2021-2022, marcas do tempo (3)

A pandemia do nosso descontentamento

| 29 Dez 2021

covid-19 mulher a usar mascara e a rezar foto direitos reservados

“De modo ainda mais flagrante do que já fora notório em 2020, este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo”. Foto: Direitos reservados.

 

O segundo ano da pandemia de covid-19 (mais de 5,5 milhões de mortos em 22 meses) pôs em evidência as desigualdades entre países no acesso às vacinas, aos tratamentos e à capacidade de combater o vírus e as suas consequências. Aprofundou as desigualdades económicas entre as nações e entre pobres e ricos dentro da mesma comunidade. Mostrou que ninguém está salvo enquanto não estiverem todos salvos. E abriu uma pequena janela que permite antever o enfraquecimento futuro do vírus.

Porém, e de modo ainda mais flagrante do que já fora notório em 2020, este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo. A fadiga causada por esta consciência acrescida ou, mais simplesmente, o sentimento de incapacidade e de impotência para vencer definitiva e rapidamente o vírus constitui um terreno propício a movimentos de cariz autoritário, xenófobo e populistas. A resiliência das democracias e as convicções democráticas das suas populações serão, assim, postas à prova em 2022. E, mais ainda, a solidariedade internacional – único modo de conjugar os esforços necessários para sairmos do ciclo pandémico – enfrentará no ano que em breve começa o seu maior desafio (e a sua grande oportunidade) desde os tempos da reconstrução dos escombros deixados em todo o mundo pela Segunda Guerra Mundial.

É verdade que em 2021 a dimensão dos números veio reduzir a popularidade das teses negacionistas e que os Estados Unidos da América se livraram de um Presidente relutante em reconhecer o perigo da covid-19, errático na adoção de medidas de saúde pública e instigador de comportamentos pró-pandemia. Muito provavelmente 2022 será o ano em que o Brasil aproveitará as eleições presidenciais para se livrar de Jair Bolsonaro, a contrafação sul-americana de Donald Trump. O menosprezo do coronavírus e as hesitações de ambos no seu combate são fortemente responsáveis por uma legião de vítimas (839 mil mortos nos EUA e 618 mil no Brasil). A sua saída de cena foi e será uma boa notícia no caminho para o controlo da pandemia, mas não basta.

 

26 mil milhões de testes
teste covid 19 foto alex bascuas

Já foram realizados em todo o mundo 26 mil milhões de testes, mas alguns milhares de milhões de pessoas nunca fizeram, ou sequer viram, um teste de qualquer natureza ao SARS-CoV-2. Foto © Alex Bascuas.

A vastidão dos problemas de saúde, económicos e sociais originada pela propagação do SARS-CoV-2 em todo o mundo não é captável senão de forma muito parcial e bastante reduzida pelos números recolhidos. Há países que apenas contabilizam mortos em rede hospitalar, outros incapazes de identificarem e registarem boa parte das vítimas e outros ainda que escondem deliberadamente tais estatísticas.

As recolhas mais fiáveis apontam, sabendo que estão muito aquém da realidade, para 283 milhões de infetados e 5,5 milhões de mortos desde março de 2020. Em Portugal, chegamos ao fim de 2021 contabilizando 19 mil mortos (87% dos quais com 70 ou mais anos, ou seja, quase 1% da população portuguesa desta faixa etária), 1,3 milhões de casos confirmados e um milhar de internados hospitalares. O número de mortos em Portugal representa 0,19 por cento da população total, muito longe dos valores do Peru, o país mais castigado do mundo (0,6%), ou de países europeus como a Hungria (0,4%) e a Croácia (0,31%).

Outro número absolutamente impressionante – 26 mil milhões! – diz respeito aos testes realizados em todo o mundo: mais de três testes por cada habitante do planeta. Este rácio é mera operação estatística sem qualquer aderência à realidade, pois alguns milhares de milhões de pessoas nunca fizeram, ou sequer viram, um teste de qualquer natureza ao SARS-CoV-2.

Se as diferenças no acesso aos testes são gritantes, no que toca às vacinas são escandalosas. Até ao fim deste ano, o sistema Covax – criado pelas organizações da ONU e várias fundações beneméritas para fazer chegar vacinas aos países mais pobres – distribuiu menos de 800 milhões de doses, muito abaixo das prometidas duas mil milhões [ver 7MARGENS].

Apesar dos repetidos apelos de governantes de 140 países, de múltiplos líderes religiosos, incluindo o Papa Francisco, apesar de ser cada vez mais certo de que “ninguém estará seguro enquanto não estivermos todos seguros”,  as multinacionais farmacêuticas continuam a faturar milhares de milhões de euros com a venda de vacinas e testes, não cedendo as patentes daquelas a ninguém.

O argumentário das gigantes farmacêuticas que até agora tem prevalecido na Organização Mundial do Comércio (e a tem paralisado sobre este tema) nada evoca sobre negócios e lucros, expõe apenas perigos: não será possível controlar a qualidade das vacinas fabricadas; a proliferação dos centros de produção poderá fazer escassear as matérias-primas. Quanto a negócios, os amigos de sempre encarregam-se de defender que as multinacionais têm o direito de se ressarcirem dos “imensos investimentos” feitos para descobrirem as vacinas. Mas, como é público e notório (e o 7MARGENS contou), o desenvolvimento de tais vacinas baseou-se em processos laboratoriais descobertos e ensaiados em universidades e centros de investigação financiados durante anos por enormes somas de dinheiro dos contribuintes e de fundações privadas.

Uma série atualizada diariamente de indicadores e gráficos sobre a cobertura da vacinação nos diversos países pode ser livremente consultada no New York Times e revela que, por exemplo, em toda a África apenas 13 por cento da população recebeu pelo menos uma dose.

 

Os números da desigualdade
globo mundo mascara covid foto anna shvets pexels

“A desigualdade entre as nações deve aumentar pela primeira vez nesta geração”, avançam vários economistas. Foto ©  Anna Shvets/Pexels.

 

O mapa da desigualdade no acesso à vacinação recobre de perto aquele que mostra o aumento das desigualdades entre as nações em tempos de pandemia. Os dados e os estudos que possibilitam e tentam responder à questão “terá a pandemia agravado as desigualdades?” são ainda insuficientes e incipientes. Contudo, procurando responder a essa pergunta, Nishant Yonzan, Christoph Lakner e Daniel Gerszon Mahler, economistas trabalhando para o Banco Mundial, publicaram em outubro passado um artigo-resumo coletivo em que afirmam que em 2020 os 20 por cento mais ricos do mundo (vivessem em que país vivessem) perderam em média cerca de 5 por cento dos seus rendimentos, enquanto os 20 por cento mais pobres perderam em média cerca de 6 por cento. Em grande parte, esta “democratização das perdas” é explicável pelo facto de que os muito pobres nada tinham e, portanto, já quase nada podiam perder.

Ainda assim, estimando o que terá ocorrido em 2021, os mesmos economistas advertem que “a divergência no impacto da covid-19 está a aumentar ao longo do tempo”, de tal forma que este ano é provável que “os 20 por cento mais ricos, em média, recuperem quase metade de suas perdas de 2020, enquanto os vinte por cento mais pobres deverão, em média, perder ainda mais 5 por cento dos seus rendimentos.” Ou seja, enquanto num primeiro momento a pandemia parecia afetar indiscriminadamente pobres e ricos, o seu prolongamento no tempo permitiu a estes desenhar estratégias de recuperação económica enquanto continuou a afundar os mais pobres em pobreza mais severa.

O mesmo artigo aborda as questões da desigualdade económica entre nações, capítulo em que é ainda bastante mais taxativo: “a desigualdade entre as nações deve aumentar pela primeira vez nesta geração.” De facto, segundo os autores, se a pandemia não tivesse ocorrido, “a desigualdade entre os países teria diminuído 2,6 por cento” em 2020 e 2021, mas na realidade “terá crescido 1,2 por cento”; ou seja, a pandemia destruiu em menos de dois anos “a redução do fosso económico entre países ricos e pobres conseguida entre 2013 e 2017”.

 

Desigualdade e pobreza em Portugal
pobreza mendigo foto direitos reservados

A covid-19 veio aumentar o número de pessoas e famílias que em Portugal sobrevivem abaixo do limiar da pobreza. Foto: Direitos reservados.

 

Em Portugal, o efeito da pandemia sobre as desigualdades e a pobreza é analisado numa nota de imprensa publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 17 de dezembro.

Nela se lê que “18,4 por cento das pessoas estavam em risco de pobreza em 2020, mais 2,2 pontos percentuais do que em 2019”.

“Portugal foi – refere a nota – uma sociedade mais desigual em 2020: o Coeficiente de Gini, que reflete as diferenças de rendimentos entre todos os grupos populacionais, registou um valor de 33 por cento, mais 1,8 pontos percentuais do que no ano anterior (31,2%)” e o rácio que compara a soma do rendimento dos 20 por cento mais ricos com a soma do rendimento dos 20 por cento de menores recursos, “cresceu 14 por cento, de 5 em 2019 para 5,7 em 2020”. De acordo com o INE, “a região Centro foi aquela em que a desigualdade mais aumentou.”

Por outro lado, e analisando dados respeitantes a períodos mais recentes, a nota do INE refere que “entre maio e setembro de 2021, 16,4 por cento das famílias referiram a redução do rendimento familiar nos 12 meses anteriores, valor que se mantém bastante superior ao obtido em pré-pandemia (10,3% em 2019)”.

Já se sabia, mas o Instituto Nacional de Estatística continua a confirmá-lo: apesar do aumento significativo das prestações sociais e de outros apoios do Estado – “as transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social contribuíram para a redução do risco de pobreza de 4,6 p.p. (de 23% para 18,4%), sendo [no entanto] este contributo inferior ao registado nos anos anteriores –, a covid-19 veio aumentar o número de pessoas e famílias que em Portugal sobrevivem abaixo do limiar da pobreza.

A injeção de dinheiro na economia e o aumento dos apoios monetários às famílias por parte dos Estados atingiu em quase todas as nações do mundo ocidental, incluindo aquelas governadas por partidos neoliberais, somas astronómicas nestes dois anos de pandemia. A União Europeia, a braços com a negociação final e a concretização do Brexit (1/1/2021), libertou os Estados-membros das obrigações mais estritas em termos do crescimento da dívida pública e o Banco Central Europeu suportou esse aumento através de compras a custo zero, ou mesmo pagando juros para adquirir dívida pública portuguesa.

Esta atuação monetária foi fundamental para garantir a disponibilidade de fundos com que os Estados europeus procuraram manter viva uma economia que por várias vezes e por longos períodos esteve praticamente paralisada. No campo da concertação em torno de um orçamento europeu capaz de contribuir para a superação da crise através de investimentos massivos, a UE mostrou-se lenta a eleger a solidariedade como valor capaz de superar as suas divergências ideológicas e acabou por reagir tarde e com ambição reduzida. A “bazuca”, além de ter visto a sua dimensão encolher, foi sujeita a alterações significativas, acabando por diminuir os montantes de programas apoiados a fundo perdido e aumentar o envelope de empréstimos a taxas de juro reduzidas, mas, ainda assim, inacessíveis a países como Portugal.

 

Memória e Esperança

Da esquerda para a direita: Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa; presidente do Consº de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Daniel Ferro; presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas; Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; e presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, na cerimónia conclusiva da Jornada da Memória e da Esperança. Lisboa, 24 Outubro 2021. Foto © Miguel Veiga.

 

Na segunda metade do ano, o 7MARGENS acompanhou de perto a iniciativa da Jornada da Memória e da Esperança lançada por um Manifesto subscrito por uma centena de cidadãs e cidadãos que se constituíram como Comissão Promotora da jornada que decorreu a 22, 23 e 24 de outubro de 2021. Nesses dias, concretizaram-se, em todo o país, as mais diversas e variadas ações de homenagem à memória das vítimas da covid-19, de recordação dos inúmeros gestos de solidariedade e dedicação que a pandemia desencadeou e de afirmação da esperança num futuro melhor. Fotos, vídeos, textos e outra documentação de algumas dessas iniciativas pode ser consultada na página da iniciativa.

No encerramento dessa jornada, realizado no exterior do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República, Inês Espada Vieira, da Comissão Promotora da Jornada, leu o texto da sua autoria que a seguir reproduzimos com título e subtítulo da responsabilidade da redação.

 

A pandemia não te aconteceu só a ti!
Inês Espada Vieira*

A primavera de 2021 trouxe-nos o desejado encanto viçoso e verde da natureza, temperaturas mais amenas depois de um inverno particularmente frio, e o lento, mas certo, estender da luz do dia. Trouxe-nos também aos poucos a visão luminosa do fim da incerteza, do medo, do isolamento, a que a pandemia da covid-19 nos tinha votado.

Naquela época – há poucos meses, há muito tempo –, a confiança nas instituições democráticas e na ciência levou um grupo de cidadãos a preparar um Manifesto para apresentar a proposta de uma jornada que pudesse assinalar esse futuro que a primavera nos deixava entrever. Todos queríamos passar a página, mas nesta história não podíamos saltar capítulos.

Os cem primeiros autografantes deste Manifesto são de algum modo um bocadinho do nosso País, diverso e unido. Entre eles, jovens (ainda) desconhecidos, gente de várias cores, mulheres e homens de diferentes culturas religiosas, imigrantes, novos e velhos, continentais ou ilhéus.

Este grupo de cidadãos tornou público um documento com algumas reflexões que nos orientariam num itinerário do luto à esperança; não por querer apresentar um programa de atividades, antes para fazer um convite: querem juntar-se? As iniciativas destes três dias são uma resposta clara.

Por isso, desde que foi apresentado, o Manifesto esteve logo aberto a que mais pessoas e organizações marcassem com o seu nome a presença única de cada biografia.

Falo em nome da organização desta Jornada usando o nós, a primeira pessoa do plural. Faz todo o sentido usá-lo também porque a pluralidade é uma evidência: desde logo, como já referi, o País plural e aberto representado nos primeiros signatários do Manifesto, a variedade das iniciativas promovidas em diferentes lugares e comunidades, os muitos testemunhos que temos vindo a recolher, as distintas formas de estar presente nesta Jornada.

A vivência da pandemia foi singular e plural. Nós certamente não tivemos uma experiência unívoca desde março de 2020. O tempo não foi sempre o mesmo, nós não fomos sempre os mesmos. Faremos balanços diferentes daquilo por que passámos, num plano íntimo e reservado.

A memória, porém, tem também uma dimensão pública.

A proposta desta Jornada procurou partir dessa constatação, sintetizada numa frase que usámos em algum material de divulgação: “A pandemia não te aconteceu só a ti!”

Por isso, aqui estamos, tu, eu, nós, vós, eles, declinando em todas as pessoas esta incomum experiência comum (comum não significa igual).

A memória coletiva está profundamente ligada à identidade de um grupo, à identidade da nação. Olhar em conjunto para o passado recente é um momento cívico essencial. Essa matéria memorialística será com o tempo (e pelas pessoas) reorganizada, selecionada, numa narrativa dinâmica, como são sempre as da memória, que se junta a tantas outras que contam a nossa identidade coletiva.

Sem memória não há futuro, sabemo-lo bem.

Todavia, cremos também que o futuro se constrói no presente.

Estar aqui. Agora. Juntos.

Repito, aqui, agora, juntos.

E por isso, estamos aqui construindo um novo dia, erguendo, a uma só voz, os remos da galera.

Escreveu-o em verso António Gedeão: “Porque o dia constrói-se, não se espera.” (Escopro de vidro, Máquina de Fogo, 1961)

 

Afirmar a “fiel dedicação à honra de estar vivo”

Cartazes feitos pelos alunos da Escola Luís Sttau Monteiro (Loures) na cerimónia conclusiva da Jornada da Memória e da Esperança, 24 Outubro 2021, no Hospital de Santa Maria. Foto © Miguel Veiga.

 

Viemos honrar os nossos mortos e agradecer o compromisso de quem nunca parou: profissionais de saúde, dos transportes ou da recolha do lixo, bombeiros ou forças de segurança, padeiros e agricultores, professores, jornalistas, psicólogos, eletricistas, canalizadores e caixas de supermercado, e outras profissões que se revelaram essenciais e que estão hoje aqui presentes. Dizemos publicamente que, como país, vos estamos muito gratos.

Viemos também afirmar a nossa esperança. Deixamos como sinal duas árvores. É um sinal, um anúncio, uma promessa a crescer, a construir-se. É e será a marca exterior de sentimentos profundos de saudade e gratidão. É também a esperança nu futuro comum mais solidário e mais justo. Um horizonte inspirado em tantas ações concretas que testemunhámos e de que fomos protagonistas durante o último ano e meio.

Reconhecendo as nossas fragilidades, procuramos sempre ser melhores. E não de forma lírica ou imaginada: ser melhores concretamente. Na qualidade da nossa democracia, na educação, no trabalho, na assistência na saúde, na cultura, na erradicação da pobreza, no apoio à infância e à velhice, na luta contra a desigualdade de género e contra o racismo, na participação cívica inclusiva, na procura de uma economia realmente sustentável, no cuidar do Planeta, a nossa Casa Comum. A pandemia revelou muitas das fragilidades nestas e noutras áreas. O que faremos com o diagnóstico das nossas fraquezas, com a evidência do que nos falta?

Se não aprendemos nada com a pandemia, estaremos diante de uma oportunidade perdida. E já perdemos tanto neste tempo.

Aproveitemos o momento para afirmar a esperança. Afirmar, assim, com a voz firme de uma declaração solene, com as letras todas de um compromisso sólido. Afirmar com ações esta “fiel dedicação à honra de estar vivo” (Jorge de Sena, Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya, 1959).

Ecoam ainda as palavras de José Tolentino Mendonça, a 13 de maio de 2021, em Fátima. Dirigiam-se aos jovens, mas creio que são um apelo a todos nós.

Transformo-o em imperativo na primeira pessoa do plural: “[…] ousemos sonhar um mundo melhor. Sintamos que o futuro depende da qualidade e da consistência dos nossos sonhos.”

 

*Professora universitária e membro da Comissão Promotora da Jornada da Memória e Esperança

 

O que têm dito os papas sobre a paz

Debate e oração no Rato, em Lisboa

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As mensagens dos Papas para o Dia Mundial da Paz é o tema da intervenção do padre Peter Stilwell neste sábado, 3 de Dezembro (Capela do Rato, em Lisboa, 19h), numa iniciativa integrada nas celebrações dos 50 anos da vigília de oração pela paz que teve lugar naquela capela, quando um grupo de católicos quis permanecer em oração durante 48 horas, em reflexão sobre a paz e contra a guerra colonial.

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