Cidadãos vítimas de spyware

Amnistia exige resposta do governo húngaro ao escândalo Pegasus

| 21 Jul 21

vigilancia ilegal pegasus Foto Amnesty International

O Governo húngaro dever introduzir leis que garantam a salvaguarda contra a recolha descontrolada e o potencial uso indevido de dados pessoais, pede a Amnistia Internacional. Foto © Amnesty International.

 

Uma investigação publicada esta terça-feira, 20 de julho, pelo Direkt36 (órgão de comunicação húngaro sem fins lucrativos) revelou que os telefones de mais de 300 cidadãos daquele país foram identificados como possíveis alvos do software de vigilância Pegasus, comercializado pela empresa israelita NSO Group. Peritos da Amnistia Internacional (AI) confirmaram que, em inúmeros casos, este software tinha, de facto, sido instalado, e a organização exige agora uma reação da parte das autoridades húngaras.

“O Governo húngaro deveria esclarecer se sabia ou se aprovou a vigilância de jornalistas, empresários e outros. Se as autoridades húngaras sabiam destas violações, têm de explicar em que se basearam para autorizá-las”, afirma Dávid Vig, diretor da Amnistia Hungria, citado num comunicado enviado ao 7MARGENS.

“Esta investigação demonstra a necessidade urgente de reforma. O Governo húngaro dever introduzir leis que estejam em conformidade com os padrões internacionais e que garantam a salvaguarda contra a recolha descontrolada e o potencial uso indevido de dados pessoais”, prossegue o responsável.

A Amnistia Internacional apela ainda à empresa NSO Group para que “pare imediatamente de vender o seu equipamento a países com histórico de colocar defensores dos direitos humanos e jornalistas sob vigilância ilegal”. De acordo com a organização não governamental, há cada vez mais evidências de que o software Pegasus é usado para “repressão e abuso” e não apenas na “luta contra o crime”.

 

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