamos aqui o vídeo, falando das peças originais compostas para a reportagem e da música gravada ao vivo.

 

Relatório do padre Joaquim Carreira com a lista de nomes de pessoas “perseguidas na base de leis injustas e desumanas” às quais deu a quem deu "asilo e hospitalidade”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

Relatório do padre Joaquim Carreira com a lista de nomes de pessoas “perseguidas na base de leis injustas e desumanas” às quais deu a quem deu “asilo e hospitalidade”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

 

Uma oração que dá lugar a um diálogo e conforto entre as almas perdidas e à esperança de libertação do horror; uma tradução de “todo o desespero das pessoas que eram colocadas nos vagões” que conduziam ao extermínio, mas com um “foco na luz ao fundo do túnel, que não é a morte, mas uma esperança que está nas pessoas que acolhem, que dão a mão”; e ainda um sentido de “Primavera, de esperança de que, a seguir a algo muito árido, muito triste, virão dias melhores”.

A Lista do Padre Carreira, a reportagem feita em parceria entre o 7MARGENS e a TVI/CNN Portugal, inclui três peças musicais originais, compostas expressamente para este trabalho jornalístico, e registos de um concerto realizado em Lisboa e incorporado também no processo de realização da reportagem. Também o tema do filme A Lista de Schindler foi tocado ao vivo para esta reportagem, junto do túmulo onde se encontram os restos mortais do padre Joaquim Carreira. No final deste texto, pode ver-se a versão integral da reportagem (na TVI foi emitida uma versão com menos cerca de quatro minutos).

Revelando alguns documentos inéditos, A Lista do Padre Carreira, que teve a co-autoria do jornalista Joaquim Franco, conta o que se passou no Pontifício Colégio Português, de Roma, durante o ano lectivo de 1943-44. Com a ocupação nazi da capital italiana, numa altura em que os Aliados já entravam em Itália pelo Sul do país, o reitor da casa onde ficam alojados os padres que vão estudar para a capital italiana deu “asilo e hospitalidade” a cerca de meia centena de pessoas “perseguidas na base de leis injustas e desumanas”, entre as quais antifascistas, judeus, partigiani e outros resistentes.

 

“A pessoa mais extraordinária que alguma vez conheci”

 

Luigi Priolo no seu regresso ao edifício onde esteve meses refugiado: o padre Carreira tinha de “ter uma coragem infinita”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira

Luigi Priolo no seu regresso ao edifício onde esteve meses refugiado: o padre Carreira tinha de “ter uma coragem infinita”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira

 

O mais jovem refugiado do colégio, Luigi Priolo, então um estudante com 14-15 anos, terá ido para Roma por vontade dos pais, para ficar longe dos bombardeamentos que atingiam o Sul do país – o pai era autarca socialista em Reggio Calabria. Passados 79 anos sobre os acontecimentos, Luigi Priolo regressou ao antigo edifício do Colégio, que hoje é escritório de uma multinacional da moda e residência da proprietária do palacete – o Palácio Alberini, do século XVI, situado muito perto do Castel Sant’Angelo, em Roma.

Joaquim Carreira “era a pessoa mais extraordinária que alguma vez conheci”, dizia Priolo em Roma, em Novembro do ano passado, numa das imagens que aparece na reportagem, e na qual recorda os meses que passou no Colégio – incluindo o ter aprendido a jogar à sueca com os padres portugueses. “Porque para fazer aquilo que ele fez, a ajuda que deu aos outros, tem de se ter uma coragem infinita. Porque os nossos ‘amigos’ alemães não brincavam…”

Foi no final do ano lectivo, em Julho de 1944, que o padre Carreira escreveu o relatório escolar da instituição, onde incluiu uma lista com 38 nomes de pessoas a quem concedera “asilo e hospitalidade” por serem “perseguidas na base de leis injustas e desumanas”. Os elementos essenciais da história foram já recordados pelo 7MARGENS.

Além das pessoas que salvou na casa que dirigia, o padre Carreira ajudou a esconder mais cerca de centena e meia de mulheres e crianças em casas religiosas femininas. O que significa que terá ajudado a salvar pelo menos cerca de duas centenas de pessoas.

 

O quarto “Justo Entre as Nações” de Portugal

 

Elio Cittone, o judeu cujo testemunho permitiu ao Yad Vashem declarar Carreira como “Justo Entre as Nações”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

Elio Cittone, o judeu cujo testemunho permitiu ao Yad Vashem declarar Carreira como “Justo Entre as Nações”. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

 

Entre os refugiados estava um jovem judeu, Elio Cittone, que para ali foi com o pai e o tio, vindos de Milão, onde a perseguição aos judeus se intensificava. Foi o testemunho de Elio Cittone, depois da primeira reportagem publicada sobre o padre Carreira, em 2012 (que pode ser lida no Religionline e, numa versão mais longa, no livro A Lista do Padre Carreira) que levou o Yad Vashem – Centro Mundial para a Memória do Holocausto (Jerusalém) a declarar Carreira, no final de 2014, como “Justo Entre as Nações”. Esse título distingue as pessoas que, durante a Segunda Guerra Mundial, salvaram judeus arriscando as suas vidas e sem esperar qualquer recompensa.

Por ocasião da entrega da medalha de “Justo”, em Abril de 2015 na Sinagoga de Lisboa, a Assembleia da República aprovou um voto de louvor aquele que se tornou o quarto “Justo” português – a par dos diplomatas Aristides Sousa Mendes (que em Bordéus, em Junho de 1940, concedeu vistos a milhares de judeus em fuga) e Carlos Sampaio Garrido (em Budapeste, em 1944, ajudou a salvar perto de um milhar de judeus); e do emigrante em França José Brito Mendes (Paris, 1941-44), que acolheu uma criança judia.

Dezenas de cartas de refugiados, guardadas no arquivo do Colégio Pontifício, são testemunhas directas da gratidão dos refugiados para com o jovem padre nascido em 8 de Setembro de 1908 no lugar de Souto de Cima, da freguesia da Caranguejeira (Leiria), filho de Inácia e (também) Joaquim Carreira. O padre português morreu em 7 de Dezembro de 1981 em Roma e 20 anos depois o corpo foi trasladado para a Caranguejeira, com a urna a ser acompanhada pelo sobrinho, o também padre João Carreira Mónico, que publicou uma biografia do tio.

Um documento inédito revelado pela reportagem mostra que o padre Joaquim Carreira foi convidado pelo então bispo de Leiria, João Pereira Venâncio, para ser reitor do Santuário de Fátima: “…peço-te que me não digas que não: vem ocupar o lugar de Reitor do Santuário” de Fátima, pedia o bispo, em Setembro de 1970, quando o antigo reitor do Pontifício Colégio era assistente eclesiástico da Embaixada de Portugal junto da Santa Sé.

Na reportagem, debate-se ainda o papel do Papa Pio XII, com os historiadores Andrea Riccardi (católico, fundador da Comunidade de Sant’Egídio e um dos especialistas no pontificado de Pacelli) e Silvia Haia Antonnuci (judia, responsável do Arquivo da Sinagoga de Roma) a apresentarem argumentos sobre como se pode olhar para o papel do Papa que atravessou todo o período da Segunda Guerra Mundial. Um terço dos 750 conventos e casas católicas da cidade esconderam naqueles meses mais de quatro mil judeus, cerca de um terço da comunidade.

 

Músicas inéditas e gravadas ao vivo

 

O Trio de Cordas Artemisia, de Itália, no concerto no Museu da Música (Lisboa) no Dia de Memória das Vítimas de Holocausto (27 Janeiro 2023), no âmbito da reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira

O Trio de Cordas Artemisia, de Itália, no concerto no Museu da Música (Lisboa) no Dia de Memória das Vítimas de Holocausto (27 Janeiro 2023), no âmbito da reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira

 

É na banda sonora original que a reportagem tem outro dos seus elementos inovadores: há três peças inéditas, compostas pelo italiano Anton Giulio Priolo, filho de Luigo Priolo, Ana Fura e Celina Ladeiro, ambas ligadas à comunidade católica da Amadora. Além disso, a reportagem inclui música gravada ao vivo em Lisboa, no Dia em Memória das Vítimas do Holocausto (27 de Janeiro último) pelo Trio de Cordas Artemisia, composto pela violinista Elisa Eleonora Papandrea, nora de Luigi Priolo, Domenica Pugliese na viola e Daniela Petracchi no violoncelo.

O Artemisia foi formado em 2020 e já acutou também em versões de quarteto com piano e quarteto com flauta. Apesar das dificuldades dos últimos anos, actuou em importantes festivais e temporadas de concertos em Itália e no estrangeiro e gravou várias peças em vídeo.

As Palavras Perdidas, o inédito que Anton Giulio Priolo (Roma, 1966) compôs para o concerto em Lisboa – e que abre a reportagem – é uma peça em três andamentos: Oração, Na mente e no coração e Para além do muro. “O primeiro andamento é uma verdadeira oração, com uma melodia muito rarefeita e espiritual”, descreve o autor ao 7MARGENS. “O segundo andamento explora uma pequena célula temática que se repete e desenvolve entre as três cordas, quase como se quisesse insinuar um diálogo estreito e um conforto mútuo entre as almas perdidas.” Finalmente, o terceiro andamento “representa a possível ruptura: com um desenvolvimento mais vivo, a mesma célula temática é utilizada como elemento de esperança e de libertação do horror”.

Com a suite para trio de cordas As Palavras Perdidas, ou The Lost Words, Anton Giulio Priolo pretendeu homenagear não só as vítimas do Holocausto, mas também “recordar, por extensão, as vítimas de todas as guerras”. O trabalho de Priolo abrange vários géneros musicais, que vão do jazz à música clássica e popular: música de câmara ou para orquestra, escrita para cinema e teatro, arranjos e orquestrações. A Threepenny in the dark – Fantasia sobre um tema de Kurt Weill, para trio de clarinete, violino e piano, teve inúmeras solicitações e foi tocada em múltiplos concertos, e foi adquirida recentemente pela Fundação Kurt Weill de Nova Iorque.

 

Ana Fura, flautista, executando Primavera, a peça que compôs para a reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

Ana Fura, flautista, executando Primavera, a peça que compôs para a reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

 

A flautista Ana Fura, 53 anos, foi a Itália buscar a sugestão para Primavera. Assistente de direcção de uma escola no Estoril, começou aos 6 anos a tocar flauta, tendo frequentado a Academia de Música de Lisboa e o Conservatório, onde ainda estudou viola de arco e oboé. Mas foi uma experiência de teatro no grupo de jovens da paróquia católica da Amadora que a inspirou: uma vez, o grupo encenou um texto a partir do livro Se Isto É Um Homem, onde Levi descreve a sua experiência no campo de extermínio de Auschwitz. “Deparámos com muita coisa horrível que mexeu connosco, mesmo não tendo sido directamente vivido por nós”, recorda. Depois de ter visto imagens da reportagem recolhidas em Itália, de ter como referência o hino Bella Ciao (também tocado ao vivo por ela e por Celina Ladeiro) e cânticos da comunidade de Taizé, começou a trautear a música que lhe surgiu na cabeça: “Veio com a ideia de que haverá sempre a esperança de que, a seguir a algo muito árido, muito triste, virão dias melhores.”

“Foi muito bom poder criar algo que espero que toque as pessoas”, diz. “Muita gente pensa que histórias como as do padre Carreira são algo do passado. Mas creio que há mais gente por aí, que sacrifica a sua vida para salvar vidas de outros, no anonimato.” E acrescenta que isso é ainda mais actual “agora com a horrível guerra da Ucrânia e todas as outras guerras que não são trazidas à baila, como a do Sudão”… Por isso “é importante lembrar que, perante as atrocidades, haverá sempre alguém que tem o coração aberto para minimizar estragos.”

 

Celina Ladeiro, acordeonista, executando A Libertação, a peça que compôs para a reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

Celina Ladeiro, acordeonista, executando A Libertação, a peça que compôs para a reportagem. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

 

Celina Ladeiro, 47 anos, admite que a sua vida não é a música e “claramente a inspiração” para a sua A Libertação foram as imagens iniciais que viu da reportagem, feitas em Milão e Roma: nomeadamente os vagões que levavam os judeus para a morte, a entrevista a Luigi Priolo.

Chefe de equipa de gestão de projectos no Turismo de Portugal, Celina começou aos 3 anos a interessar-se por música, quando o pai lhe ofereceu um teclado. Aos 12 entrou numa escola de música, a professora desafiou-a a experimentar o acordeão de teclas, mas acabaria por achar “mais piada ao acordeão de botões”.

“Um dia expulsei a família da sala e tentei criar qualquer coisa”, conta, sobre o processo de criação. “A dureza do que se passou, todo o desespero das pessoas que eram colocadas nos vagões” inspirou-a. Por isso a composição começa “com o desespero, a tristeza, a angústia, mas o foco é a luz ao fundo do túnel, a esperança que está nas pessoas que acolhem, que dão a mão, como o padre Carreira, que arriscou a vida para salvar pessoas que não eram culpadas de coisa nenhuma”.

Celina ficou “muito contente” com o resultado da sua peça aliada à reportagem: “É muito actual, atendendo ao que se vai passando na guerra da Ucrânia e aos extremismos que vemos a ganhar força”, diz. “É bom que não nos esqueçamos nunca do que aconteceu e na importância que pessoas como o padre Carreira tiveram na manutenção de uma esperança e de um foco.”

 

Peças judaicas e uma homenagem musical no cemitério

 

O casal Elisa Eleonora Papandrea e Anton Giulio Priolo no cemitério dos Soutos (Caranguejeira, Leiria), onde o padre Joaquim Carreira está sepultado, tocando o tema de A Lista de Schindler. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

O casal Elisa Eleonora Papandrea e Anton Giulio Priolo no cemitério dos Soutos (Caranguejeira, Leiria), onde o padre Joaquim Carreira está sepultado, tocando o tema de A Lista de Schindler. Imagem da reportagem A Lista do Padre Carreira.

 

No dia 27 de Janeiro, no concerto do Artemisia String Trio no Museu da Música, em Lisboa, Elisa Eleonora Papandrea, Domenica Pugliese e Daniela Petracchi tocaram um repertório, escolhido por Anton Giulio Priolo e por elas, que evocava uma das maiores tragédias da história da humanidade.

De Mario Castelnuovo-Tedesco (Florença 1895-Los Angeles 1968), o Artemisia executou o segundo andamento de Nenia (op. 147). Judeu italiano, Castelnuovo-Tedesco trabalhou intensamente no período entre as duas guerras mundiais, recorda Priolo nas notas ao programa. Em 1939, as leis raciais em Itália forçaram-no a emigrar para os Estados Unidos. De Reiner Kuttenberger, nascido em Saarbrücken (Alemanha), o trio tocou Habdala, uma canção yiddish tradicional de música klezmer – ou seja, da música levada da Europa de Leste para os EUA no final do século XIX e início do século XX pelas comunidades judaicas. Habdala, inicialmente composta para clarinete, violino e piano, foi adaptada para trio de cordas por Anton Giulio Priolo para esta ocasião e recorda a Havdala, a cerimónia religiosa no final do Sabbath.

Ainda do universo judaico, Papirossen, de Herman Yablokoff (Bielorrússia 1903-Nova Iorque 1981) traduz os múltiplos talentos do autor, que foi actor, encenador, dramaturgo, compositor e produtor e emigrou para os EUA na década de 1920, tornando-se uma das personalidades mais importantes do teatro iídiche americano nos anos 1930/1940. Papirosn em iídiche (ou Papirossen, cigarros), da peça com o mesmo nome, é a sua canção mais famosa e provavelmente uma adaptação de uma melodia folclórica da Europa de Leste, possivelmente búlgara. Conta a história de um rapaz judeu que não encontra compradores para os cigarros que vende na rua e, por isso, está condenado a morrer à fome, explica Priolo, que também retrabalhou a peça, nas notas do concerto.

Do programa, fizeram ainda parte La Follia (Op. 1, RV 63, Vivaldi), La Vita è Bella (Nicola Piovani, da banda sonora do filme de Roberto Begnini com o mesmo título), e A Lista de Schindler (John Williams), tema do filme de Steven Spielberg com o mesmo título. Esta peça foi ainda executada no dia 28 de Janeiro, pelo casal Elisa Eleonora Papandrea e Anton Giulio Priolo no cemitério dos Soutos, da Caranguejeira (Leiria), onde o padre Joaquim Carreira está sepultado.

 

A reportagem A Lista do Padre Carreira pode ser vista a seguir. A ficha técnica, bem como os apoios para este trabalho, estão indicados nos créditos finais.

 

sobre as águas

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Breve comentário do p. António Pedro Monteiro aos textos bíblicos lidos em comunidade, no Domingo XII do Tempo Comum B. ⁠Hospital de Santa Marta⁠, Lisboa, 22 de Junho de 2024.

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Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Na Casa de Oração Santa Rafaela Maria

Uma tarde para aprender a “estar neste mundo como num grande templo”

Estamos neste mundo, não há dúvida. Mas como nos relacionamos com ele? E qual o nosso papel nele? “Estou neste mundo como num grande templo”, disse Santa Rafaela Maria, fundadora das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em 1905. A frase continua a inspirar as religiosas da congregação e, neste ano em que assinalam o centenário da sua morte, “a mensagem não podia ser mais atual”, garante a irmã Irene Guia ao 7MARGENS. Por isso, foi escolhida para servir de mote a uma tarde de reflexão para a qual todos estão convidados. Será este sábado, às 15 horas, na Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, e as inscrições ainda estão abertas.

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