Manifesto da Amnistia Internacional

Acolher e integrar refugiados: 15 mil assinaturas para Costa

| 7 Jul 2021

EUA, México, Imigração, Refugiados, Tijuana

O muro de separação entre os EUA e o México, em Tijuana. Foto © Amnistia Internacional.

 

A Amnistia Internacional (AI) fez chegar ao primeiro-ministro, António Costa, o Manifesto “Eu Acolho”, juntamente com cerca de 15 mil assinaturas de cidadãos que acompanham esta organização de direitos humanos na sua preocupação “por melhores políticas e mecanismos de acolhimento de pessoas refugiadas”.

De acordo com a informação enviada pela Amnistia ao 7MARGENS, a Secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, em representação do primeiro-ministro, recebeu numa audiência online a organização, também no seguimento da vigília que a AI realizou no passado dia 20 de junho, na Praça Europa, em Lisboa, a propósito do Dia Mundial do Refugiado.

Para a organização, “olhar para a questão dos refugiados é ver além dos fluxos migratórios”. A AI insiste que é fundamental “compreender a necessidade da criação de rotas legais e seguras, da partilha de responsabilidade no acolhimento destas pessoas por todos os Estados, e do desenvolvimento de mecanismos que permitam uma melhor integração dos refugiados”. 

O Manifesto “Eu Acolho”, sublinha a Amnistia, “apelou, para que, em Portugal, sejam concebidas novas medidas enquadradas nestas três vertentes e, na União Europeia, para que o país possa influenciar positivamente para este caminho de solidariedade e acolhimento”. 

As cerca de 15 mil pessoas que assinaram o Manifesto expressam, nas palavras da AI, “a sua profunda preocupação com as condições que os refugiados enfrentam na União Europeia, depois da sua longa e perigosa travessia em busca de segurança numa Europa que tem falhado em atribuí-la”. E, nota a Amnistia, “a organização irá prosseguir o seu importante trabalho para que mais muros de ódio, preconceito e obstáculos burocráticos possam ser derrubados”.

 

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