A pacifista Mafalda e as armas nucleares

| 22 Jan 2021

As armas nucleares foram um sério e persistente motivo de preocupação para Mafalda, a menina criada por Quino. Em várias circunstâncias, a pacifista Mafalda partilha um medo mundialmente vivenciado durante o período da Guerra Fria, mostra a irracionalidade da escalada armamentista e enaltece a paz.

O relevante papel de Mafalda – ou, se se preferir, da tomada de posição de Quino – para a construção de uma consciência comum contra o belicismo é amplamente reconhecido e foi objecto de diversos trabalhos universitários.

A aparente inocência infantil de Mafalda dissimula uma argutíssima observadora das pequenas questões quotidianas e dos grandes problemas do mundo. Com uma sofisticada ironia, a simpática Mafalda, que não gosta de comer sopa, fala-nos ainda hoje de grandes temas como, por exemplo, a discriminação da mulher, os abusos do poder, designadamente político, ou os malefícios do capitalismo.

Perante cada problema, Mafalda oferece uma receita simples para o resolver. Esse apelo à simplicidade e ao bom senso é ainda hoje um modo avisado de promover o bem comum e de resistir a tudo o que o possa prejudicar ou impedir.

 

No final de uma semana em que o 7MARGENS dedicou vários textos à questão das armas nucleares, e que incluiu uma entrevista ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a propósito da entrada em vigor do Tratado de proibição das Armas Nucleares, nada melhor que encerrar a série com a referência às mensagens aparentemente infantis de Mafalda e dos seus apelos a um mundo sem armas.

Imagens extraídas de O medo e o risível da guerra fria representados nas tiras de Mafalda e no filme Dr. Strangelove, trabalho de Rafael Cardoso Rodrigues, apresentado na Universidade Estadual de Londrina.

 

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver

40ª viagem apostólica

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O Papa acaba de embarcar naquela que tem sido descrita como uma das viagens mais ousadas do seu pontificado, mas cujos riscos associados não foram motivo suficiente para que abdicasse de a fazer. Apesar dos problemas de saúde que o obrigaram a adiá-la, Francisco insistiu sempre que queria ir à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul. Mais do que uma viagem, esta é uma missão de paz. E no Congo, em particular, onde os conflitos já custaram a vida de mais de seis milhões de pessoas e cuja região leste tem sido atingida por uma violência sem precedentes, a presença do Papa será determinante para mostrar a toda a comunidade internacional aquilo que ela parece não querer ver.

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Quando ambos falamos de realização humana, talvez estejamos a referir-nos a coisas diferentes. Decerto que uma pessoa com deficiência pode ser feliz, se for amada e tiver ao seu alcance um ambiente propício à atribuição de sentido para a sua existência. No entanto, isso não exclui o facto da deficiência ser uma inegável limitação a algumas capacidades que se espera que todos os seres humanos tenham (e aqui não falo de deficiência no sentido da nossa imperfeição geral).

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