Agências financeiras a ‘colar-se’ ao movimento “Economia de Francisco”?

| 27 Dez 20

Participantes brasileiros no encontro e movimento Economia de Francisco, patrocinado pelo Vaticano, acusam alguns dos maiores grupos financeiros internacionais de estarem a ‘colar-se’ abusivamente ao movimento, segundo relata o jornal digital Crux.

Logo após o encontro Economia de Francisco, um grupo de grandes investidores e empresas anunciou, no início deste mês de dezembro, no Vaticano, a criação de um Conselho para o Capitalismo Inclusivo. Os tutores desse Conselho incluem os patrões da Mastercard, Ajay Banga, da VISA, Alfred Kelly, e do Bank of America, Brian Moynihan.

O sociólogo Eduardo Brasileiro, organizador da delegação do Brasil ao encontro Economia de Francisco, disse que se tratava de uma “tentativa de cooptação da iniciativa”. “Estamos muito desapontados”, acrescentou. Brasileiro disse ao Crux que a maioria dos jovens delegados brasileiros e latino-americanos acreditam que a crise atual requer uma “mudança sistémica na dinâmica produtiva e laboral que gera desemprego, enriquecimento [desproporcional] e acumulação”.

A Economia de Francisco, um evento de três dias que aconteceu de 19 a 21 de novembro, reuniu mais de 2.000 jovens de todas as regiões do globo para um debate on-line sobre modelos económicos capazes de proteger as necessidades humanas básicas por meio da cooperação e envolvimento da comunidade e consciência ambiental. Uma nova assembleia, agora presencial, está programada para Assis, Itália, no outono de 2021.

 

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