Anselmo Borges e a eutanásia: “Quem mata?”

| 17 Fev 20

Antonio de Pereda (1611-1678), “Alegoria da Vaidade”

 

“Se algum dia se avançasse por esta via da legalização da eutanásia, o Estado ficaria com mais uma obrigação: satisfazer o direito ao pedido da eutanásia e seria confrontado com esta pergunta terrível: quem mata?”, escreve Anselmo Borges, professor de filosofia e padre, na sua última crónica no Diário de Notícias.

“Porque é disso que se trata”, acrescenta o autor. “Não se venha com o eufemismo enganoso, porque manhoso e mentiroso, de ‘morte medicamente assistida’, pois assistência médica, psicológica, familiar, afectiva, pastoral, religiosa (se for o caso) todos querem.”

Na crónica, Anselmo Borges manifesta-se a favor da realização de um referendo sobre o tema e defende a clarificação de conceitos: “Morte medicamente assistida é uma coisa, eutanásia é outra…” E acrescenta: “É uma vergonha para uma sociedade querer debater e despenalizar a eutanásia quando ainda não tem uma rede de meios paliativos minimamente suficientes. Os doentes, em casos extremos, precisamente porque o Estado lhes não garante apoios suficientes para a sua existência minimamente digna, são colocados perante o insuportável, de tal modo que se ergue de modo dramático a pergunta: nessas circunstâncias, onde está a sua liberdade para pedir a eutanásia?

(Texto completo aqui)

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