Contributos para o Sínodo (16)

A. Teixeira Coelho: Renovar linguagem, integrar presbíteros dispensados

| 22 Jun 2022

Peça concebida pelo artista plástico norueguês Asbjørn Andresen para a Capela Árvore da Vida, em Braga. Foto © Joaquim Félix de Carvalho.

Peça concebida pelo artista plástico norueguês Asbjørn Andresen para a Capela Árvore da Vida, em Braga. Foto © Joaquim Félix de Carvalho.

 

Renovar a linguagem, acabando com a dicotomia clérigo/leigo através de uma reflexão da teologia dos ministérios, e integrar os presbíteros “dispensados” do exercício do ministério na actividade pastoral das comunidades são propostas de António Teixeira Coelho – professor aposentado do Ensino Secundário e presbítero da diocese do Porto durante 20 anos, que vive precisamente a condição de “dispensado” – em resposta à maior auscultação alguma vez feita à escala planetária, lançada pelo Papa Francisco, para preparar a assembleia do Sínodo dos Bispos de 2023. Esse coro imenso de vozes não pode ser silenciado, reduzido, esquecido, maltratado. O Espírito sopra onde quer e os contributos dos grupos que se formaram para ouvir o que o Espírito lhes quis dizer são o fruto maduro da sinodalidade. O 7MARGENS publica alguns desses contributos, estando aberto a considerar a publicação de outros que nos sejam enviados. 

  1. O que gosto na vivência da Igreja Católica

*O ser espaço dinâmico de comunhão apostólica ao serviço do Reino de Deus

  1. Uma experiência muito negativa

*A captura da dimensão cristã pelo instinto religioso com a colaboração de quem deverá evangelizar e não tornar a Igreja pouco mais do que uma “estação de serviços religiosos” e/ou uma ONG entre outras

  1. O que gostaria que mudasse:

** A vinculação obrigatória do ministério presbiteral à condição celibatária

** A prática marginalizadora por parte da hierarquia – bispos e padres – relativamente aos presbíteros “dispensados das obrigações inerentes ao estado clerical”. Tarda a inclusão voluntária e adequada dos presbíteros “dispensados” na actividade pastoral das comunidades.

** Renovação da linguagem: a dicotomia clérigo/leigo deve ser suprimida mediante reflexão da teologia dos ministérios. Dicotomia tão prejudicial à imagem, à construção e à descoberta da Igreja como esta será difícil imaginar

  1. Mudar em mim

* Crescer na fé na acção do Espírito que até de “pedras faz filhos de Abraão”.

 

Sínodo, agora, é em Roma… que aqui já acabou

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Em que vai, afinal, desembocar o esforço reformador do atual Papa, sobretudo com o processo sinodal que lançou em 2021? Que se pode esperar daquela que já foi considerada a maior auscultação de pessoas alguma vez feita à escala do planeta? – A reflexão de Manuel Pinto, para ler no À Margem desta semana

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Inaugurado em Vendas Novas

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O apelo foi feito pelo Papa Francisco: utilizar os espaços da Igreja Católica devolutos ou sem uso para respostas humanitárias. Os Salesianos e os Jesuítas em Portugal aceitaram o desafio e, do antigo colégio de uns, nasceu o novo centro de acolhimento de emergência para refugiados de outros. Fica em Vendas Novas, tem capacidade para 120 pessoas, e promete ser amigo das famílias, do ambiente, e da comunidade em que se insere.

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O conselho permanente dos bispos da Igreja Católica de França considera, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 20 de junho, que o resultado das recentes eleições europeias, que deram a vitória à extrema-direita, “é mais um sintoma de uma sociedade ansiosa, dividida e em sofrimento”. Neste contexto, e em vésperas dos atos eleitorais para a Assembleia Nacional, apresentaram uma oração que deverá ser rezada por todas as comunidades nestes próximos dias.

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Na cerimónia em que recebeu o Prémio Pessoa 2023 – que decorreu esta quarta-feira, 19 de junho, na Culturgest, em Lisboa – o cardeal Tolentino Mendonça falou daquela que considera ser “talvez a construção mais extraordinária do nosso tempo”: a “ampliação da esperança de vida”. Mas deixou um alerta: “não basta alongar a esperança de vida, precisamos de trabalhar num projeto de sociedade que privilegie a ativação da esperança e a deseje fraternamente repartida, acessível a todos, protagonizada por todos”.

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