
Cartaz 50 anos do 25 de Abril, com desenho de Catarina Castel-Branco e frase de Mendo Castro Henriques, para exposição na Galeria Diferença, a partir de 23 Abril 2024, nos 50 anos do 25 Abril 1974. Imagem cedida pelos autores.
O Bispo da Igreja Lusitana da Comunhão Anglicana, Jorge Pina Cabral, alertou, numa mensagem enviada ao 7MARGENS a propósito dos 50 anos da Revolução de Abril de 1974, para uma tendência de crescimento de regimes totalitários. Apelou, também, ao estabelecimento de pontos de contacto e diálogo “entre todos os homens e mulheres de boa vontade”.
“Num contexto internacional de crescentes regimes totalitários, Portugal é hoje um país livre e capaz de assumir o seu próprio destino. A preciosa herança que nos foi confiada e que celebramos nesta data festiva, exige a consciência, de que a democracia é por natureza um processo sempre inacabado, que demanda o empenhamento individual e coletivo na busca das melhores soluções, para as exigências e desafios que em cada tempo e em cada lugar sempre se nos colocam”, afirma Pina Cabral.
O anglicano sublinhou, também, a dimensão da liberdade religiosa que a democracia trouxe aos cristãos e Igrejas. “A liberdade da prática do culto e da expressão da crença religiosa, como que nos implica também enquanto crentes, na afirmação e contributo na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. A nossa jovem democracia, necessita do sentido de esperança e de paz que a fé cristã é capaz de outorgar.”
A mensagem não deixa, ainda, de recordar “todos aqueles, homens e mulheres, que em circunstâncias difíceis e de opressão, assumiram, com risco da sua própria vida, a luta pela liberdade e o fim do regime totalitário que oprimia o povo português”.
Por fim, apela-se a “celebrar a liberdade e assumir o porvir enquanto tempo possível de novos horizontes e possibilidade para todos”.










