Petição às farmacêuticas

Amnistia quer 2 mil milhões de vacinas para países mais pobres

| 1 Out 21

Vacina. Covid

Vacina contra a covid: a Amnistia quer fazê-las chegar onde ainda quase não existem. Foto Wladimir B/Bigstock.com

 

O que queremos? – pergunta a Amnistia Internacional. E a resposta é curta: “Queremos a distribuição de 2 mil milhões de vacinas [contra a covid-19] a países de baixo e médio rendimento até ao final do ano.” Ao mesmo tempo que a AI disponibiliza uma petição, pede também que os cidadãos enviem mensagens por correio electrónico para as quatro grandes farmacêuticas produtoras de vacinas – BioNTech, J&J, Moderna e Pfizer – pedindo que estas partilhem “propriedade intelectual, conhecimentos e tecnologia com iniciativas da OMS” para garantir que haja vacinas “disponíveis para todos os países nos meses e anos vindouros”.

A Amnistia defende: “Todas as empresas têm responsabilidades em matéria de direitos humanos, e as empresas farmacêuticas devem assegurar um acesso justo aos produtos que salvam vidas. Têm o poder de ajudar a acabar esta pandemia, e o tempo para o fazer é agora.”

Na mensagem com que apresenta a campanha, a organização de defesa dos direitos humanos recorda a Organização Mundial de Saúde estabeleceu, até final de 2021 (para o que faltam menos de 100 dias), o objectivo de “vacinar 40% da população de países de baixo e médio-baixo rendimento”, o que deixaria o mundo “mais perto de colocar um ponto final na crise provocada pela covid-19”. Ainda há duas semanas, o escritório da OMS em África alertava para a falta, só naquele continente, de 500 milhões de vacinas. 

 

“A Amnistia Internacional calculou que, para cumprir esse objectivo, seria necessário vacinar mais de 1,2 mil milhões de pessoas nesses países até ao final do ano, pelo que serão necessárias mais de 2 mil milhões de vacinas. A boa notícia é que é perfeitamente exequível”, acrescenta a AI. “Bastaria que as empresas farmacêuticas aceitassem o levantamento temporário dos direitos de propriedade intelectual e que 50% da produção mundial de vacinas prevista até ao fim do ano fosse distribuída a países de baixo e médio-baixo rendimento (num total 2,6 mil milhões de vacinas).”

A secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, diz que “os lucros nunca deveriam ter prioridade em detrimento de vidas humanas” e por isso, apela a organização, “chegou o momento” de aumentar a pressão às empresas farmacêuticas.

O formulário da campanha está disponível no seguinte endereço: https://www.amnistia.pt/wp-content/uploads/2021/09/acao_2milhoes_vacinas_30-09-2021_v2.pdf?utm_source=email-marketing&utm_medium=email&utm_campaign=Nepal_vacinacao_jul21

 

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