
A Amnistia Internacional pede uma investigação imparcial, imediata e rigorosa às violações de direitos humanos e às mortes. Foto © Amnistia Internacional – Portugal
A Amnistia Internacional (AI) está a lançar um apelo para que os cidadãos se manifestem a favor do “fim da violência estatal no Peru e uma investigação imparcial, imediata e rigorosa às violações de direitos humanos cometidas no contexto destas manifestações, incluindo às mortes registadas”.
Neste sentido, a organização pede a todos os cidadãos que façam chegar uma mensagem, através de correio eletrónico, dirigido ao Embaixador do Peru em Portugal, Carlos Gil Montes, “expressando as preocupações face à atual situação de direitos humanos e de crise política”.
A atual situação no Peru teve início a 7 de dezembro, quando o Presidente Pedro Castillo anunciou a dissolução do Congresso, e o Tribunal Constitucional e o próprio Congresso rejeitaram essa dissolução, o que levou à destituição e prisão do Presidente e ao início de manifestações nas ruas face à atual crise política peruana. A resposta das autoridades às manifestações foi repressiva, diz a AI. A organização refere que, desde o dia 15 de dezembro, “têm chegado à Amnistia Internacional múltiplos relatos de violações de direitos humanos por parte das forças armadas nas manifestações, incluindo a utilização de tortura”, e que são já 40 as vítimas mortais, além de dezenas de feridos.
Além da violência para com a população, também os jornalistas se têm queixado de não lhes ser permitido fazer o seu trabalho, tendo já alguns relatado que a Polícia Nacional lhes apreendeu o equipamento de trabalho.
“Queremos o fim da violência estatal no Peru e uma investigação imparcial, imediata e rigorosa às violações de direitos humanos cometidas no contexto destas manifestações, incluindo às mortes registadas”, pede o escritório português da organização internacional.









