Hajj na Arábia Saudita

Apenas 60 mil autorizados na grande peregrinação a Meca

| 20 Jul 21

O cenário habitual da peregrinação a Meca (aqui, em foto de arquivo) não se repetirá de novo neste ano. Foto © Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0

 

Apenas 60 mil pessoas podem este ano realizar o hajj – aquela que é a maior e mais importante peregrinação a Meca feita, em tempos normais, por 2,5 milhões de muçulmanos idos de todo o mundo. De acordo com uma notícia da televisão Al-Jazeera deste sábado, 17 de julho, há grupos de peregrinos realizando as sete voltas rituais à Caaba na Grande Mesquita de Meca.

Todos os peregrinos têm de apresentar atestado de vacinação completa e a presença é permitida exclusivamente a sauditas maiores de 18 anos e menores de 65, escolhidos entre 558 mil candidatos.

Nesta segunda e terça-feira, 19 e 20 de Julho (9 e 10 do mês de Zil-Hajj, no calendário islâmico), assinalam-se os momentos mais importantes da peregrinação, com os peregrinos a deslocarem-se ao monte Arafat, ali permanecendo em oração e vigília, e recitando o Alcorão.

De acordo com a tradição, foi ali que o profeta Muhammad (Maomé) fez o seu sermão do adeus, no ano 10 do calendário da Hégira (ou 632 da era cristã).

Durante a peregrinação, depois de darem as sete voltas rituais à Caaba, os crentes dirigem-se a Mina, que se situa num vale estreito rodeado de montanhas rochosas, a cerca de cinco quilómetros da Grande Mesquita, e onde todos os anos acampam muitos peregrinos, recorda a mesma fonte.

No domingo, os peregrinos foram levados para Mina em autocarros meio cheios, para respeitar as regras de distanciamento físico.

“Para as áreas comuns do campo, como a área de oração e a cafetaria, designámos uma empresa de segurança cujos guardas estão espalhados por todo o campo para garantir que não há aglomeração”, afirmou o operador turístico Hadi Fouad à AFP, de acordo ainda com a Al Jazeera.

Neste dia 20, na descida do monte Arafat, os peregrinos recolhem seixos e executam o simbólico “apedrejamento do diabo”.

O hajj, uma das maiores manifestações religiosas anuais do mundo, é um dos cinco pilares do islão e deve ser realizado por todos os muçulmanos que tenham os meios para tal, pelo menos uma vez na sua vida.

Diz a Al Jazeera que, apesar de a versão deste ano ser francamente maior que a do não passado, as limitações à viagem estão a criar ressentimento entre os muçulmanos no estrangeiro.

“Agradeço a Deus por termos recebido aprovação para vir, embora não o esperássemos devido ao pequeno número de peregrinos”, disse Abdulaziz bin Mahmoud, um saudita de 18 anos.

Saddaf Ghafour, uma mulher paquistanesa de 40 anos de idade que viajava com o seu amigo, estava entre as mulheres que faziam a peregrinação sem um “guardião” masculino, o que era um requisito até há pouco tempo. “É um privilégio realizar hajj entre um número muito limitado de peregrinos”, disse ela.

Desde o início da pandemia, o reino saudita comunicou pelo menos 462.000 casos do vírus e 7.500 mortes.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o país administrou cerca de 15,4 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus. A Arábia Saudita tem mais de 30 milhões de pessoas.

As autoridades dizem que estão a trabalhar nos “níveis mais elevados de precauções sanitárias” à luz da pandemia e do aparecimento de novas variantes.

Os peregrinos estão a ser divididos em grupos de apenas 20 pessoas cada, “para restringir qualquer exposição apenas a esses 20, limitando a propagação da infecção”, disse o subsecretário do ministério do Hajj, Mohammad al-Bijawi.

Para além de rigorosas medidas de distanciamento, as autoridades introduziram um “cartão Hajj inteligente” para permitir o acesso sem contacto aos acampamentos, hotéis e autocarros para transportar os peregrinos em redor dos locais religiosos.

 

O segundo apagamento de Aristides

Comentário

O segundo apagamento de Aristides novidade

“Mesmo que me destituam, só posso agir como cristão, como me dita a minha consciência; se estou a desobedecer a ordens, prefiro estar com Deus contra os homens do que com os homens contra Deus.” Esta afirmação de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, confirmada por muitas outras de cariz semelhante, mostra bem qual foi o fundamento para a sua decisão de, contra as ordens expressas de Salazar, conceder indiscriminadamente vistos de passagem a milhares de pessoas em fuga do terror nazi.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Vaticano

Mundo não pode ignorar sofrimento de haitianos novidade

O mundo não pode mais ignorar o sofrimento do povo do Haiti, uma ilha que há séculos é explorada e pilhada por nações mais ricas, apontou o arcebispo Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida. “O grito de ajuda de uma nação não pode passar despercebido, especialmente pela Europa.”

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This