
O cardeal Vincent Nichols e o arcebispo Justin Welby rezando juntos na Catedral de Westminster, em junho de 2020, após a reabertura das igrejas. Foto © Mazur/CBCEW.org.uk
É uma tomada de posição conjunta muito pouco frequente: o arcebispo de Cantuária e primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby, e o cardeal Vincent Nichols, arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal [católica] de Inglaterra e Gales, publicaram na edição de 6 de abril do Evening Standard uma carta aberta em que criticam asperamente a decisão do Governo do primeiro-ministro Boris Johnson de suspender a ajuda humanitária a vários países.
A tomada de posição das duas figuras mais representativas da Igreja Anglicana e da Igreja Católica britânicas é uma resposta à confirmação de que Londres cortaria quatro mil milhões de libras (pouco mais de 4,6 mil milhões de euros) em ajuda humanitária e no apoio anual ao desenvolvimento dos países mais necessitados. Em novembro de 2020, o ministro das finanças, Rishi Sunak, fundamentou esta decisão como sendo imperiosa para reduzir o défice orçamental criado pelos gastos com a pandemia.
A promessa de manter a ajuda externa em 0,7% do produto nacional bruto “repetidamente feita, mesmo durante a pandemia, foi quebrada” por aquele anúncio e “deve ser reposta”, afirmam os dois signatários, que concluem: “somos um único mundo e a Grã-Bretanha não pode prosperar, esquivando-se das suas responsabilidades internacionais.”










