Casa comum e COP26

Agora é connosco, diz a Comissão Justiça e Paz

| 26 Nov 21


COP26 em Glasgow. Foto © IAEA Imagebank, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Se ficarmos só com as decisões tomadas na COP26, a cimeira mundial sobre o clima que decorreu em Glasgow (Escócia), entre 31 de Outubro e 13 de Novembro, “poucas coisas se alterarão, as desigualdades continuarão a aumentar e serão sempre os mais vulneráveis os que mais sofrerão”, diz a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), da Igreja Católica, sobre os resultados da COP26. 

Num comunicado enviado ao 7MARGENS, a CNJP nota: “Ao olhar para os passos dados, não podemos deixar de sublinhar o que de positivo há nos acordos assinados e nos progressos feitos”. Mas, acrescenta, também não se pode “deixar de reconhecer que estes se revelaram tímidos e ficaram muito aquém daquilo que é verdadeiramente necessário”.

Há “comportamentos e hábitos que têm contribuído, de um modo evidente, para as crescentes alterações climáticas”, diz o texto, e por isso o tempo agora deve ser o de “tomarmos as decisões que se impõem”. E, nesta matéria, ninguém pode “continuar a depender só da decisão dos líderes das nações”. 

“É agora chegada a vez das comunidades e da cidadania, é agora chegada a nossa vez”, diz a Comissão que, “na linha do comunicado da delegação da Santa Sé na COP 26, apela para um genuíno sentido de responsabilidade para com as gerações presentes e futuras, de modo a incentivar e promover as mudanças de estilos de vida e de mentalidades que favoreçam e acelerem o cuidado com a nossa casa comum, de modo a responder verdadeiramente ao grito da terra e ao grito dos pobres”. 

O texto cita ainda uma afirmação do Papa Francisco que, no dia 17, disse aos participantes no Encontro Mundial das Comissões Justiça e Paz das Conferências Episcopais que o desenvolvimento integral, a justiça e a paz “só se podem construir através” de “duas vias: o cuidado da casa comum e a fraternidade e a amizade social”. Ambas, acrescentou Francisco, “têm a origem no Evangelho de Cristo”, mas também podem se factor de união a “muitos homens e mulheres de outras confissões, de outras religiões e mesmo sem nenhuma determinada pertença religiosa”. 

 

Esta é a Igreja que eu amo!

Esta é a Igreja que eu amo! novidade

Fui um dos que, convictamente e pelo amor que tenho à Igreja Católica, subscrevi a carta que 276 católicas e católicos dirigiram ao episcopado português para que, em consonância e decididamente, tomassem “a iniciativa de organizar uma investigação independente sobre os crimes de abuso sexual na Igreja”.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Onde menos se espera, aí está Deus

Onde menos se espera, aí está Deus novidade

Por vezes Deus descontrola as nossas continuidades, provoca roturas, para que possamos crescer, destruir em nós uma ideia de Deus que é sempre redutora e substituí-la pela abertura à vida, onde Deus se encontra total e misteriosamente. É Ele, o seu espírito, que nos mostra o nosso nada e é a partir do nosso nada que podemos intuir e abrir-nos à imensidão de Deus, também nas suas criaturas, todas elas.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This