Serão dez dias em África, entre Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, um dia no Mónaco e seis dias em Espanha, entre Madrid, Barcelona e as Ilhas Canárias: as próximas viagens apostólicas de Leão XIV acabam de ser anunciadas oficialmente pelo Vaticano.
Após a significativa viagem à Turquia e ao Líbano no final de 2025 e o anúncio das viagens por Itália – que o levarão, entre outros locais, a Lampedusa -, o Papa retomará as suas peregrinações ao redor do mundo, confirmou esta quarta-feira, 25 de fevereiro, a Sala de Imprensa da Santa Sé.
A mais longa delas — de 13 a 23 de abril — levá-lo-á a seguir os passos de Santo Agostinho na Argélia (Argel e Annaba), depois à República dos Camarões (Yaoundé, Bamenda e Douala), Angola (Luanda, Muxima e Saurimo), e por fim à Guiné Equatorial (Malabo, Mongomo e Bata). Uma viagem descrita pelos média do Vaticano como “complexa”, com particular atenção aos mais vulneráveis, aos pobres e àqueles que cuidam deles, e também à paz. E uma peregrinação que, pela sua duração, se assemelha àquela realizada em África pelo Papa João Paulo II em 1985, com sete países visitados em 11 dias.
Mas a primeira desta série de viagens apostólicas no primeiro semestre de 2026 será de apenas um dia, ao Principado do Mónaco, a 28 de março, véspera da Semana Santa. Leão XIV responde assim positivamente aos reiterados convites feitos pelas autoridades monegascas, primeiro ao Papa Francisco e depois a si próprio.
Por fim, de 6 a 12 de junho, Leão XIV visitará Espanha – a capital Madrid e depois Barcelona – para inaugurar a nova e mais alta torre da basílica Sagrada Família, cuja parte exterior acaba de ser concluída [ver 7MARGENS]. A visita coincide com o centenário da morte do arquiteto que “sonhou” este templo e iniciou a sua construção, Antoni Gaudí, declarado Venerável Servo de Deus no ano passado.
De Barcelona, Leão XIV irá até às Ilhas Canárias, para realizar uma viagem que já estava no coração de Francisco, como destacou o cardeal arcebispo de Madrid, José Cobo Cano, em janeiro passado. Nesta etapa, os destinos serão Tenerife e Gran Canaria.
Através destas três viagens, “o bispo de Roma terá a oportunidade de encontrar uma grande variedade de países e situações, desde uma nação muçulmana como a Argélia, onde os cristãos são uma pequena minoria e uma semente de fraternidade, até países de maioria cristã localizados no coração do continente africano, com os seus desafios e o seu alegre testemunho de fé”, destaca o Vatican News.
O périplo inclui aquele que é o segundo menor país do mundo – depois da Cidade do Estado do Vaticano -, localizado na Riviera Francesa, e uma nação europeia, a Espanha, “cuja identidade foi moldada pela fé cristã, mas que sofre com a secularização”, terminando nas Ilhas Canárias, uma das principais rotas migratórias da África para a Europa, com dezenas de milhares de desembarques a cada ano, onde o Papa mostrará por certo, e mais uma vez, que a defesa, dignidade e acolhimento dos migrantes e refugiados são um pilar central do seu pontificado.










