
Uma defesa do decreto papal foi agora subscrita pelo bispo de Grenoble-Vienne, Guy de Kerimel. Foto: DR.
A limitação drástica das celebrações da missa tradicional imposta pelo Papa Francisco apresentadas sob a forma do motu proprio (decreto) Traditionis Custodes tem suscitado uma considerável controvérsia. O cardeal Gerhard Müller, ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é um dos mais conhecidos críticos do documento.
Uma defesa do decreto papal foi agora subscrita pelo bispo de Grenoble-Vienne, Guy de Kerimel, que, num comunicado de imprensa, afirma que o problema que o Papa Francisco enfrentou não diz respeito à chamada missa “tridentina”, celebrada antes do Concílio Vaticano II, mas ao facto de ela ser aproveitada como “uma oportunidade para relativizar o Concílio Vaticano II e para um distanciamento daquilo que os padres conciliares e o Espírito Santo decidiram para a Igreja”.
Apesar da desconfiança dos sectores mais conservadores em relação à nova liturgia introduzida em 1969 – “alguns fiéis preferem faltar à missa dominical a participar de uma liturgia aprovada pelos santos Paulo VI e João Paulo II” – e aos ensinamentos do Concílio Vaticano II, sem a realização deste “acontecimento profético”, a Igreja estaria a viver uma situação “muito mais dramática”.
O bispo de Grenoble-Vienne refere que a liturgia da Igreja, que remonta ao século I, nunca deixou de evoluir ao longo dos tempos. A “Missa de sempre”, título de uma obra de Marcel Lefebvre, um dos principais opositores do concílio, data apenas do século XVI.










