
Papa Francisco manterá diálogo com o mundo universitário na visita è Bélgica, depois de estar no Luxemburgo. Foto partilhada pela organização belga da visita, de domínio público.
Um encontro com vítimas de abusos sexuais e um debate sobre refugiados com estudantes universitários são dois dos momentos que marcarão a visita do Papa Francisco à Bélgica, onde chegará na próxima quinta-feira ao fim do dia, depois de passar pouco mais de oito horas no Luxemburgo, nesse dia 26. É um programa que põe na agenda dois dos temas mais centrais na Europa.
Depois da maior viagem do seu pontificado, ao Sudeste asiático e Oceânia, no início de setembro, e que incluiu uma passagem por Timor-Leste, o Papa estará agora, por quatro dias, no centro da Europa, naquela que é a sua 46.ª viagem apostólica ao estrangeiro.
Como nota a agência noticiosa do Vaticano, de acordo com números recentes, cerca de metade dos quase 12 milhões de pessoas que vivem na Bélgica identificam-se como católicas. Também no Luxemburgo, os católicos constituem cerca de 50% dos habitantes do grão-ducado, onde vive uma grande comunidade portuguesa.
De Roma a Bruxelas, Francisco faz uma primeira paragem no Luxemburgo, onde estará na manhã e tarde de quinta-feira, onde se encontrará sucessivamente com o grão-duque, o primeiro-ministro e autoridades civis, e representantes diplomáticos e da sociedade civil. Antes de uma pausa para almoço e de um início de tarde sem agenda pública conhecida, o Papa dará uma volta pela capital luxemburguesa de meia-hora. À tarde, haverá um encontro com a comunidade católica, na catedral de Notre-Dame do Luxemburgo.
Nas três horas sem agenda pública, o Papa poderá manter encontros com vítimas de abusos sexuais ou outras pessoas (como tem feito noutras visitas, incluindo Portugal), mas o programa divulgado não o diz. Já os belgas assumem-no claramente: “Durante a sua visita ao nosso país, o Papa Francisco irá também encontrar-se com vítimas de abusos sexuais num contexto pastoral. Esta reunião decorrerá com total discrição. Assim, não será fornecida qualquer informação adicional sobre este assunto até à realização da reunião.”
A Bélgica acolhe o Papa ao fim da tarde dessa quinta-feira, sob o lema “Na estrada com esperança”. Sexta, sábado e domingo, Francisco manterá um diálogo mais intenso com o mundo universitário, primeiro na Katholieke Universiteit (KU) Leuven, na cidade com o mesmo nome, e depois na Université Catholique (UC) Louvain, em Louvain-la-Neuve, na Valónia. As duas instituições têm a mesma origem, mas separaram-se em 1968.
Na sexta-feira, dia 27, na KU Leuven, que celebra no próximo ano o seu 600.º aniversário, Francisco discutirá com professores universitários a “atenção de uma universidade católica aos mais vulneráveis da nossa sociedade, com especial atenção aos refugiados”. O Papa vai encontrar-se depois com “alguns refugiados”. No dia seguinte, 28, na UCLouvain, o espaço de debate é com estudantes.
Já no domingo, 29, antes do regresso ao Vaticano, o Papa celebra uma eucaristia na qual será beatificada Ana de Jesus, mística de origem espanhola, que morreu em Bruxelas em 1621 e privou com Teresa de Ávila.










