"Motu proprio"

Arcebispo francês defende o Papa e pede que se deixe de relativizar Vaticano II

| 5 Set 21

Uma defesa do decreto papal foi agora subscrita pelo bispo de Grenoble-Vienne, Guy de Kerimel. Foto: DR.

A limitação drástica das celebrações da missa tradicional imposta pelo Papa Francisco apresentadas sob a forma do motu proprio (decreto) Traditionis Custodes tem suscitado uma considerável controvérsia. O cardeal Gerhard Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é um dos mais conhecidos críticos do documento.

Uma defesa do decreto papal foi agora subscrita pelo bispo de Grenoble-Vienne, Guy de Kerimel, que, num comunicado de imprensa, afirma que o problema que o Papa Francisco enfrentou não diz respeito à chamada missa “tridentina”, celebrada antes do Concílio Vaticano II, mas ao facto de ela ser aproveitada como “uma oportunidade para relativizar o Concílio Vaticano II e para um distanciamento daquilo que os padres conciliares e o Espírito Santo decidiram para a Igreja”.

Apesar da desconfiança dos sectores mais conservadores em relação à nova liturgia introduzida em 1969 – “alguns fiéis preferem faltar à missa dominical a participar de uma liturgia aprovada pelos santos Paulo VI e João Paulo II” – e aos ensinamentos do Concílio Vaticano II, sem a realização deste “acontecimento profético”, a Igreja estaria a viver uma situação “muito mais dramática”.

O bispo de Grenoble-Vienne refere que a liturgia da Igreja, que remonta ao século I, nunca deixou de evoluir ao longo dos tempos. A “Missa de sempre”, título de uma obra de Marcel Lefebvre, um dos principais opositores do concílio, data apenas do século XVI.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“Caminhada pela Vida” contra regresso do aborto e da eutanásia

Neste sábado, em dez cidades

“Caminhada pela Vida” contra regresso do aborto e da eutanásia novidade

Uma “caminhada pela vida” em dez cidades portuguesas é a proposta da Federação Portuguesa pela Vida e da Plataforma Caminhadas pela Vida para este sábado, 22, à tarde, com o objectivo de contrariar o regresso do debate da eutanásia e os projectos de lei de alargamento de prazos no aborto apresentados entretanto no Parlamento pelas duas deputadas não inscritas.

Sínodo em demanda de mudanças

Sínodo em demanda de mudanças novidade

Falo-vos da reflexão feita pelo Papa Francisco, como bispo de Roma, no início do Sínodo, cuja primeira etapa agora começa, de outubro de 2021 a abril de 2022, respeitando às dioceses individuais. Devemos lembrar que o “tema da sinodalidade não é o capítulo de um tratado de eclesiologia, muito menos uma moda, um slogan ou novo termo a ser usado ou instrumentalizado nos nossos encontros. Não! A sinodalidade exprime a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua missão”.

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This