Alerta da Misereor: 13% da população mundial reservou mais de 50% das vacinas

| 17 Jan 21

vacina ebola, Foto ONU_Vincent Tremeau

Vacinação em África contra o ébola: oa países mais pobres estão a ser discriminados no acesso à imunização contra a covid. Foto © ONU/Vincent Tremeau.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, bem apelou, no discurso no Bundestag (Parlamento) alemão, nas vésperas de Natal, a uma distribuição justa de vacinas contra o coronavírus em todo o mundo, de modo a torná-las “acessíveis em todos os lugares e para todos”. A verdade é que os nacionalismos na sua aquisição e controlo têm prevalecido. “Os estados que representam apenas 13 por cento da população mundial, maioritariamente países desenvolvidos, já tinham reservado mais da metade das doses totais da vacina para si até ao final de dezembro de 2020”, segundo a Misereor – Agência Católica de Cooperação para o Desenvolvimento.

“A pandemia – afirma aquela organização – exacerbou as desigualdades sociais em todo o mundo e minou os sucessos anteriores no combate à pobreza. Uma distribuição desigual de vacinas tornará a situação de vulnerabilidade global ainda pior. Agora é uma questão de solidariedade prevenir os nacionalismos da vacinação nos países ricos e lutar pelas vacinas que, como um bem público global, beneficiam todas as pessoas igualmente”.

Em declarações ao Vatican News, o diretor geral da Misereor, Pirmin Spiegel, apelou à Alemanha e à União Europeia que se envolvam nos esforços pela distribuição equilibrada da vacina no mundo, alertando: “Não nos enganemos, o mundo só conseguirá enfrentar a crise da covid-19 se lutarmos em todos os lugares, não apenas em casa.”

 

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