Amazónia: mais de três indígenas assassinados todas as semanas

| 20 Abr 21

Líderes indígenas estão a ser mortos na Amazónia. Foto de arquivo © Tomás Sopas Bandeira e Maria Mouzinho

 

O aumento dos assassinatos de líderes indígenas na região levou a Coordenadora das Organizações Indígenas da Bacia Amazónica (COICA) a declarar, na quarta-feira 14 de abril, o estado de emergência dos direitos humanos das defensoras e defensores indígenas da Amazónia em que exigem aos governos dos nove países envolvidos “a adoção de políticas efetivas de proteção dos direitos humanos” dos povos indígenas e dos seus líderes.

Dia sim, dia não, é assassinado um ativista índio, afirmam as organizações representativas dos povos da Amazónia que referem terem sido mortos, durante o primeiro trimestre de 2021, 19 líderes, só nas áreas que integram a Colômbia e o Peru. O número de destacados membros dos povos indígenas assassinados nos últimos anos não tem parado de subir em toda a bacia do Amazonas. A COICA estima que tenham sido 135 em 2019 e 202 no ano passado. “O dramático aumento de assassinatos durante a pandemia põe em perigo os ativistas indígenas, as suas comunidades e a maior selva tropical do mundo e a biodiversidade que nós protegemos” declarou na sexta-feira, dia 16 de abril, José Gregorio Díaz Mirabal, coordenador-geral da COICA, ao serviço de informação das Obras Missionárias Pontifícias, de Espanha.

A declaração do estado de emergência divulgada na quarta-feira aponta como razão principal das mortes seletivas de ativistas “o avanço das atividades extrativas por parte de empresas que obtiveram contratos de exploração junto dos diversos Estados” e que “procedem à desflorestação agressiva, desenvolvem atividades relacionadas com o narcotráfico”, impõem “a militarização” de grandes zonas e mantêm “um conflito armado que tem sido diplomaticamente silenciado.”

 

Jornada Nacional Memória & Esperança 2021 já tem site

Homenagem às vítimas da pandemia

Jornada Nacional Memória & Esperança 2021 já tem site novidade

O site oficial da Jornada Nacional Memória & Esperança 2021, iniciativa que visa homenagear as vítimas da pandemia com ações em todo o país entre 22 e 24 de outubro, ficou disponível online esta sexta-feira, 17. Nele, é possível subscrever o manifesto redigido pela comissão promotora da iniciativa e será também neste espaço que irão sendo anunciadas as diferentes iniciativas a nível nacional e local para assinalar a jornada.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Novo ano letivo: regressar ao normal?

Novo ano letivo: regressar ao normal? novidade

Após dois conturbados anos letivos, devido à pandemia, as escolas preparam-se para um terceiro ano ainda bastante incerto, mas que desejam que seja o mais normal possível. O regresso à normalidade domina as declarações públicas de diretores escolares e de pais, alunos e professores. Este desejo de regresso à normalidade, sendo lógico e compreensível, após dois anos de imensa instabilidade, incerteza e experimentação, constitui ao mesmo tempo um sério problema.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This