Amnistia convoca manifestação em Lisboa pelo fim da violência de Israel e do Hamas

| 18 Mai 21

Palestinianos a rezar pela paz em 2019. Foto © Albin Hillert/WCC-CEI

 

A Amnistia Internacional (AI) Portugal convocou para as 15h30 desta terça-feira, 18 de Maio, em Lisboa, uma manifestação – presencial e online – no sentido de apelar a que a comunidade internacional pressione o Governo de Israel para que acabe com os “ataques extremamente violentos, que têm custado a vida a civis, causando a perda de vidas humanas onde se contam mulheres e crianças”. Ao mesmo tempo, a organização de defesa dos direitos humanos apela também “aos grupos armados palestinianos e aos países que os apoiam a terminar com a violência armada e ilegal”.

A manifestação é convocada para o largo entre as avenidas Marquês de Tomar, Duque de Ávila e Conde Valbom.

Ao mesmo tempo, a organização informa que entregou ao Tribunal Penal Internacional “um pedido de investigação à violência cometida nos últimos dias” para averiguar se há “crimes de guerra e outras violações do direito humanitário internacional cometidas pelas partes envolvidas no conflito”.

Perante o aumento das hostilidades, diz um comunicado da AI enviado ao 7MARGENS, a organização “insta as autoridades israelitas e os grupos armados palestinianos para que parem imediatamente as violações do direito internacional humanitário que estão a provocar a morte e mutilação de civis bem como a destruição de casas e outras infraestruturas civis nos territórios”.

A Amnistia recorda que a “discriminação sistemática, desalojamentos, expulsão e deslocações forçadas têm sido uma realidade para o povo palestiniano nos últimos anos”. O comunicado exemplifica, sobre Gaza: “Israel está a punir coletivamente dois milhões de palestinianos, que têm vivido sob um bloqueio ilegal durante os últimos 14 anos. Israel deve levantar este bloqueio, terminar com as deslocações forçadas e destruição de casas, pôr fim aos colonatos ilegais e permitir que a população residente em Gaza – incluindo e destacando os campos de refugiados – possa usufruir dos seus direitos, entre os quais a segurança, que tem sido constantemente violada.”

No comunicado, a AI acusa: “As Forças Armadas israelitas têm um historial de provocação de mortes de civis palestinianos e destruição de várias infraestruturas civis e humanitárias (edifícios residenciais, um campo de refugiados e também edifícios de escritórios, como por exemplo o edifício onde estava a redação da Associated Press e da Al-Jazeera em Gaza) sob pretexto de albergarem alegadas infraestruturas militares do Hamas, acusação que não demonstram com mais evidências.”

Do outro lado também há erros, acrescenta a organização, com grupos armados palestinianos a cometerem “violações do direito humanitário internacional, com baixas civis israelitas”. O comunicado ressalva, no entanto, que o número de vítimas de um lado e de outro do conflito é desproporcional e “esmagadoramente” diferente.

O apelo desta manifestação será seguido, ainda esta semana, por uma acção online, para envolver todas as pessoas interessadas em fazer pressão quer junto de Israel quer junto dos grupos armados palestinianos e dos países que os apoiam.

 

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