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Região enfrenta "vaga devastadora"

Amnistia Internacional apela a mais vacinas para a África Austral

| 10/07/2021

vacina covid foto unsplash AI

A ONG tem a decorrer a petição “Uma dose de Igualdade”, um apelo global para que as empresas farmacêuticas retirem as proteções à propriedade intelectual da vacina. Foto © Unsplash.

 

A Amnistia Internacional, em conjunto com outras 27 organizações não governamentais, está a apelar aos governos, líderes regionais e empresas, para que intensifiquem os esforços no combate à pandemia e aumentem os recursos para vacinar, rapidamente, o maior número de pessoas possível, particularmente na África Austral, “região a enfrentar uma terceira vaga de covid-19 devastadora, mas onde o acesso à vacinação permanece uma miragem”.

Este apelo é composto também por um pedido aos países mais ricos e aos grupos como o G20 e o G7, “para que os direitos de propriedade intelectual não prevaleçam sobre o direito à saúde em todos os países”, pode ler-se no comunicado enviado ao 7MARGENS pela ONG.

A região da África Austral tem sido uma das mais atingidas pela pandemia, contabilizando cerca de 70 mil mortes por covid-19. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, atualmente, encontra-se a atravessar a terceira vaga, a mais mortífera até à data. Países como a Zâmbia e a Namíbia enfrentam os maiores números registados de novas infeções, enquanto a África do Sul, que tem sido o epicentro da pandemia na região desde março de 2020, se debate com a rápida subida do número de casos.

Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, destaca que “várias zonas do mundo têm pouco ou nenhum acesso a vacinas e, por essa razão, uma pessoa continua a morrer de COVID-19 a cada 11 segundos – a maioria em países com rendimentos mais baixos. A igualdade no acesso às vacinas não deve basear-se no local onde se vive, é um direito humano básico”.

Numa altura em que foi ultrapassada a barreira das quatro milhões de mortes por covid-19 no mundo inteiro, a responsável deixa a questão: Quantos mais milhões terão de morrer antes que o conhecimento e a tecnologia para produzir vacinas suficientes para todos estejam universalmente disponíveis?”.

A Amnistia Internacional tem a decorrer a petição “Uma dose de Igualdade”, um apelo global para que as empresas farmacêuticas retirem as proteções à propriedade intelectual, que restringem a produção e fornecimento de vacinas, e cumpram as suas obrigações de direitos humanos, “para que todas as pessoas possam ter uma oportunidade real e justa no acesso à vacina contra a covid-19”.

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