
Um dos cartazes colocados no Parque das Nações, sensibilizando contra a pena de morte no mundo. Foto © Amnistia Internacional Portugal
Um cartaz com o número de pessoas executadas com a pena de morte em 2023, junto das bandeiras dos estados que ainda praticam esta medida extrema ou a têm incluída no seu código penal. Foi desta forma que a Amnistia Internacional Portugal decidiu chamar a atenção para o relatório anual da organização sobre a pena de morte, que foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, 29 [ver 7MARGENS].
A ação da Amnistia foi realizada às 6h da manhã no Rossio dos Olivais (Parque das Nações), em Lisboa, onde estão hasteadas bandeiras dos países do mundo. Os cartazes foram colocados por baixo dos estandartes das nações que ainda executam pessoas com a pena capital. A ideia da iniciativa era a de denunciar a aplicação desta medida extrema e apelar à abolição da sua prática que continua a matar, anualmente, milhares de pessoas: em 2023, a Amnistia contabilizou 1153 casos, mas a China não está aqui incluída, já que o regime esconde as sentenças de penas de morte, que são segredo de Estado.
Em paralelo a desta iniciativa, a Amnistia está a divulgar uma campanha para evitar a condenação à morte do curdo Reza Rasaei e do saudita Mohammad al-Ghamdi. Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, estes foram condenados por crimes menores e correm em risco de serem executados. Reza Rasaei foi condenado após uma confissão obtida sob tortura e outros maus-tratos relacionada com os protestos do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, enquanto Mohammad al-Ghamdi foi sentenciado por ter feito publicações em várias redes sociais como o X (ex-Twitter) e o Youtube, sem teor violento, em que criticava o rei e o príncipe herdeiro sauditas e a política externa do país.
Quer o relatório anual, quer a campanha sobre estes dois casos podem ser consultados na página da Amnistia na internet.










