
“A sondagem conduzida pelo Pew Research Center apurou que 40 por cento dos descendentes de asiáticos denunciam ter sido mais mal atendidos em restaurantes e outras lojas do que o público americano branco, enquanto 37 por cento se queixa de ter sido alvo de palavras e nomes ofensivos.” Foto @ Jason Leung / Unsplash
Os americanos com origem asiática (ásio-americanos) continuam a “enfrentar uma discriminação generalizada” nos EUA, conclui uma sondagem conduzida durante o mês de novembro pelo Pew Research Center segundo a qual um terço (32%) dos inquiridos já foi objeto do insulto “vai para o teu país!”.
Mais de metade (57%) dos 7.000 adultos de ascendência asiática que foram sondados reconheceram que a discriminação de que são alvo é um problema grave e ainda em maior número (63%) afirmam que os problemas que enfrentam recebem “muito pouca atenção” por parte do público e das autoridades.
Um estudo publicado no jornal Axios a partir desta sondagem recolhe a afirmação taxativa de Karthick Ramakrishnan, professor da Universidade da Califórnia em Riverside: “O Governo dos EUA tratou os imigrantes da Ásia como uma espécie ‘inassimilável’ de imigrantes”. Essa opinião é corroborada por Norman Chen, dirigente de The Asian American Foundation, uma organização nacional sem fins lucrativos. Chen sublinha que, apesar dos ásio-americanos serem o grupo racial ou étnico que mais cresce nos EUA, “têm sido historicamente ’invisíveis’ na sociedade americana e continuam a sê-lo”.
Estas podem ser algumas das razões para que 78 por cento dos adultos asiáticos digam que, mesmo tendo nascido nos EUA, já foram, de uma forma ou de outra, tratados como estrangeiros”.
A sondagem conduzida pelo Pew Research Center apurou que 40 por cento dos descendentes de asiáticos denunciam ter sido mais mal atendidos em restaurantes e outras lojas do que o público americano branco, enquanto 37 por cento se queixa de ter sido alvo de palavras e nomes ofensivos. Um número semelhante de ásio-americanos diz que as pessoas os tratam como se eles não soubessem falar inglês e 22 por cento sublinham ter sofrido admoestações por estar a conversar em público numa língua diferente do inglês.









